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A Secretaria Estadual de Cultura - SECEL no in韈io dos anos 2.000

Como todos sabemos, o calo seco de qualquer administrador do segmento cultura e lazer, o carnaval, em especial, os desfiles dos blocos e escolas de samba.
Domingo, 28 de Junho de 2020 - 11:54

Ao assumir o governo de Rondônia em janeiro do ano de 2003, Ivo Cassol nomeou secretário de cultura, o balconista da empresa de um dos que colaboraram com sua campanha, lá de Espigão do Oeste, seu nome Luiz Carlos Venceslau que por falta de conhecimento, sobre a pasta que acabara de assumir, iniciou sua gestão cometendo várias gafes em reuniões com o segmento.

Como todos sabemos, o calo seco de qualquer administrador do segmento cultura e lazer, é o carnaval, em especial, os desfiles dos blocos e escolas de samba.

Assim sendo, logo após a festa do 4 de janeiro (em comemoração à instalação do estado), Luiz Carlos convocou os carnavalescos, dirigentes de blocos e escolas de samba, para uma reunião em seu gabinete, que à época, ficava na Esplanada das Secretarias.

No dia e hora marcada, os carnavalescos se reuniram, com o secretário e sua equipe, em seu gabinete, eu Silvio Santos, acompanhei a reunião como repórter cultural do jornal Diário da Amazônia. Luiz Carlos segundos antes de abrir os trabalhos, recebeu de um de seus assessores, um bilhete, que o informava que a Federação das Escolas de Samba - FESEC encontrava-se inadimplente, por não ter apresentado a prestação de contas, sobre os subsidiados passados pelo governo, no carnaval de 2002. Luiz Carlos sem nenhuma experiência em administração púbica, abriu a reunião literalmente chamando os carnavalescos de Ladrões. O clima ficou mais que tenso. Os olhares (inclusive os dirigentes das escolas de samba) se voltaram para o presidente da Fesec o Cabeleira, que pasmo, não sabia o que dizer. Eu ali sem poder dizer nada, pois estava como repórter. Ao terminar a reunião perguntei ao Cabeleira se ele realmente como presidente da Fesec não havia entregue em tempo hábil, a prestação de contas do convênio com o governo estadual e ele me garantiu, que a prestação de Contas havia sido apresentada e que estava aguardando o parecer do Tribunal de Contas e que ele Cabeleira, estranhou a colocação do Secretário e que iria tomar providencias etc.

Passados alguns dias, estava na redação do Diário da Amazônia escrevendo nossa coluna, quando chega o secretário da Secel, procurando o João Zoghhbi e ao me ver, foi em minha direção dizendo: "Pois é Zekatraca, vou acabar com a mamata de vocês carnavalescos, pegarem dinheiro do governo e não prestar conta, vou acabar com a ladroagem". Me levantei, fui pra cima do Luiz com sede de "sangue" e com o dedo em riste, só não o chamei de santo, mas, do palavrão que você imaginar denegri sua moral. A redação e todos os departamentos do Jornal pararam e vieram ver o escândalo que eu estava provocando. Luiz Carlos "meteu o rabo" entre as pernas e foi embora. Depois de tudo passado pensei: Dessa vez extrapolei, tô lascado...

MUDANDO O FLOR DO MARACUJÁ

Meu Boi Bumbá Corre Campo terminou sua apresentação no Flor do Maracujá de 2002, exatamente as CINCO E MEIA, do dia 30 de junho, dia da final da Copa do Mundo. Eu assisti o jogo fantasiado de Amo do Boi.

Como falei, depois daquele 'pega' com o secretário na redação do Diário imaginei, que jamais ele voltaria a me dirigir a palavra, mero engano.

No final do mês de maio de 2003, a assessoria do secretário de cultura me comunica que o secretário gostaria de conversar comigo em seu gabinete. Surpreso, acetei o convite e no dia e no horário marcado, cheguei ao gabinete do secretário e lá, já se encontravam seus assessores Paulo de Tarso, Ercio e Ronildo Carvalho entre outros. Convidei para me acompanhar o parceiro do site Talentos Brasil Sergio Ramos.

Admirado respondi: O problema do Flor do Maracujá, é o Transporte dos Grupos! – E o que devemos fazer para melhorar isso? Então sugeri: O governo precisa deixar de se responsabilizar pelo transporte dos grupos, o que deve ser feito, é a Secel passar um valor em dinheiro aos grupos e estes, contratam por sua conta, os ônibus, só, que para dar certo, a Coordenação do Flor do Maracujá deve colocar no Regulamento, que o Grupo que não entrar na arena de dança, no horário marcado, perderá pontos por minuto de atraso.

Minha sugestão foi aprovada e até hoje, desde de 2003, as apresentações dos grupos folclóricos terminam no máximo a meia noite e meia.

Daí pra frente eu e o Luiz Carlos ficamos amigos de verdade e até hoje, sempre nos encontramos e lembramos o episódio da redação do Diário da Amazônia.

Sobre a reunião com os carnavalescos, o que aconteceu, foi que o funcionário responsável pelo Setor de Convênios da Secel, para ficar bem na foto com o secretário, passou o bilhete dizendo que a Fesec não havia prestado contas, o que foi comprovado depois, que era mentira.

Luiz Carlos não tinha como tirar da Casa Cultura Ivan Marrocos, algumas entidades que estavam utilizando seus espaços, como academia de dança, escola de música, encontro e rodas de samba quase todos os dias, com direito a feijoada e outras iguarias, ainda por cima, o lado da rua Presidente Dutra não era murado o que facilitava os encontros. Então Luiz Carlos solicitou a desocupação da Casa e mandou colocar tap umes em toda sua volta.

Luiz Carlos deu tanta sorte (ele me garantiu que tinha como fazer a reforma anunciada pois a Secel não tinha recursos para tal) pois, a Eletronorte estava correndo o Brasil com a Exposição "500 Pássaros" em comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil e o procurou para saber sobre a possibilidade de utilizar a Casa da Cultura e foi informada, que a Casa estava prestes a entrar em reforma, só, que a Secretaria não tinha recursos para realizar a obra, foi então que a direção da Eletronorte se comprometeu a realizar a Reforma e no dia 02 de abril de 2004 a Casa da Cultura Ivan Marrocos foi reinaugurada com a Exposição da Eletronorte "500 Pássaros".

Enquanto os convidados visitavam a exposição na Galeria Afonso Ligório, os Bois Bumbás Corre Campo, Az de Ouro e Diamante Negro se apresentavam em frente a Casa, no cruzamento das ruas Carlos Gomes com a Rogério Weber.

Fonte - Z Katraca - NewsRond鬾ia

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