Sexta-Feira, 21 de Agosto de 2020 - 11:36 (Meio Ambiente e Ecologia)

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Combate ao desmatamento e queimadas é fortalecido com ações de órgãos controladores

Ações são desenvolvidas para combater as queimadas ilegais com intuito de evitar danos ao meio ambiente e prejuízos à saúde humana


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Com o intuito de combater o desmatamento e queimadas em Rondônia, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) realiza ações contra crimes ambientais, a exemplo das medidas realizadas durante a Operação Hiléia que registou em apenas dois dias de atuação, mais de R$ 1 milhão em multas na Região do Vale do Jamari, especificamente no município de Cujubim.

As medidas desenvolvidas pelo Governo de Rondônia contam com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Batalhão da Policia Ambiental (BPA), Polícia Militar e Núcleo de Inteligência e Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros.

Ao todo estão sendo empregados 75 homens, entre polícias, técnicos e fiscais, além de 20 viaturas, e uma aeronave (helicóptero). A Operação Hiléia, está na sétima fase, terá duração de 15 dias e na próxima segunda-feira (24) um novo boletim informativo do balanço das ações será divulgado. Sem interrupções as equipes seguem para a oitava fase da Operação Hiléia.

No ranking de maior número de desmatamento por municípios no período de janeiro a 8 de agosto, Cujubim aparece entre os municípios que mais sofrem com desmatamentos, ocupando a terceira posição onde registrou,  67.03 km² de área devastadas pelo fogo, perdendo apenas para a capital Porto Velho, que ocupa a primeira posição no ranking com 266 km² de desmatamento e para o município de Candeias do Jamari, que está na segunda colocação com 73.77 Km². Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o coordenador estadual de fiscalização da Sedam, Marcos Trindade a conscientização ainda é a melhor solução nesta época de queimadas e pandemia.

“Sem a pandemia, esse já era um dos motivos que superlotava as redes de hospitais tanto na rede pública quanto privada, além disso deve-se ter uma reeducação ambiental. Isso que a gente está buscando incessantemente proteger para garantir o futuro das próximas gerações. E apoiamos o empreendedor, as empresas, o homem do campo, o agricultor, mas só que de forma sustentável. As equipes de fiscalização e os órgãos ambientais estão envolvidos num só propósito, ou seja, estancar o desmatamento, combater os ilícitos ambientais e principalmente punir e responsabilizar pessoas que só prejudicam e trazem coisas negativas tanto para o meio ambiente, quanto para a população em geral”, disse o coordenador.

Trindade afirma ainda que a fumaça que paira em Rondônia não é somente originada no Estado. Há outras regiões  que causam essa poluição, “Inclusive queimadas provenientes dos países vizinhos como a Bolívia que não tem programas no combate ao desmatamento e prevenção às queimadas”, finalizou o especialista.

Mesmo diante do cenário, pesquisas do projeto Deter-B do Inpe revelam ainda que foi registrada uma queda de 20% no desmatamento e focos de calor até o momento no Estado se comparado com o mesmo período de 2019, uma redução de 70 km², reflexo das operações e ações executadas pela Sedam.

MULTAS

A fiscalização ambiental é necessária para reprimir e prevenir danos ao meio ambiente. Ao punir aqueles que causam danos ambientais, cabe aplicação de multas, conforme prevê o Artigo 250 do Código Penal.

DENÚNCIAS

A população pode denunciar crimes ambientais pelos telefones 0800 647 1150, Corpo de Bombeiros Militar pelo 193, ou através do aplicativo APP Guardiões da Amazônia que pode ser instalado gratuitamente.

 

Marina Espíndola

Fotos: Frank Néry

Fonte: Secom/gov-ro

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