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Domingo, 29 de Novembro de 2020

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PISCICULTURA EM TANQUES-REDE: ALTERNATIVA INTELIGENTE

Se podemos produzir até 200 kg de pescado por metro cúbico de água não se justifica pescador artesanal passar fome na Amazônia. (A.A.S)
Sabado, 23 de Fevereiro de 2019 - 08:48

A bacia hidrográfica do estado de Rondônia tem um potencial significativo e ajustável à prática da piscicultura em tanques-rede, podendo, perfeitamente, quintuplicar a produção de pescado estadual e, desta forma, colocar o Estado como o maior produtor de pescado no ranking nacional e, assim, se tornar o maior polo produtor e exportador de pescado do Brasil.

Se podemos produzir até 200 kg de pescado por metro cúbico de água não se justifica pescador artesanal passar fome na Amazônia. (A.A.S)

Para que o prezado leitor tenha a verdadeira noção do potencial que o sistema de produção de pescado em tanques-rede dispõe observe a imagem abaixo e faças uma comparação e uma reflexão sobre a atividade da piscicultura em tanques-escavado x piscicultura em tanques-rede:

Neste sistema de criação de peixes em tanques-escavado, com as dimensões de 50,0 m x 100,0 m, com 5.000,0 m², povoado com uma densidade de 1,0 peixe/m², no total de 5.000 alevinos da espécie tambaqui, com uma produção de 5.000 kg de pescado, no período de 8 meses de cultivo.

2.PISCICULTURA EM TANQUE-REDE:

Neste sistema de criação de peixes em tanques-rede, com as dimensões de 5,0 m x 5,0 m x 2 m = 50,0 m³ de água, povoado com uma densidade de 120 peixes/m³, no total de 3.000 alevinos da espécie tambaqui, com uma produção de 6.000 kg de pescado, no período de 10 meses de cultivo, na sub-bacia hidrográfica do baixo rio Candeias, município de Candeias do Jamari-RO.

Por que o sistema de cultivo de peixe em tanques-rede ainda não deslanchou em Rondônia?

RESPOSTA: Esta resposta é do conhecimento de muitos e o setor produtivo de Rondônia ainda não despertou para a verdadeira causa, até porque ainda não foi revelado o verdadeiro segredo-mistério do não incentivo à piscicultura em tanques-rede no Estado. Quando a atividade despontar e cair na preferência dos piscicultores, dos produtores rurais e sitiantes que dispõem de propriedades rurais e água de em quantidade e em qualidade isto será igual água descendo ladeira, não haverá que a segure. Vejamos!

•Durante a administração do Governador Confúcio Moura (2010-2014 e 2014-2018), estivemos em duas oportunidades em audiência com o Ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), então ministro Marcelo Crivella, quando falou-se da viabilidade da piscicultura em tanques-rede e da necessidade da liberação de recursos financeiros para aprovar os Projetos elaborados pela COOPAPEIXE, em parceria com o Governo de Rondônia e, posteriormente, em companhia do atual Secretário de Agricultura, Evandro Padovani, e com a participação de alguns membros da bancada Federal de Rondônia, em audiência com o então ministro da Pesca e Aquicultura Hélder Barbalho — quando naquela oportunidade entregou-se, em mãos para aquele ministro, quinze (15) Projetos de Produção de Peixes em Tanques-rede e até a presente data não se obteve os resultados esperados.

•Com o advento da Lei 4.895, de 25 de novembro de 2013, a atividade de criação de peixe em tanques-rede no estado de Rondônia atende prontamente a cinco prioridades do Governo Federal: produção de alimento, com geração de emprego e renda; inclusão social; segurança alimentar e preservação de recursos pesqueiros;

•Com os estudos realizados para a elaboração da Dissertação de Mestrado Sub-bacia hidrográfica do baixo rio Candeias e a viabilidade da piscicultura em tanques-rede, defendida junto a Universidade Federal de Rondônia como parte das exigência para obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, em 2016;

•Após a conclusão dos trabalhos de prestação de Assistência Técnica junto ao Projeto Técnico-Econômico: Unidades Produtivas Comunitárias para Criação de Tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier, 1818), sob a coordenação da Centrais Elétricas do Brasil S.A, de 2001 a 2003, alcançando resultados exitosos e sendo ganhador   dos Prêmios:

PRÊMIO MÁRIO COVAS, PREFEITO EMPREENDEDOR, promovido pelo SEBRAE, Edição 2003/2004 – Recebido pela SEDAM, ELETRONORTE e Prefeitura Municipal de Candeias do Jamari.

PRÊMIO GESTÃO E CIDADANIA 2005, promovido pela Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a Fundação FORD e o BNDES, recebido pela SEDAM e ELETRONORTE;

PRÊMIO CHICO MENDES DE MEIO AMBIENTE, ano 2005, Categoria Negócios Sustentáveis, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente – MMA – Governo Federal, com a réplica do projeto UPCTR, em operacionalização no rio Pacaás Novos, afluente do rio Mamoré, no município de Guajará-Mirim;

CONDECORAÇÃO DO VATICANO:  BENÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA JOÃO PAULO II, concedida a Antônio de Almeida Sobrinho, pelos relevantes serviços prestados aos pescadores da região amazônica, em 2003.

Após ganhar o Prêmio Mário Covas, promovido pelo SEBRAE, Edição 2003/2004 - Prefeito Empreendedor -, o projeto bateu um recorde regional em produtividade na criação de tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier, 1818) em tanques-rede - 135,54 kg de pescado por metro cúbico de água, em torno de 135 mil vezes a produtividade natural do rio Candeias, do ambiente natural onde foi instalado o projeto.

Na concepção de alguns políticos de Rondônia - que sempre prestaram grandes desserviços a população - o adágio popular “quando uma coisa é repetida à exaustão, provavelmente não quer dizer coisa alguma” se encaixa muito bem, e para eles tudo isto que estamos fazendo se constitui como perca de tempo e mais um trabalho sem relevância que para eles não interessa. Se é bom para o povo, obviamente que não será bom para seus interesses mesquinhos.

Fonte - Antônio Almeida - News Rondônia

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