EM RONDÔNIA, MANIFESTANTES INVADEM PRÉDIO DA ENERGISA; JÁ NO ACRE, JUSTIÇA PROÍBE ACESSO AO PRÉDIO DA EMPRESA

e posse de cartazes e das próprias contas de luz, eles pediram a criação do conselho do consumidor que por enquanto não é aceito pela empresa mesmo com recomendação da ANEEL.
Quinta-Feira, 03 de Outubro de 2019 - 15:19

Por Wanglézio Braga

Conforme programado, cidadãos do Acre (AC), Rondônia (RO) e Mato Grosso (MT) realizaram na manhã de hoje (03) manifestações populares para cobrar do Grupo Energisa uma explicação plausível para os aumentos desenfreados nos talões de luz bem como esclarecimentos sobre denúncias de supostas irregularidades nos relógios que atestam quilowatt e até cobrança de taxa de serviços inexistentes.

Em Rondônia, o ato foi concentrado em Porto Velho e reuniu dezenas de internautas, diversos ativistas e lideranças comunitárias que proferiram palavras de ordem na frente do prédio da Energisa e pediram ação emergencial e pontual dos órgãos fiscalizadores. Um carro de som foi usado para proferir discursos inflamados durante o ato. Já a classe política que deveria ser a maior apoiadora da causa, não compareceu como deveria. Houve a presença tímida de apenas membros da Câmara e da ALE-RO.

O momento mais ‘quente’ do movimento ocorreu quando os manifestantes entraram no prédio da empresa e exigiram uma audiência com o diretor-presidente. De posse de cartazes e das próprias contas de luz, eles pediram a criação do conselho do consumidor que por enquanto não é aceito pela empresa mesmo com recomendação da ANEEL.

Ainda em Rondônia houve protestos nas cidades de Ji-Paraná, Cacoal, Ariquemes e Vilhena.

LEIA NA ÍNTEGRA A NOTA DE ENERGISA RO

A Energisa Rondônia informa que todos os seus procedimentos são feitos obedecendo a legislação federal e todas as normas e resoluções da agência reguladora. Cabe lembrar que na composição da tarifa de energia, 39% são repassados para compra, geração e transmissão de energia; 40% voltados para recolhimento de impostos, tributos e contribuição de iluminação pública que são repassados para os governos municipal, estadual e federal, e que somente 20% da tarifa cabem à distribuidora para realizar os investimentos necessários e gerir a empresa.

A distribuidora reforça o seu compromisso com Rondônia e informa que, somente esse ano, está investindo cerca de R$ 471 milhões em melhorias que incluem reformas de redes elétricas, construções novas subestações de energia e outras obras.

JUSTIÇA DO ACRE INTIMIDA OS MANIFESTANTES

Os manifestantes do Acre não tiveram a mesma sorte dos rondonienses. Em Rio Branco, por exemplo, além do visível apoio parlamentar, a população não compareceu como deveria o que pode ter enfraquecido o ato amplamente convocado.

Na porta da empresa, dois oficiais de justiça distribuíram aos presentes ordem proibitória expedida por uma juíza do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) impedido a entrada dos protestantes sob o risco de prisão e multa no valor de R$ 1 mil reais. Uma linha demarcatória foi feita entre a calçada e a porta da Energisa.

“A justiça é lenta e está do lado do consumidor. Estamos precisando chamar a polícia para prender o ladrão, lá de dentro (apontando para o prédio da Energisa). Qualquer consumidor tem prova do roubo. Não vamos parar aqui. Esse movimento precisa crescer e vai crescer. Lamentável a atitude da justiça nessa injustiça”, declarou o deputado Edvaldo Magalhães, do PCdoB.

Indignados com a ação da justiça que resolveu atender um pedido da Energisa, deputados prometeram agir com forte rigor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai convocar nos próximos dias o diretor-presidente da concessionária. Segundo o deputado, o deputado comunista, a ALEAC recebe os diretores com café e água gelada, agora, o tratamento será um pouco diferenciado.

“A Assembleia Legislativa por meio da sua CPI vem aprender uma lição importante. Quando eles vão lá, na Aleac, demos poltrona fofinha, água gelada e café. Agora vão lá depor na CPI e vai ter polícia, código penal em cima da mesa! Quando a gente é bem tratado, damos um tratamento melhor ainda. Quando a gente é tratado no bico da chuteira também daremos esse tratamento. Já para os nossos manifestantes eles não vão ser proibidos de entrar, vamos levar água, café e serviremos o melhor a eles”, disparou sendo aplaudido pelos presentes.

Além de Rio Branco, a cidade de Cruzeiro do Sul também protestou. Porém, por lá, o ato não ganhou muita repercussão bem como apoio. Pelo menos dez pessoas foram às ruas. 

Fonte - News Rondônia

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.