DELEGACIA DE CRIMES RURAIS É PEDIDA PARA CONTER VIOLÊNCIA NO CAMPO RONDÔNIA E NO SETOR CHACAREIRO JARDIM SANTANA

De 2010 a 2019, as ocorrências oriundas dos campos da Zona Leste, sobretudo do Setor Militão, mais que dobrou.
Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019 - 16:00

Porto Velho, RONDÔNIA – A violência no campo da Capital rondoniense está cada vez mais acentuada e parte dos atores estaria dentro das próprias casas e no entorno das propriedades, revela estudo de caráter extra-oficial que aponta para o aumento do número de crimes circunstanciais e hediondos em poder de um ex-oficial da Polícia Militar que atuou até 2018 na Zona Leste e Sul.

Segundo ele, especificamente nos bairros Pantanal, Teixeirão, Lagoa Azul, Jardim Santana, Socialista, Mariana, Airton Sena, Marco Freire, Ulysses Guimarães, Parque Amazônia e da Estrada dos Periquitos, reconhecidamente áreas que predominam atividades de agricultura de sobrevivência pessoal e familiar, 'furtos, assaltos, arrombamentos, estupros e homicídios crescem no dia a dia'.

O ex-Policial – que não teve a identidade revelada – 'garante que o trabalho da Polícia Militar atenderia, em parte, as demandas da população acossada pela violência'. Inclusive, a que afeta os próprios agricultores entre os iguais, ou seja, 'filhos, netos, maridos e enteados que se agridem ou permitem que os seus entes queridos continuem no submundo do crime'.

Por outro lado, a Reportagem atestou que, 'o número de comunidades atendidas e racionalizadas com as incursões policiais através do CIOP (Centro de Informação Operacional, o 190), chega a congestionar nos dias úteis e finais de semana quando os atores principais dos crimes envolvem marginais adolescentes'.

- É nessa hora que pais, parentes, amigos, madrastas e padrastos confrontariam a Policia em ação nos locais de chamadas para conter os possíveis crimes atribuídos a bandidos já conhecidos, afirma o entrevistado.

De 2010 a 2019, as ocorrências oriundas dos campos da Zona Leste, sobretudo do Setor Militão, mais que dobrou. São registros de furtos diários de bicicletas, roubo de aparelho celular, tevê de plasma, luminárias da EMDUR, relógios, animais domésticos, motocicletas, carros (utilitários), botijas de gás (butano), caixas de som, fiação e até mesmo roupas do varal das casas.

Além dessas infrações consideradas rotineiras, passíveis de penas leves e/ou não, há a forte presença de familiares envolvidos em crimes de natureza mais violenta, entre os quais, destacam-se assaltos à mão armada em pontos de ônibus, lojas de departamentos (o epicentro mais conhecidos trata-se das avenidas Raimundo Cantuária, Amazonas, Mamoré, Alexandre Guimarães, José Amador dos Reis, Plácido de Castro e União, essa no São Francisco).

Como prova da ação entre familiares, o ex-militar conta de maneira confidencial que, uma senhora do 'Cinturão Verde do Jardim Santana' já não suportava mais vê o filho de 30 anos subtrair objetos de casa para sustentar o vício. Numa das falas dela, declarou que, 'não suportaria vê-lo preso, outra vez'. Por isso, relegaria denunciá-lo à Polícia por alguns feitos atribuídos ao filho, a não ser que haja flagrante.

Em linhas gerais, devido ao avanço vertiginoso de casos de violência registrados, diariamente, no campo Zona Vermelha da Leste (início da Rua Goianésia, que dar acesso ao Crystal da Calama, final das avenidas Amazonas, Raimundo Cantuária, linhas Mineiros, Santa Terezinha, Afonso Brasil, Santarém, Madre Paulina e Estrada dos Periquitos), pelo número crescente de ocorrências, 'antevejo se criar uma Delegacia Especializada em Crimes de Âmbito Rural para atender a Zona Leste e Sul da Capital', apontou o ex-policial militar.

Para ele, conter a violência, com o destacamento de homens e viaturas, não basta apenas o fator da presença ocasional dos agentes do Estado nas áreas mapeadas por ocorrências de conflitos, admitiu, a fonte deste site de veiculação de notícias.

O ideal, ele assinalou ele, além do fator presencial 24 horas a partir da Base do Jardim Santana, 'as unidades de apoio precisam do apoio dos comunitários para que passe a fita oferecendo características dos elementos, a possível localização onde mora ou daqueles que andam acompanhados de marginais, desde o ladrão de galinha ao soldado do tráfico formiguinha que venderia drogas aos viciados locais'.

Segundo a fonte, 'o projeto desenhado por esse estudo seria uma espécie de polícia de quarteirão cujo papel seria fazer valer, repetidas vezes, de forma racionalizada a distribuição de policiais da Base Jardim Santana e Ulysses Guimarães a todo o setor chacareiro e seu entorno'. Porém, o que se viu de 2014 a 2018, sobretudo na gestão dos ex-governadores Confúcio Moura e Daniel Pereira, foi a redução do policiamento na Capital e no interior do Estado.

Em tela, o ex-militar se vê diante de uma grande chance de agora o governador Marcos Rocha, o Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Roberto Flores e a Secretaria de Segurança Pública, Justiça e Cidadania, criem a Delegacia Especializada Em Crimes Rurais.

À luz da implantação dessa medida, se cumprido à risca essa determinação por parte do governador do Estado, Coronel Marcos Rocha, só a Zona Leste, atual detentora de mais de 60% de ocorrências e flagrantes delitos, a maioria envolvendo adultos e marginais adolescentes, 'tem população ativa estimada em mais de 250 mil habitantes', aponta o estudo do ex-policial militar apresentado, extra-oficialmente ao NEWSRONDÔNIA.

Fonte - Xico Nery - News Rondônia

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