‘MULHERES NORMAIS SOMOS TODAS NÓS’

Escritora Izabella de Macedo defende a ampliação do lugar de fala para expressar sentimentos e inquietações femininas
Segunda-Feira, 27 de Abril de 2020 - 14:51

A próxima quinta-feira, 30 de abril, é o Dia Nacional da Mulher, uma data pouco conhecida, apesar de completar este ano quatro décadas de sua criação no Brasil.  Mas a verdade é que o papel da mulher, suas lutas e desafios, devem ser uma pauta permanente.  

Na opinião da escritora Izabella de Macedo, as mulheres precisam ter mais canais para se expressar, em diferentes contextos. “Ter lugar de fala e de escuta é um direito primordial e uma das lutas mais importantes, ao menos é o que eu acredito e defendo. Eu escrevo e divulgo e falo sobre o que eu quiser em minhas crônicas porque outras mulheres conquistaram - por mim - este espaço”, declara a curitibana. 

Em seu perfil no Instagram, Izabella compartilha com suas seguidoras crônicas que retratam o cotidiano feminino. Os textos expõem, sem julgamentos, sentimentos comuns geralmente abafados pelas crenças de que as mulheres precisam ser fortes, dar conta de tudo e esconder suas fragilidades. 

Essa iniciativa da Izabella de escrever sobre o universo feminino deu tão certo que acabou resultando em seu primeiro livro, não por acaso intitulado “Mulheres Normais”. “O livro é como se fosse uma transcrição de um microfone de um banheiro feminino de um bar badalado da cidade: ele expõe conversas e desabafos de diferentes mulheres que sentem, pensam, e têm algo a dizer a alguém”, conta. 

Para a escritora e advogada de 29 anos, não se trata de querer se igualar aos homens. “Queremos respeito, queremos não ser violentadas. Quando penso na imensidão de mulheres que sofrem violência por ser mulher, eu penso que ainda conquistamos muito pouco”.

Fonte - 015 - Carolina Tomaselli

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