Quinta-Feira, 23 de Julho de 2020 - 09:55 (Colaboradores)

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LIVRE

Anotar, grifar ou marcar... Como você trata os seus livros?

Vou falar um pouquinho de cada uma delas de acordo com a minha opinião.


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Não é segredo pra ninguém que todo bom leitor tem algumas manias na hora da leitura, e algumas delas é destacar trechos dos livros e fazer observações sobre a história. Até aí, tudo normal no universo da literatura, o problema é como essas anotações são feitas, o ato de grifar, usar post-it ou caderno de anotação é uma questão que divide opiniões e o mundo entre apreciadores de livros repletos de marcações e os defensores dos livros intactos.

As formas que os leitores podem marcar o texto são inúmeras, grifando com lápis, caneta, marca-texto, dobrando a página, pregando post-it e fazendo anotações em cadernos... Vou falar um pouquinho de cada uma delas de acordo com a minha opinião.

Ø  Anotações no próprio livro: pode de ser de lápis ou caneta, considero um rabisco nas páginas, por mais que as anotações sejam relevantes, o ato de escrever tira a originalidade do livro. Aceito o uso da caneta somente quando o livro é um presente e vem com uma dedicatória ou o autógrafo do escritor, acredito que agrega valor sentimental. Contraditório, eu sei, mas vai entender cabeça de leitor.

Ø  Grifar frases e parágrafos com marca-texto: amo marca-texto e quanto mais coloridos, melhor, mas limito o uso nos meus cadernos e agendas, penso que o uso do marca-texto é um desrespeito ao livro, pode avariar a página e até atrapalhar a leitura, muitas vezes ao grifar a tinta do marca-texto mancha a folha seguinte.

Ø  Dobrar o canto da página: na maioria das vezes, o leitor dobra o canto da página para indicar o ponto em que parou a leitura, calculando o tempo para terminar o livro, imagine a quantidade de dobras que terá quando finalizar a história. A dobra também é usada para indicar que naquela página tem alguma informação importante, ainda assim, danifica o livro, para isso existem os marcados de páginas e os post-it.

Ø  Post-it: não tenho nada contra a forma de sinalizar a importância do texto com post-it, sem contar que no mercado tem muitos modelos de boa qualidade e fofos. Quem não gosta de terminar a leitura e ver o livro todo coloridinho? Eu gosto, ainda mais tendo a certeza que o pedaço de papel com cola não vai agredir as páginas. Muitas vezes coloco os post-it nas páginas e quando passo as informações para o caderno, retiro as marcações, deixa-los no livro não é uma opção.

Ø  Caderno: minha escolha. Tenho mania de cadernos, tenho vários, sempre estou com um caderno por perto, anoto tudo, ideias, listas, pensamentos, desejos e quando comecei a escrever resenhas nem precisar refletir, o caderno já era preferência. Organizo minhas leituras escrevendo informações sobre o livro, trechos, músicas citadas durante a história e por último minhas considerações sobre a leitura finalizada (daí surgiu o nome da coluna). No caderno tudo é permitido, isso mesmo, uso canetas coloridas, marca-textos, post-it, adesivos, afinal adoro itens de papelaria. Lembrando que anotando no caderno, as lembranças da leitura sempre estarão guardadas e o melhor, sem macular os livros.

Sou do time de leitores puristas, que preferem deixar o livro praticamente intocável, tenho minha própria forma de fazer minhas anotações em cadernos e às vezes utilizo o post-it, mas posso mudar facilmente se sentir necessidade. Minha verdade não é absoluta, falo do que funciona para a Renata leitora e se você leitor, prefere utilizar qualquer outro método para recordar a leitura, faça-o.

Boa leitura!

Fonte: Renata Camurça - NewsRondonia

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