Domingo, 30 de Agosto de 2020 - 08:24 (Colaboradores)

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Até que enfim! Mais de trinta anos depois, estrada do Belmont começa a receber o tão prometido asfalto

Nesses cerca de 35 anos, a Estrada do Belmont se transformou numa espécie de cartão postal negativo, como prova da incompetência dos administradores, que passaram esses anos todos prometendo solução para o problema, mas jamais o resolveram.


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Há mais ou menos 30 anos, uma série de problemas começaram a afetar a população do bairro Nacional, em Porto Velho. Quando as grandes empresas distribuidoras de combustível começaram a se instalar no Belmont, à beira do rio Madeira, a situação foi piorando, com o passar dos anos. A Estrada do Belmont passou a ser um dos grandes problemas da cidade, daqueles insolúveis. Passou também a ser tema de palanque, em sucessivas eleições, onde os candidatos prometiam resolver o caso, mas, até agora, nada havia sido feito. Passaram várias prefeitos e governadores e a população, em desespero, vivia fechando a estrada, um inferno de poeira no verão; um inferno de barro no inverno amazônico. Grandes empresas, que contribuem com milhões de reais, quase 1 bilhão em tributos para aos cofres públicos por ano, só em ICMS. Os empresários que vivem num sofrimento absurdo durante todos esses anos, continuaram acreditando no Estado, embora alguns deles, sem vislumbrar qualquer mudança no quadro, já mudaram suas estruturas para um porto já no território do Amazonas, próxima a Porto Velho. Nesses cerca de 35 anos, a Estrada do Belmont se transformou numa espécie de cartão postal negativo, como prova da incompetência dos administradores, que passaram esses anos todos prometendo solução para o problema, mas jamais o resolveram. Até agora...

Nessa semana, a cara da Belmont começou a mudar. Mais de trinta anos depois. O Governo do Estado, através do DER, fez a base da obra, em parceria com a Santo Antônio Energia e convênio com a Prefeitura, a quem a Estrada está sob a responsabilidade e, enfim, começou a modificar a situação, transformando um dos graves problemas da Capital, no encaminhamento de uma solução que já deveria ter chegado há pelo menos três décadas. Nessa semana, os primeiros 500 metros, simbolicamente, foram asfaltados. O governador Marcos Rocha e o diretor geral do DER, Elias Rezende, acompanharam os primeiros metros do asfalto, comemorando – e com toda a razão para fazê-lo – o início de uma obra que Porto Velho espera há tanto tempo. A Belmont, aliás, deve entrar para o livro dos recordes, o Guiness, como a que foi fechada mais vezes no mundo, tal a indignação da sofrida população daquela área, que não aguentava mais promessas nunca cumpridas. Agora, elas o estão sendo. Tomara que a obra, que começou a se tornar realidade, não pare mais e, no final do ano, os cinco quilômetros de asfalto, com cerca de sete centímetros, ou seja, não é asfalto casca de ovo, esteja totalmente pronta. Caso estiver mesmo, será um golaço do governo Marcos Rocha. Que o serviço o DER não pare um só dia, a partir de agora!

PONTE NO ESCURO, DUAS SEMANAS DEPOIS...

Menos de 15 dias. Inacreditável. Depois de seis anos, a Prefeitura de Porto Velho, via acordo com o Dnit, implantou um moderno sistema de iluminação da ponte sobre o rio Madeira, no bairro da Balsa, ligando a cidade ao outro lado, na BR 319. Pouco tempo depois, para desespero dos que precisam atravessar a ponte à noite, parte dela voltou à escuridão. Criminosos que se especializaram no roubo de fios, sem qualquer oposição, pois não se tem notícia de prisão desses bandidos, arrebentaram a parte da fiação e a levaram embora. Horas depois, equipes da Emdur voltaram ao local para repor a fiação, que, lamentavelmente, será roubada de novo nos próximos dias. Eles estão roubando fios da Caerd, deixando milhares de pessoas sem água e roubaram fios da iluminação da BR 364, mesmo os enterrados, durante anos. Devem ser os ladrões mais poderosos do mundo, já que ninguém é preso e nem os receptadores são descobertos. Uma vergonha!

O CRIME COMANDADO DOS PRESÍDIOS FEDERAIS

Há anos, nesse espaço, se tem comentado que a prisão de segurança máxima de Porto Velho e outras, pais afora, foram presentes gregos que as comunidades receberam. Quando um dos chefões vêm para cá, por exemplo, para cumprir sua pena, traz com ele seus asseclas, que ficam próximos do patrão, esperando ordens, executando crimes fora daqui, mas na cidade e região também,  aumentando nossos índices de violência. As autoridades negam, mas a realidade é incontestável. Nessa semana, mais uma prova concreta disso: uma grande operação da Polícia Federal, autorizada pela Justiça, começou a desbaratar uma quadrilha do tráfico de drogas, comandada primeiro dentro do  Presídio Federal daqui, mas depois de outro, similar, em Campo Grande, para onde foi transferido um dos grandes traficantes de drogas, o poderoso Jardes Pavão. Segundo a PF, "Jarvis é considerado o rei da fronteira entre Brasil e Paraguai. Por muito tempo teve o controle das drogas por Peru, Colômbia, Bolívia e a maconha do Paraguai, que eram importadas no Brasil por Ponta Porã". Ele foi levado embora daqui, mas seus familiares e membros da quadrilha ficaram, cometendo os delitos que ele determinava, de dentro da cadeia. Ou seja, dos Presídios Federais, grandes bandidos, chefões de quadrilhas e facções, comandam o crime aqui fora.

MAIS NOMES PARA A CÂMARA DA CAPITAL

Cresce o número de pré candidatos à Câmara Municipal. Com tantos partidos, certamente teremos um recorde de aspirantes às 21 vagas do legislativo municipal, onde praticamente todos os atuais edis também concorrerão novamente. Entre os nomes novos, há o do cientista político, palestrante e ex membro da Comissão de Direitos Humanos, Deivid Silva. Entre nomes conhecidos que tentam chegar à Câmara, está Sílvia Soares, filha do inesquecível senador Odacir Soares. Ela é diretora da Rádio Rondônia FM e tem muitos serviços prestados à comunidade. Wanir Cavalheiro, um emedebista de primeira hora, nome conhecido em vários setores por sua atuação profissional e política, é outro que tenta, novamente, chegar à Câmara. Aos 22 anos, vindo da Unir, onde, via concurso público, assumiu o comando da área de Planejamento da Universidade, Fabrício Donizeti também é pré candidato em novembro. Outro nome novo na política, mas como tantos outros, ligados à uma igreja evangélica, Alisson Cuiabano quer sair do púlpito para uma cadeira de vereador. Filhos de pastores, quer trabalhar mais na assistência social, área em que já atua hoje. Outro nome novo na nossa política, apoiador do presidente Bolsonaro, é o Sargento Menezes. É mais um militar que quer entrar para a política. Ele concorrerá pelo PSL.

ESTÃO CORRETOS OS NÚMEROS DO CENSO DO IBGE?

Novos números sobre a população de Porto Velho, divulgados pelo IBGE, coloca o Estado de Rondônia com um crescimento populacional ainda abaixo do que a sensação de quem conhece essa terra mais profundamente. Será que ainda não passamos dos 1 milhão e 800 mil habitantes, mesmo com todo o crescimento que tivemos em praticamente todas as regiões? E Porto Velho: temos mesmo apenas 539 mil moradores, numa cidade em que, a cada mês, parece ter mais e mais gente? Será que a Capital não bateu ainda ao menos nos 600 mil habitantes? O mesmo vale para Ji-Paraná, por exemplo, que segundo o IBGE tem apenas 130 mil moradores. Ariquemes, segundo os números oficiais, tem 109 mil; Vilhena, menos de 103 mil; Cacoal, pouco mais de 85 mil, mesmo sendo uma cidade com várias faculdades e com população crescente. Rolim de Moura, um dos principais municípios, tem apenas menos de 56 mil pessoas? Os números oficiais, ao menos para quem conhece um pouco da Rondônia, parecem que não batem com a realidade. Mas é eles que contam, inclusive para distribuição de recursos, por exemplo, como as verbas que o Estado e a União distribuem para os municípios, através dos Fundos de Participação.

O CASO ESTRANHO DO EMPATE QUE BENEFICIA RÉUS

Ao menos parte da imprensa que consegue ainda publicar verdades e que não esteja aparelhada para só divulgar qualquer notícia que possa representar algo contra o atual governo, principalmente depois que essas grandes empresas perderam milhões e milhões de reais que arrancavam dos cofres públicos, começa a questionar mais uma ação, ao menos suspeita, do STF. A Segunda Turma, que tem cinco membros, ficou sem um deles, Celso de Mello, que pediu licença para tratamento de saúde. Com quatro votos apenas, foi julgado o caso do Banestado do Paraná, uma das maiores roubalheiras desse país e descoberto através de delação premiada. Quase 25 anos depois, o STF colocou sob suspeita não os bandidos e ladrões, mais o magistrado, Sérgio Moro, que colocou todos os criminosos na cadeia e os fez devolver milhões aos cofres públicos. Com o empate em dois votos, o réu foi beneficiado e, na prática, as sentenças de Moro foram consideradas incorretas. Mais uma vergonha a que o nosso principal tribunal expõe ao nosso pobre Brasil.

JOVEM PAN DIZ QUE ALVO É INOCENTAR LULA

Há muitos comentários em parte da imprensa nacional, que o fato da segunda turma ficar com apenas quatro votos e, com empate, beneficiará sempre o réu, teria como alvo mesmo os processos contra o ex presidente Lula, que já tem duas condenações em segundo grau e que poderia ser considerado inocente, numa votação da segunda turma, aceitando a teoria de parcialidade do magistrado, o herói nacional Sérgio Moro, como se ele tivesse extrapolado de suas funções e condenado um pobre inocente. Nessa teoria golpista, seriam ignoradas também as decisões de segunda instância, que não só confirmaram as sentenças de Moro, como as aumentaram. Com apenas quatro votando, houve empate em dois a dois e, no empate, o criminoso é beneficiado. O jornalismo da Jovem Pan, por exemplo, tem noticiado e comentado todos os dias que a estratégia poderia ser usada pelo STF para livrar Lula, inicialmente, dascondenações ex presidente, sobre o sítio de Atibaia, tornando-o vítima e transformando Sérgio Moro, o magistrado que destruiu a quadrilha petista, em criminoso. Tomara que toda essa ala da imprensa que tem noticiado e comentado esse assunto, esteja completamente errada e que nosso Supremo não chegue a uma baixeza como essa contra nosso país!

TERÁ FISCALIZAÇÃO CONTRA BEBIDAS NO ESPAÇO?

Mesmo que haja discussão sobre a constitucionalidade da lei, não seria prioridade proteger as famílias e os frequentadores da área, a nova lei que proíbe o consumo e venda de bebidas alcóolicas no Espaço Alternativo, em Porto Velho? O projeto foi apresentado pelo deputado estadual Marcelo Cruz, aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa e, nessa semana, sancionado pelo governador Marcos Rocha. O local, implantado na área onde há duas pistas que levam e trazem ao aeroporto Jorge Teixeira, se transformou numa pista de racha e onde a presença de bêbados se tornou comum. Recentemente, aliás, um ciclista foi morto num racha entre dois frequentadores. Espera-se que haja fiscalização no local para cumprimento da nova lei, porque, sem isso, ela será totalmente inócua.

COVID: SEMANA DE NÚMEROS AINDA EM ALTA

Osnúmeros da Covid 19 em Rondônia, ainda são robustos, embora tenham diminuído um pouco em Porto Velho. Na segunda-feira, dia 24, por exemplo, tínhamos 51.791 rondonienses atingidos pela doença. Na sexta, já eram 54.205 e no sábado, segundo o boletim 164 da Secretaria da Saúde, com mais 291 casos, o total chega a 54.396 infectados. Desses, na sexta, tínhamos 45.852 recuperados. Outros 118 foram registrados no sábado, totalizando 45.811, ou quase 84 por cento. O que preocupa mesmo é o número de óbitos, que aumentaram bastante nessa semana. Eram 1.073 mortos na segunda; na sexta chegou a 1.114 e com mais onze mortes no sábado, já são 1.125 vidas perdidas. Em Porto Velho, apenas nessa semana, morreram 15 pessoas de segunda a sexta. No sábado, mais cinco mortes. Ou seja, em apenas uma semana, 20 portovelhenses perderam a vida para a doença. Eram 637 mortos na Capital, desde o início da pandemia. Com mais cinco, o total chega a 642 óbitosou 57 por cento do total dos que faleceram, atingidos pelo coronavírus. Ou seja, nada de afrouxar os cuidados e a proteção: máscara, álcool, isolamento social dentro do possível...

OS CARIOCAS TENTAM, MAS A CORRUPÇÃO CONTINUA

Não há esperança para o povo do Rio de Janeiro em ter governantes, secretários, presidentes da Assembleia Legislativa e outros gestores que não sejam corruptos? Desde Leonel Brizola, com dois mandatos nos anos 80, apenas ele e a petista Benedita da Silva saíram ilesos do Palácio do Governo. Afora a dupla, todos os demais governadores, seus vices, vários secretários e também deputados, acabaram presos, por envolvimento com uma série de crimes, principalmente os que os beneficiaram pelo uso ilegal do dinheiro público. Um dos maiores ladrões da história do país, o ex governador Sérgio Cabral, já foi condenado a mais de 290 anos de prisão. Seu vice e depois eleito para o Governo, Pezão, também caminha para a mesma triste sina. Afora, o atual governador Wilson Witzel, que se elegeu graças ao efeito Bolsonaro e que depois se voltou contra seu criador, foi afastado do cargo por seis meses. Seu vice está na mira da Polícia Federal. O presidente da Assembleia Legislativa também. O eleitor carioca até que tenta, mas passa eleição e vem outra e ele coloca no poder gente ou suspeita de corrupção, como Witzel ou gente comprovadamente ladra, como Sérgio Cabral.

PERGUNTINHA

Na sua opinião, o ex juiz Sérgio Moro extrapolou suas funções quando magistrado, como decidiu o STF ou ele é mais uma vítima da reação de alguns setores da sociedade contra um Brasil sem corrupção?

Fonte: Sergio Pires/NewsRondonia

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