Sexta-Feira, 28 de Agosto de 2020 - 09:39 (Economia)

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Desemprego diante da pandemia fica em 13,3% na primeira semana de agosto

Com relaxamento das medidas de isolamento, 1,1 milhão de pessoas que estavam afastadas retornaram ao trabalho na primeira semana de agosto.


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O número de desempregados diante da pandemia do novo coronavírus teve leve queda no início de agosto. A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (28), é de que 12,6 milhões de brasileiros estavam desempregados na primeira semana do mês - uma queda de 2,3% em relação à quarta semana de julho. O IBGE informou que não houve resultados referentes à quinta semana de julho por causa de uma parada técnica na pesquisa.

Com isso, a taxa de desocupação ficou em 13,3% na primeira semana de agosto, ante 13,7% na semana anterior, e 10,5% na primeira semana de maio.

Frente à primeira semana de maio, o número de desempregados no Brasil diante da pandemia teve alta de 28,6% - um aumento de cerca de 2,8 milhões de brasileiros sem trabalho no país no período. Na primeira semana de maio, quando teve início o levantamento, esse número era de cerca de 9,8 milhões.

O levantamento foi feito entre os dias 2 e 8 de agosto por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas.

De acordo com a Pnad Contínua, divulgada no dia 6 de agosto, o país perdeu 8,9 milhões de postos de trabalho em apenas três meses de pandemia e número de ocupados no Brasil atinge menor nível da série histórica.

População ocupada

A população ocupada foi estimada em 81,6 milhões de pessoas, estável em relação à semana anterior. Houve alta, no entanto, na população ocupada e não afastada do trabalho, que passou de 72,3 milhões para 74,7 milhões.

Entre essas pessoas, 8,6 milhões (11,5%) trabalhavam remotamente - contigente estável em relação à semana anterior.

Outros 4,7 milhões de trabalhadores estavam afastados devido ao distanciamento social, uma redução em relação aos 5,8 milhões na semana anterior, apontando que 1,1 milhão de pessoas retornaram ao trabalho na primeira semana de agosto.

“Isso significa que essa população afastada, por conta da pandemia ou por outros fatores, está retornando ao trabalho que tinha”, analisou em nota a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira. Desde o início de maio, quando a pesquisa começou, a população ocupada que não estava afastada aumentou em 10,8 milhões.

Informalidade

A taxa de informalidade ficou em 34,2% no período, o que o IBGE considera estável na comparação com a quarta semana de julho (33,5%). Isso representava 27,9 milhões de pessoas na informalidade, cerca de 2,0 milhões a menos do que o contingente do início de maio (29,9 milhões).

Entre os informais estão os empregados do setor privado sem carteira; trabalhadores domésticos sem carteira; empregadores que não contribuem para o INSS; trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS; e trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente.

Fonte: G1

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