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Domingo, 13 de Junho de 2021

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O MAIOR DESAFIO DO PRESIDENTE - POR VICTÓRIA BACON

O índice quantitativo de trabalhadores por conta própria chegou ao maior nível na série, totalizando 23,3 milhões, pouco mais de um quarto do total da população ocupada no país.
Sabado, 02 de Fevereiro de 2019 - 13:32

Com a posse do novo Congresso Nacional a partir de hoje, o presidente Jair Bolsonaro com sua equipe econômica e de planejamento poderá colocar em ação os instrumentos para poder frear o maior problema que o país enfrenta atualmente, o desemprego e a informalidade no mercado de trabalho que chegou ao patamar de 27 milhões de brasileiros.

Desde 2012, quando iniciou o processo de recessão econômica no Brasil, o número de desempregados (contabilizando os informais) era de 9,5 milhões de brasileiros. Em seis anos o número de brasileiros procurando trabalho, informais e que desistiram do mercado de trabalho elevou em 250%, o maior crescimento entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.

O índice quantitativo de trabalhadores por conta própria chegou ao maior nível na série, totalizando 23,3 milhões, pouco mais de um quarto do total da população ocupada no país. O total de empregados domésticos chegou a 6,2 milhões de pessoas, também o patamar mais alto da série, sendo que, desse total, menos de um terço (29,2%) tinham carteira assinada, o menor percentual desde 2012. Quando se aumenta a informalidade, diminui o número de pessoas que contribuem com a Previdência Social causando efeito cascata negativo na economia do país.

De 2014 a 2018, a população desocupada passou de 6,7 milhões para 12,8 milhões, praticamente dobrando de tamanho (90,3%). Foi em 2014 que o mercado de trabalho brasileiro registrou os menores níveis de desocupação desde o início da série da pesquisa, em 2012. Em 2018, perante o ano anterior, verificou-se redução de 398 mil (3%) nessa estimativa. Quando se reduz a procura por trabalho e consequentemente aumenta o número de desocupados (não confundir com os informais), a Previdência Social também é impactada, visto que quanto mais desocupados, diminui o número de brasileiros que contribuem com o FGTS, PIS e a previdência social impactando o rombo das contas públicas do governo. Por consequência, as contas públicas dependem unilateralmente do crescimento das taxas de emprego para poder diminuir os dados negativos. Quanto maior o rombo na previdência pública, maior será o gasto para cobrir esse rombo; dificultando assim investimentos vitais em setores estratégicos do país (obras, saúde, educação, social) que fundem no resultado para a geração de emprego e renda.

O presidente Jair Bolsonaro assume um fardo pesado e uma enorme responsabilidade em lutar contra o tempo. As políticas desastrosas do governo petista que, a partir de 2011, através dos dados oficiais de gastos excessivos e sem controle da equipe do ex-presidente Lula, liderado pelo então ministro da Fazenda Guido Mantega, culminou com a crise econômica que o país enfrenta.

As críticas às reformas necessárias para o país sair de parte dessa crise, infelizmente partem daqueles que precisam conhecer melhor e eficazmente a situação agravada pela ingerência e irresponsabilidade dos governos Lula, Dilma e Temer. A reforma da previdência é o passo inicial. É preciso que a equipe do atual presidente possa levar adiante a reforma tributária, capaz de desafogar as empresas, indústrias e setores da economia responsáveis pela geração de emprego no país. Enquanto houver uma carga tributária que impeça o empresário de contratar funcionários, não teremos o crescimento da geração de empregos que é vital e a única medida capaz de diminuir a crise econômica que o país atravessa. A Reforma da Previdência é a parte inicial para o ajuste das contas públicas. A diminuição no desemprego é o fator essencial para o crescimento do país e o sucesso do governo Bolsonaro que foi eleito nessa bandeira.

Vick Bacon
Jornalista

Fonte - Victoria Angelo Bacon - News Rondonia

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