Quinta-Feira, 11 de Junho de 2020 - 12:00 (Internacional)

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POLICIAL ENVOLVIDO NA MORTE DE GEORGE FLOYD PAGA FIANÇA DE R$ 3,7 MILHÕES

Outros três envolvidos na morte do segurança negro em Minneapolis permanecem presos


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Um dos quatro policiais envolvidos na morte do segurança negro George Floyd pagou fiança de US$ 750 mil, o equivalente a R$ 3,7 milhões, e deixou a prisão nos Estados Unidos.

Durante a abordagem, Thomas Lane manteve seu peso sobre as costas e os joelhos de Floyd para imobilizá-lo, enquanto Derek Chauvin mantinha o joelho sobre o pescoço do segurança negro. Por repetidas vezes, Floyd queixou-se de falta de ar e a frase "eu não consigo respirar" é ouvida no vídeo que flagrou a violência policial.

"O que meu cliente deveria fazer senão seguir as ordens de seu treinamento? Ele fez tudo o que achava que deveria fazer", afirmou o advogado de Lane durante audiência de custódia.

J. Alexander Kueng e Tou Thao, outros dois policiais envolvidos na morte de Floyd, seguem presos. Derek Chauvin, que manteve o joelho sobre o pescoço do segurança, está preso em cadeia de segurança máxima e foi denunciado por homicídio de segundo grau.

Irmão de Floyd pede reforma na polícia

O irmão de George Floyd pediu ao Congresso nessa quarta-feira o fim do sofrimento dos afro-americanos e o avanço da reforma policial.

Philonise Floyd compareceu diante da Comissão Judicial da Câmara dos Representantes - controlada pelos democratas - em uma audiência que abre caminho para o projeto de lei de reforma da Polícia, também apresentado pela oposição.

"Basta", disse Philonise, que entrou na sala usando uma máscara com a imagem de seu irmão George. Durante a audiência, ele falou sobre a dor que sentiu ao assistir o vídeo de oito minutos que mostra a agonia de seu irmão nas mãos de um policial branco que o sufocou com o joelho.

O vídeo agitou a opinião pública mundial e alimentou o maior movimento de protestos nos Estados Unidos desde o assassinato de Martin Luther King Jr. em 1968, com mobilizações pacíficas em sua maioria, com alguns tumultos.

Fonte: Por PEDRO ROCHA FRANCO* / O Tempo

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