COM BOLSONARO, MARCOS INIBE DE FALAR O QUE REALMENTE ACONTECE NAS FLORESTAS DE RONDÔNIA

Continuando sua participação, Marcos Rocha disse que os recursos internacionais são bem vindos desde que a gerência seja feita pelo governo.
Terça-Feira, 27 de Agosto de 2019 - 14:34

O comportamento do governador, Marcos Rocha (PSL) na reunião com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) juntamente com os governadores dos estados da Amazônia Legal foi bastante criticado, em rede social, na manhã de hoje (27). Convidado para expor a real situação do estado relacionado aos problemas com as queimadas e desmatamento, o governador rondoniense se resumiu a dizer que a população indígena é carente e que o governo federal e de Rondônia estão fazendo a sua parte para apagar o fogo que consome a floresta.

Muitos aguardavam uma fala mais precisa do executivo, de pedir apoio para coibir as queimadas, angariar recursos do governo federal, solicitar mais fiscalizações rígidas e cumprimento de leis que proíbem a prática do desmatamento e da queimada no território rondoniense.

“Na Amazônia, todo o mês de agosto e setembro, existe queimada e o foco de incêndio aumento por conta do período da seca. Existem as queimadas ilegais e os incêndios. Existe algo estranho acontecendo. Nós sabemos dela [da floresta], e também temos que pensar nas pessoas que dependem de trabalho dela para sobreviver, Quanto as Forças Armadas, estamos muito bem, temos o General Leal e as forças integradas e atuantes”, disse Rocha a Bolsonaro.

Em seguida, o chefe do executivo rondoniense disse que o estado usa apenas 33% do seu território e que existem várias reservas como a Roosevelt, que vem sendo invadidas por estrangeiros que levam seus minerais, suas riquezas, para fora do país sem devida compensação causando miséria entre os povos da floresta.

Rocha descreveu ainda uma conversa com um índio de 14 anos, estudante do nono ano, que teria feito um pedido para que as aldeias pudessem produzir e que denunciou a invasão de estrangeiros na exploração de minerais e que há necessidade de regular tal prática em benefício dos povos indígenas do Brasil.

“Eu acredito sinceramente que os índios querem produzir e nesses lugares [nas reservas] existem muitos minérios, precisamos saber usar esses recursos. Estamos dialogando com os índios, e vários querem produzir, trabalhar. Eu vi desse menino que não quer receber cesta básica, que ele quer ser empreendedor. Eles não querem assistencialismo. A nossa Amazônia é importante e nos que vivemos lá sabemos como proteger”, relatou.

Continuando sua participação, Marcos Rocha disse que os recursos internacionais são bem vindos desde que a gerência seja feita pelo governo. Ele soltou uma fala defendo os produtores e afirmou que “eles estão apagando o incêndio e não produzindo incêndios”.

“Não adiante o recurso chegar, e ser usado por ONGS e dizer aonde serão aplicados! Visão minha, Marcos Rocha (...) Sobre as queimadas desse ano, eu vi produtores apagando incêndio e não produzindo incêndio. Existe uma distorção muito grande lá no exterior sobre isso. Nós precisamos estar mais unidos, a Amazônia do Brasil é nossa. Sempre aconteceram as queimadas e agora essa repercussão toda. Rondônia tem produzido muito pescado, os produtores de Rondônia sabe como proteger as nossas florestas”, concluiu sua fala.

Após os comentários do representante rondoniense, o presidente fez algumas considerações. Os outros governadores comentaram que é preciso haver união entre todos, enalteceram a importância de disponibilizar recursos para conter incêndios e reflorestar alguns territórios, descreveram como o Governo Federal pode agir em relação a sistemas usados por órgãos fiscalizadores, além, da utilização correta do “Fundo financeiro da Amazônia”.

Marcos Rocha surgiu no final da reunião chamando Bolsonaro de Marechal e fez uma fala curta de agradecimento ao chefe maior de estado. “Temos sempre presidentes e equipe de governos pensando na proteção do Meio Ambiente, hoje nós temos um presidente e uma equipe que pensa na proteção mais pensa no desenvolvimento do ser humano. Como foi falado por todos, existem pessoas na região amazônica que são carentes. Eu quero aqui, representando o povo de Rondônia, agradecer o senhor com o povo da Amazônia, com o povo dos nossos estados”, falou Marcos sendo ignorado por Bolsonaro que tratou de convidar os executivos para um farto almoço.

GOVERNADORES PRESENTES

Marcou presença no Planalto o representante do Acre através do vice-governador, Wherles Rocha (PSDB), do Amapá, Waldez Góes (PDT), do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), do Amazonas, Wilson Lima (PSL), de Roraima, Antonio Denairum (PSL), do Pará, Helder Barbalho (MDB), do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM).

Fonte - News Rondônia

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