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Domingo, 29 de Novembro de 2020

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LADO FRÁGIL E CONTRADITÓRIO DAS OPERAÇÕES DO ESTADO CONTRA CRIMES NAS FRONTEIRAS

Na fronteira desses países com o Brasil, especialmente, com Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e Mato Grosso, para que essa ligação seja comprovada ‘nos basta admitir o sucesso das operações deflagradas pela Policia Federal’.
Sabado, 04 de Abril de 2020 - 15:55

Zona Leste, PVH – Policial aposentado, com larga experiência no combate ao tráfico de entorpecentes, contrabando de armas e munições nas fronteiras da Amazônia Ocidental e Oriental, respectivamente, revelou nesta sexta-feira (3), que o uso de armas caseiras em assaltos nas cidades e comunidades porto-velhenses precisa ter um olhar mais abrangente por parte das autoridades rondonienses.

Sob o codinome ‘Senhor Toscano’, ele fez visita aos remanescentes do tempo em que atuou no combate ao tráfico de drogas, contrabando de armamentos pesados e munições que continuam entrando com facilidade nos Estados amazônicos na era do então delegado federal, Wilson Damásio, que comandou o Departamento de Polícia Federal, em Rondônia, na década de 80.

Segundo a fonte policial, drogas, armamentos e munições ‘chegam a Porto Velho e chegam ao mercado negro do Centro Oeste, sulista e sudesino, com os ilegais se aproveitando do ainda frágil sistema de proteção da Amazônia terrestre e hidrográfica’, aduziu nosso entrevistado cuja identidade era mantida.

Traficantes paraguaios, bolivianos, peruanos, guianos ingleses, franceses ou holandeses, segundo revelou o ex-policial à reportagem, ‘mantém, sim, vínculos com comparsas nativos e que os grupos são conhecidos das autoridades’. Na fronteira desses países com o Brasil, especialmente, com Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e Mato Grosso, para que essa ligação seja comprovada ‘nos basta admitir o sucesso das operações deflagradas pela Policia Federal’.

Sobre o assunto, ele que integrou dezenas de operações de combate e repressão ao crime organizado nas fronteiras brasileiras e em algumas delas de grande sucesso internacional, em conjunto com colegas norte-americanos (vide agentes da DEA, DRUG ENFORCEMENT ADMINISTRATION), ‘do Sul ao Oeste de Rondônia, passando ainda pelo Acre, Amazonas e Roraima, o Estado brasileiro tem sido falho’.

Instado sobre uma solução plausível para se obter a minimização da fragilidade no sistema de proteção de fronteiras implementado pelo Governo Federal e pelos Estados amazônicos, a fonte do NEWSRONDÔNIA ressaltou, contudo, que, ‘é preciso dar celeridade ao aumento dos efetivos da Polícia Federal, Rodoviária Federal, das Forças Armadas, além da domestificação do quadro da Receita Federal nas aduanas entre os países’.

LADO + VULNERÁVEL? – O ex-policial aposentado disse ainda do não combate efetivo do tráfico formiguinha de drogas, do aumento desmedido da criminalidade e da violência doméstica nas regiões da periferia, sobretudo nas zonas Leste, Sul e Norte da Capital rondoniense. Segundo a fonte, ‘onde o Estado não atua, presencialmente, o crime organizado se infra-estrutura’.

Enfim, numa hipótese remota onde não haveria informação que leve à uma possível descoberta de um possível carregamento de drogas, armas e munições, cujo cenário imaginário seria uma comunidade, ‘seria, lá, que as autoridades policiais deveriam atuar, maciçamente, sobretudo se um traficante adolescente com passagens nas policias locais’, arrematou o ex-policial federal ‘Senhor Toscano’.

XICO NERY

Fonte - Xico Nery - NewsRondônia

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