Segunda-Feira, 13 de Julho de 2020 - 16:02 (Geral)

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Ribeirinhos no beco sem saída - Por Marquelino Santana

Seu Antônio possui mais de 70 anos e nos diz que se já era difícil andar a pé para fazer suas compras até Extrema, agora ficou mais difícil, porque tem que pular o portão.


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A pendenga continua. Empresa se acha o bicho da goiaba e instala portão no meio da estrada. Era só o que faltava, os empresários dizem que a terra é deles, e os ribeirinhos dizem que a estrada era um antigo varadouro de escoamento de borracha natural.

Para os menos esclarecidos, essa antiga estrada de seringa foi aberta pelo velho mateiro, depois tornou-se importante varadouro para a travessia de comboios, onde os seringueiros recebiam alimentos e variados instrumentos de trabalho do barracão.

Às margens do rio Abunã, por este varadouro, era feito o escoamento de borracha de vários seringais do lado brasileiro, como por exemplo: O Mocambo e o Pequiá (Extrema de Rondônia), e do lado boliviano, os seringais Mantineia e Colônia (Pando).

Desta forma até o Mercosul está sendo ignorado, os estudantes não terão transporte escolar e o velho regatão terá que ser acionado para abastecer as populações tradicionais deste recanto esquecido da Amazônia Sul Ocidental brasileiro – boliviana.

– “Além dá queda, o coice”. – Disse ele. Se essa moda pegar vão botar portão até na praça e quem não tiver “ingresso” não entra. Se pular cerca já é complicado, imagine pular portão. Com licença que eu vou sair pela porta dos fundos. É mais seguro.  

Marquelino Santana

Fonte: Marquelino Santana

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