AUMENTO NO PREÇO DA GASOLINA GERA RECLAMAÇÃO EM PORTO VELHO

“A conclusão que o consumidor faz é achar que todo o posto deve cobrar o mesmo valor, e não é assim que acontece, a rede ela está ali e pode vender no preço que ela quiser dependendo do poder de compra, do poder de negociação.
Terça-Feira, 26 de Março de 2019 - 09:38

O aumento do preço da gasolina em Porto Velho tem gerado revolta na população que consome diariamente o produto. De acordo com os dados do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do litro da gasolina comercializada em postos de combustível de todo o país fechou na semana passada em R$ 4,31. Em um mês, o preço da gasolina aumentou quatro vezes, resultando em um aumento de 3,5%.

Em Porto Velho, a pesquisa realizada pela ANP em 28 postos de combustíveis, entre os dias 17 e 23 de março mostra que a média do preço da gasolina é de R$ 4,51 e o preço máximo de R$ 4,85. Segundo o secretário-executivo do Sindipetro, Carlos Eduardo Valente, a variação de valores de um posto para o outro é determinado pelo poder de negociação de cada empresa. Atualmente, Porto Velho possui 125 postos de combustíveis e o aumento da gasolina não é somente Porto Velho, mas sim em todo o País.

“A conclusão que o consumidor faz é achar que todo o posto deve cobrar o mesmo valor, e não é assim que acontece, a rede ela está ali e pode vender no preço que ela quiser dependendo do poder de compra, do poder de negociação. Você pode comprar na mesma companhia em outro lugar que não será o mesmo valor. Se eu tiver o poder de compra maior que do que o outro posto vou conseguir mais barato, senão, eu vou comprar mais caro. Então esse resultado de hoje”, disse.

Eduardo Valente ainda explicou que vários fatores influenciam no aumento do preço do combustível, entre eles, o aumento dos impostos e também a oscilação do dólar e do petróleo internacional. “A questão do aumento é diário da Petrobras. Todos os dias está subindo, e a Petrobras só avisa se o aumento for de 5% a 7%, agora os aumentos de 1%, 2% e 3% ela não comunica e nós estamos sentindo isso. Agora isso acontece nas refinarias, e quando chega nas distribuidoras acaba aumentando mais um pouco, e também se o dólar sobe e o petróleo desce, o preço fica igual. Mas se sobe os dois, aí o valor aumenta, então essa é a balança”, informou.

Os impostos cobrados hoje giram em torno de 50%. De 1 de fevereiro até 26 de março, a gasolina na refinaria subiu cerca de 40 centavos. Em 1 de fevereiro, o preço médio da gasolina às distribuidoras registrou R$ 1,49 o litro e o preço na data de hoje marcou R$ 1,83 o litro. “Esse valor que está aqui de hoje, representa 73% do valor da distribuidora. Existe a refinaria e as distribuidoras e tem os postos, são três agentes trabalhando. Desse valor aqui, 73% é de gasolina e 27% entra o álcool. E quando sobe a gasolina, também sobe o diesel e o etanol”, disse.

O condutor Agmar Calque, que parou para abastecer o carro em um posto de combustível na capital, reclamou que não vê fiscalização nos postos e não entende o porquê do valor ter aumentado. “Eu passei aqui na semana passada e a gasolina estava R$ 4,29 e agora já está R$ 4,49 e a gente não entende porque está aumentando, a gente não vê nos noticiários que está aumentando nas refinarias e sempre chega um preço alto nos postos. E nós também não vemos um órgão fiscalizador em combate. Além do preço alto, nós também não sabemos da qualidade da gasolina que nós estamos abastecendo”, relatou.

Fonte - 013 - Diario da Amazônia

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