ROCK'N RIO PERDEU SUA ESSÊNCIA: TEM DE TUDO, MENOS O ROCK!

No levantamento de dados, foram consideradas apenas as edições realizadas no Rio (nada de Lisboa ou Madri).
Segunda-Feira, 30 de Setembro de 2019 - 17:12

 

Para quem assistiu em 1985 o primeiro Rock’n Rio com Scorpions e Queen ter de ver Pablo Vitar “de quatro”: É a treva!

A cada dois anos, no mês de setembro, a gritaria nas redes sociais é a mesma. “Gente, o nome do festival é Rock in Rio, mas cadê o rock na programação?” Postagens similares a essa são inescapáveis no Twitter, Facebook, Whatsapp, caixas de comentários. Não adianta lembrar a essas pessoas que o RiR sempre foi aberto a outros estilos, desde sua primeira edição; que o festival pode ter “rock” no nome, mas é, acima de tudo, uma grife, uma experiência, um parque de diversões no qual a música é apenas uma das atrações; que o evento tenha sido criado primordialmente para ser uma plataforma de marketing, e não um festival de rock.

A essência do Rock realmente perdeu espaço na programação do Rock in Rio com o passar dos anos? Seria possível? Em mais um esforço dessa reflexão, apresento agora a evolução da presença do rock a cada edição do festival, em comparação com outros estilos. No levantamento de dados, foram consideradas apenas as edições realizadas no Rio (nada de Lisboa ou Madri).


QUEEN, 1985

Apenas os shows dos palcos principais (hoje chamados Mundo e Sunset) foram computados, o que deixa de fora a Rock Street e as demais tendas. Quanto à classificação de estilos, foi seguido o senso comum. Usei o termo genérico “MPB” para rotular artistas brasileiros que não têm o rock como base musical(*).


Rock'n Rio 1991 considerado um dos melhores em suas três décadas.

Para fins de simplificação, tudo o que não pudesse ser apontado explicitamente como rock foi encaixado no gênero “pop”. As informações sobre as escalações de cada ano foram extraídas do site oficial.


The Rolling Stones no Rock'n Rio 1995 marcou o recorde de público em 10 anos da edição.

Sim, é possível afirmar que, pelo menos em 2019, o Rock in Rio está totalmente menos roqueiro. Talvez seja um reflexo da ausência quase total do rock no mainstream musical nacional. Os mais ortodoxos podem chiar, em nome de uma nostalgia enganosa (“Ah, lembra quando só tinha rock?”). Mas parece óbvio que num festival gigante como o RiR, é necessário (tentar) agradar ao maior número possível de pessoas. E não adianta xingar muito no Twitter.

Quando será que vai rolar o primeiro sertanejão?

Era só o que faltava, além de Pablo, a Vitar!

 

(*) retirado do site: https://medium.com

Fonte - Victoria Bacon - News Rondônia

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