PAI REENCONTRA FILHA QUE ASSISTIU MENINO SER ESQUARTEJADO PELA MÃE

O agente penitenciário de Rio Branco (AC) Rodrigo Oliveira chegou ao DF nesse domingo (02/06/2019), foi à delegacia que investiga o caso e, depois, buscou a filha em um abrigo
Segunda-Feira, 03 de Junho de 2019 - 10:12

Após cinco anos sem nenhum contato com a filha, o agente penitenciário de Rio Branco (AC) Rodrigo Oliveira reencontrou, nesse domingo (02/06/2019), a menina que testemunhou a morte e o esquartejamento de Rhuan Maycon da Silva Castro, de 9. A garota de 8 anos havia sido raptada pela mãe, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno, 28. A mulher confessou ter auxiliado a companheira Rosana Auri da Silva Candido, 27, a tirar a vida de Rhuan. O crime bárbaro ocorreu na sexta-feira (31/05/2019), em Samambaia Norte.

O servidor público do Acre chegou ao Distrito Federal em um voo comercial por volta das 8h desse domingo (02/06/2019). Primeiramente, ele foi levado até a 26ª Delegacia de Polícia, que investiga o caso e, mais tarde, seguiu para o abrigo onde encontrou a filha. Ainda muito abalado com a situação, preferiu não dar declarações.

O delegado responsável pelo caso, Guilherme Sousa Melo, pretende viajar nesta semana ao Acre para descobrir como era a vida das crianças antes de passarem a viver clandestinamente com Kacyla e Rosana Auri da Silva Candido, mãe e assassina de Rhuan.

Relembre o caso aqui:

MÃE E COMPANHEIRA MATAM, DEGOLAM E ESQUARTEJAM MENINO DE NOVE ANOS

Já o pai do menino, Maycon Douglas Lima de Castro, revelou ao Metrópoles que não sabe como vai fazer para viajar ao DF e cuidar da liberação e sepultamento do corpo. Entre momentos de silêncio seguidos por soluços, ele contou à reportagem como a família buscou pela criança, levada pela mãe em 2015. “A gente postava no Facebook fotos, e as pessoas indicavam onde ele estava. Tentamos salvar o Rhuan”, garantiu.

Para Maycon, a Justiça não fez nada para salvar a vida do filho. “Nós buscamos ajuda na polícia, no Conselho Tutelar, ligamos para todos os lugares possíveis”, lembra. “Nosso advogado conseguiu um mandado, mas ninguém parecia querer ajudar a gente”, ressaltou. Pedidos de informações sobre o paradeiro da criança também foram postados na internet (veja galeria abaixo):

Kacyla e Rosana passaram por audiência de custódia nesse domingo (02/05/2019). Segundo o delegado Guilherme Sousa Melo, elas permanecerão na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil até quinta-feira (06/06/2019), quando devem ser transferidas para a Penitenciária Feminina do DF, no Gama.

Ajuda

Maycon e Rosana ficaram dois anos casados. “O casamento acabou e ela ficou morando com a minha família. Eu fui embora quando descobri que ela tinha um caso com a mulher que ela conheceu na igreja, e depois causou tudo isso [o crime]”, acusou.

Sem emprego, Maycon, que mora na periferia de Rio Branco (AC), pede ajuda para conseguir dinheiro. “Quero viajar para Brasília e dar para o meu filho um enterro digno. Aqui, ele vai ser sepultado pelas pessoas que o amam. Vai ser aplaudido por ter sido nosso guerreiro”, disse. “Sobrou apenas o sorriso dele”, completou o pai, desolado.

Rosana e Kacyla estão presas. Durante interrogatório, nenhuma teria demonstrado arrependimento. Elas supostamente admitiram não ter a guarda das crianças e haver fugido do Acre sem conhecimento dos pais de Rhuan e da filha de Kacyla. Viviam escondidas. Para não chamar atenção, os filhos não iam à escola havia cerca de dois anos. Após a descoberta do assassinato de Rhuan, a filha da companheira da mãe do garoto foi encaminhada a um abrigo no DF.

Fonte - 015 - Metrópoles

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