Quinta-Feira, 13 de Agosto de 2020 - 12:12 (Polícia)

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COBRA NAJA: Indiciado por tráfico de animais, Pedro Krambreck congelava ratos em casa

Camundongos eram colocados depois em banho maria e serviam de alimento para cobras criadas pelo estudante de veterinária


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MIRELLE PINHEIRO

DISTRITO FEDERAL: Indiciado pela Polícia Civil do DF, Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl (foto em destaque), 22 anos, congelava camundongos no freezer. “Para alimentar as cobras, são necessários ratos, que são oferecidos vivos ou mortos. Mortos, eles precisam estar congelados. Quem tem esses animais em casa geralmente os mantêm no congelador e depois descongela em banho maria. Na residência desse rapaz (no Guará), tinha uma série de camundongos congelados no freezer”, disse o delegado Willian Ricardo, da 14ª DP (Gama).

Além de Pedro, o padrasto e a mãe dele também foram indiciados pela Polícia Civil na investigação que apurou tráfico de animais no Distrito Federal. De acordo com os policiais que trabalharam no caso, o estudante de veterinária, que traficava animais desde 2017, chegou a ter 22 serpentes, entre elas, a Naja, que o picou. O local em que ele criava ficou pequeno e Pedro passou a contar com ajuda de amigos, segundo a PCDF. Assim, uma organização criminosa se formou, ainda de acordo com as investigações.

Após o Caso Naja, os policiais civis deflagraram uma operação nesta quinta-feira (13/8) e apreenderam uma anaconda em Águas Lindas (GO), no Entorno do DF, conforme o Metrópoles revelou.

Ao todo, 11 pessoas foram indiciadas. Pedro Krambeck vai responder por tráfico animais silvestres, maus-tratos e associação criminosa. A mãe dele, Rose Meire dos Santos Lehmkuhl, por tráfico de animais, associação criminosa e maus-tratos. O padrasto de Pedro, o coronel da Polícia Militar do DF Eduardo Condi, também foi indiciado por tráfico de animais silvestres, maus-tratos, fraude processual, associação criminosa, corrupção de menores e ainda pelo fato de dificultar ação fiscalizatória do Ibama, multiplicado por 22, uma para cada animal apreendido.

Fonte: metropoles

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