MULHERES EXPOSTAS À VIOLÊNCIA TÊM RISCO OITO VEZES MAIOR DE MORRER

Pesquisa revela chance maior de morte por diabetes, doença que pode ser desencadeada pela depressão
Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019 - 08:53

Mulheres brasileiras vítimas de violência física, sexual ou mental têm um risco de mortalidade oito vezes maior se comparado à população feminina em geral, aponta estudo inédito com base em dados do Ministério da Saúde. As informações são da Folha de S. Paulo.

A morte por diabetes, de acordo com o estudo, também é quatro vezes maior quando se trata de vítimas de violência. Nesse caso, a motivação está relacionada ao fator depressão eu pode contribuir para desencadear a doença. “Mesmo o diabetes pode ser desencadeado por depressão. Mulheres expostas à violência crônica, como a doméstica, adoecem muito mais, não conseguem se cuidar, têm um profundo desejo de morrer e deixar de sofrer uma tortura constante”, afirmou Fatima Marinho, professora do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).

A pesquisa analisou cerca de 800 mil notificações de violência contra mulheres feitas por serviços de saúde, além de 16,5 mil mortes associadas a elas no período de 2011 a 2016. Os dados foram coletados por meio do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

As mulheres representaram 70% das 243.259 vítimas de violência que procuraram o Sistema Único de Saúde (SUS) em 2016 para atendimento médico. A maioria das agressões (70%) ocorreu em casa e, em um quarto (28%) dos casos, a violência era de repetição.

Mulheres que sofreram violência física (63% dos casos notificados), e de repetição tiveram sete vezes mais chances de morte, seguida da violência sexual (5,7 vezes) e psicológica (5,4 vezes). Quanto à raça, o estudo mostrou apontou certa semelhança do aumento no risco de morte.

Ainda segundo o estudo, o casamento ou a união consensual é um fator de risco para as mulheres jovens, entre 20 e 29 anos, vítimas de violência. Elas têm 14 vezes mais risco de morte do que uma mulher nessa faixa etária, com o mesmo estado civil, que não é agredida.

Fonte - 015 - Metrópoles

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