POPULAÇÃO EXCESSIVA DE JACARÉS PODE VIRAR AMEAÇAS A NATIVOS DO ALTO E BAIXO LAGO CUNIÃ

Com a suspensão temporária do abate de jacarés em 2018, sobretudo na jurisdição da única cooperativa regional, a quantidade das espécies Tinga e Cayman podem se tornar uma grande ameaça.
Terça-Feira, 24 de Setembro de 2019 - 17:49

São Carlos, PORTO VELHO – Pesquisadores em trânsito para a Capital da Zona Franca (Manaus) alertaram no último final de semana, em parada técnica na desembocadura dos rios Madeira e Jamari, para ao aumento acelerado de jacarés da espécie Caymam (Açú) nos afluentes e lagos do bioma Baixo Madeira e região.

Segundo eles, - que não quiserem revelar a identidade -, com a suspensão temporária do abate de jacarés em 2018, sobretudo na jurisdição da única cooperativa regional, a quantidade das espécies Tinga e Cayman podem se tornar uma grande ameaça aos povos ribeirinhos que sobreviveriam do abate sustentável dessas espécies  e também do Pirarucu autorizado pelas autoridades ambientais e de controle, em Rondônia.

De acordo ainda com os pesquisadores, o município de Porto Velho, desde os anos 2014 durante a última grande cheia do Rio Madeira, por exemplo, 'vem permitindo, em alguma situação sui generis, a não-capacitação do homem ribeirinho para a realidade da auto-sustentação alimentar das espécies que ameaçam sua sobrevivência pelos rios, afluentes e lagos'.

Segundo disseram a respeito da política adotada pelo Ministério do Meio Ambiente, através  do IBAMA e ICM-Bio na região do Rio Madeira, 'é preciso melhor preparar o ribeirinho dentro da uni Cooperativa que funciona com atividades de abate sustentável com as espécies que proliferam  no Baixo e Alto Lago Cuniã'. À vista do que se fala, 'ainda não receberam o aperfeiçoamento ideal por parte das autoridades nativas'.

Os interlocutores – que se dirigiam ao Amazonas com passagem pelo Amapá e Caribe – admitiram, no entanto, que, 'em vista do aumento exagerado da população das espécies Tinga e Açu (Cayman), não só a Prefeitura, mas também o Estado de Rondônia, devem se sobressair como protagonista na execução do manejo do jacaré', a exemplo de Mato Grosso (Pantanal), 'ou o Estado faz o manejo ou essas espécies acabam com as comunidades tradicionais'.

De olho no que vem acontecendo na Amazônia Ocidental e Oriental, principalmente nos estados de Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá, os supostos pesquisadores deram a entender que pertenceriam a algum organismo de caráter internacional e de controle ambiental ligado à Organização das Nações (ONU), vez que na delegação havia europeus, brasileiros, argentinos e uruguaios.

Ao nível local, a reportagem obteve informações sobre o assunto. Porém, nenhum um técnico ambiental no âmbito do Município ou do Estado quiseram fazer comentários mais aprofundado a respeito da polêmica que 'é o manejo e o abate de jacarés no Baixo e Alto Lago Cuniã'. Segundo disseram, atualmente, 'a comercialização da carne do jacaré gera e emprego'. Além de possibilitar aos nativos capacitados fortuna no mercado interno e internacional.

Para a maioria desses profissionais – que não revelaram a identidade, mas que estão lotados em órgãos de referência – os governantes de Porto Velho e do Estado de Rondônia, ainda têm em mãos o maior e melhor bioma para criação e abate das espécies Tinga e Cayman'. Apenas o homem ribeirinho não estaria qualificado para a função de manejo e abate em escala comercial à contento para atende à demanda dentro do próprio País.

Um dos técnicos ouvidos por este site de notícias, revelou, contudo, que, 'o Estado do Mato Grosso faz o manejo sustentado do jacaré e fatura fortuna, mesmo enfrentando as mutações atribuídas às espécies da região do Pantanal'. Lá, já existe uma consciência da cultura do jacaré formada entre empreendedores ligados às Cooperativas e frigoríficos que passaram a adotar as práticas de criadouros (ninhos de ovos) e abate através da orientação recebida dos órgãos ambientais e de mercado.

Fonte - Xico Nery - News Rondônia

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