EXÉRCITO É MANTIDO NA SEGURANÇA DE PRESÍDIO DE PORTO VELHO

A GLO começa a valer nesta quinta-feira (28) se estendendo até 29 de março
Quinta-Feira, 28 de Fevereiro de 2019 - 14:36

Novo decreto presidencial garante a permanência das Forças Armadas atuando em Rondônia para a proteção do perímetro de segurança da Penitenciária Federal de Porto Velho. Decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, autorizando a medida, está publicado no Diário Oficial da União de quarta-feira (27).

A GLO começa a valer nesta quinta-feira (28) se estendendo até 29 de março. As tropas atuarão em articulação com as forças de segurança pública e com o apoio de agentes penitenciários do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

De acordo com o decreto, caberá ao ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, definir a alocação dos meios disponíveis para o cumprimento da GLO. A ação das Forças Armadas compreenderá um raio de 10 quilômetros a partir do muro externo da penitenciária.

A ação militar começou em 12 de fevereiro último, quando foram transferidos de São Paulo para Rondônia, presos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), entre esses o principal chefe da facção criminosa, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. Inicialmente a missão seria de 15 dias, mas foi prorrogado.

Operação de guerra

A operação Tranca Forte é executada pela 17ª Bda Inf Sl (Brigada de Infantaria de Selva), sediada em Porto Velho. Os militares convocados para a missão seguem critério de guerra. Fortemente armados, bem equipados e com autonomia para empregar qualquer tipo de ação necessária.

Trincheiras foram montadas na frente da penitenciária federal de Porto Velho, com barricadas, fiscalização e controle rígido na BR-364 e nas estradas do entorno num raio de dez quilômetros.

No último dia 12, a 17ª Companhia de Infantaria de Selva (17ª Cia Inf Sl, pertencente a 17ª Brigada Infantaria de Selva, executou treinamentos táticos com lançamento de granadas de bocal antipessoal e anticarro. Os militares também efetuaram treinamentos de tiro noturno com equipamentos de visão especial,

Outras forças militares também apóiam da operação Tranca Forte. Na Base Aérea de Porto Velho é mantido contingente militar e aviões preparados para ações imediatas. As forças estão aptas para atuação por terra ou ar.

Plano de terrorismo

A concentração de Força Militar em Rondônia vem desde a chagada dos chefes do PCC para cumprimento de pena na penitenciária federal de Porto Velho. A Justiça de São Paulo teme que a facção criminosa possa promover uma ação de resgate de Marcos Willian Herbas Camacho, o Marcola.

Um plano dessa natureza estaria traçado naquele estado o que provocou as transferências. Como a penitenciária federal de Porto Velho está a 160 quilômetros da Bolívia, o cuidado é redobrado. As tropas estão equipadas com instrumentos bélicos com capacidade para perfurar veículos blindados e derrubar aviões.

Na semana seguinte da chegada dos chefes do PCC à Rondônia, a Polícia Civil recebeu denuncia anônima pelo disque denúncia 197 de que a facção estaria recrutando e treinando seis mercenários para promover terrorismo em Rondônia.

Fonte - 013 - Diario da Amazônia

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