COVID-19: O RITMO DO CONTÁGIO DO BRASIL EM RELAÇÃO AO MUNDO

O crescimento do novo coronavírus foi exponencial: se a China contabilizava mil casos em 25 de janeiro, o mundo inteiro chegou a quase 3 milhões de casos no final de abril.
Quarta-Feira, 13 de Maio de 2020 - 15:59

Quem busca construir patrimônio está sempre atento às modificações do mundo e os seus impactos na economia como um todo. Mesmo os mais cuidadosos, no entanto, não poderiam prever a aproximação de uma pandemia e os seus efeitos devastadores, em todos os sentidos.

O crescimento do novo coronavírus foi exponencial: se a China contabilizava mil casos em 25 de janeiro, o mundo inteiro chegou a quase 3 milhões de casos no final de abril.

Uma em cada três pessoas, de acordo com material publicada na revista Época, precisou mudar radicalmente os seus hábitos para diminuir o avanço do vírus.

Não por acaso, a quarentena foi adotada como uma medida emergencial por países em todo o país.

O distanciamento social, assim como o isolamento, fizeram com que a velocidade de proliferação do novo coronavírus diminuísse, impedindo o colapso do sistema de saúde (ainda que não saibamos por quanto tempo esse problema poderá ser evitado).

A medida, convém salientar, é recomendada pela Organização Mundial de Saúde e tem motivo.

A Espanha, que teve quarentena nacional quando o país possuía mais de quatro mil casos confirmados, foi um dos países com maior número de mortos. Para tentar evitar que a situação se repetisse, o Brasil adotou medidas quando São Paulo, considerado epicentro no país, tinha cerca de 450 casos.

O isolamento começou no dia 24 de março e terminaria em meados de abril. Pouco antes da data limite, no entanto, a quarentena foi prorrogada. Teoricamente, vários estabelecimentos serão reabertos no dia 10 de maio. Convém aguardar, no entanto, uma vez que tudo tende a ser muito instável em épocas como a nossa.

Uma vez que o Brasil se adiantou em relação à quarentena - embora muitas pessoas ainda estejam desrespeitando a medida, inclusive digital influencers e cantores conhecidos -, como está o crescimento do contágio em solo brasileiro? Confira os dados abaixo.

Novo coronavírus: qual é o ritmo de contágio?

Segundo o jornal espanhol El País, as ondas de contaminação e os falecimentos causados pela COVID-19 estão desacelerando.

O ritmo de contágio e o número de mortes, em países onde o novo coronavírus fez muitas vítimas, é menos violento agora: na Espanha e Itália, países duramente atingidos, as mortes continuam acontecendo, mas os números são um pouco mais otimistas.

Wuhan, epicentro da doença, anunciou que a cidade está praticamente livre do novo coronavírus. Acredita-se que, embora ainda haja pacientes em tratamento, não haverá um número significativo de contágios a partir da abertura de portas. 

E o Brasil, como está?

O número de casos está crescendo, dia após dia, e há o perigo da subnotificação: como não tivemos testes suficientes para boa parte da população por semanas, é possível que tenhamos tido perdas humanas que não serão contabilizadas, além de centenas de casos não registrados, assintomáticos ou não.

As regiões mais afetadas pelo novo coronavírus são o Sudeste e o Nordeste. Entre os estados mais problemáticos, estão São Paulo, que tem o maior número de casos confirmados do país, Rio de Janeiro, Pernambuco e Amazonas (onde, infelizmente, estamos presenciando o já citado colapso do sistema de saúde).

No dia 24 de abril, o Brasil bateu recorde de novos casos: foram registrados 5.514 positivos em 24h, o que indica tendência de aceleração no número de infectados.Vale lembrar, que ontem, dia 12 de maio, foram registradas 881 mortes.

Por que a doença está em progressão?

De acordo com a Sociedade de Infectologia do Rio de Janeiro (Sierj), o recorde no número de novos casos da COVID-19 faz parte da lógica da enfermidade, uma vez que ela tem imenso potencial de transmissão.

Ela funciona, podemos dizer, em progressão geométrica: uma pessoa transmite para duas pessoas, as quais transmitem para mais duas, e o número só aumenta.

O comportamento do vírus e a sua facilidade de transmissão estão ligadas ao aumento no número de infectados - o qual, inevitavelmente, vai impactar no número de mortos.

A tendência, caso o distanciamento social não seja mantido, é que haja aumento significativo no número dos casos do novo coronavírus. A flexibilização, nesse sentido, pode colaborar para que a doença alcance mais pessoas.

Com o avançar dos dias e a computação de novos dados pelas secretarias de saúde e pelo Ministério de Saúde, novas atitudes podem ser tomadas pelo governo federal e pelos governos locais. Cabe ao povo aguardar.

Fonte - News Rondônia

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