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Segunda-Feira, 21 de Junho de 2021

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GUARITA FICA INTACTA APÓS TRAGÉDIA E EMPREGADO DA VALE CONSEGUE FUGIR

O sobrevivente disse que viu pessoas caindo. Apesar do risco de morte, ele contou que sentiu uma paz espiritual enquanto fugia.
Quinta-Feira, 31 de Janeiro de 2019 - 10:06

O mundo inteiro está com os olhos voltados para o Brasil desde a última sexta-feira (25). O motivo foi a terrível tragédia que se abateu sobre o município de Brumadinho, interior do estado de Minas Gerais.

Um vigilante da mineradora registrou um vídeo após o desastre. O rompimento da barragem de rejeitos da Vale provocou um rastro de destruição e morte. Até o momento, foram confirmadas 99 mortes e ainda existem 259 pessoas desaparecidas.

As imagens registradas pelo sobrevivente mostra a destruição causada pelo mar de lama no local. O rapaz aponta os locais onde ficavam os escritórios e o refeitório da mineradora. Ao final, havia uma guarita verde que aparece intacta, sem nenhum dano.

Esse era o lugar onde Cláudio Pereira dos Santos, de 34 anos, trabalhava. O auxiliar administrativo conseguiu fugir pulando a janela. O sobrevivente era responsável por receber notas fiscais dos carregamentos que chegavam na empresa.

“Eu tinha acabado de ligar para minha sobrinha, às 12h24 conversei com ela no Whatsapp. Logo após eu fiz o cadastro de uma nota, muito rapidamente, e nesse intervalo eu fui para o banheiro, foi quando ouvi o barulho”, contou o auxiliar administrativo. Ele disse que pensou que o estrondo fosse o pneu de um caminhão que havia estourado, mas quando percebeu se deparou com toda a destruição.

O sobrevivente disse que viu pessoas caindo. Apesar do risco de morte, ele contou que sentiu uma paz espiritual enquanto fugia. “Quando eu corria ali, eu senti uma paz espiritual muito grande, como se eu fosse morrer mas eu estava bem com Deus. Mas, o meu psicológico teve muito medo na hora de demorar para morrer. Se eu morresse rápido, não teria problema, foi o que pensei na hora, mas eu tive medo de ficar agonizando na lama por muito tempo, esse foi meu único medo”, desabafou.

Cláudio disse que foi um milagre estar vivo. Além de sua sala ficar intacta, naquele dia ele foi almoçar mais cedo que o habitual. Geralmente, ele chegava no refeitório por volta das 12h30, horário aproximado da tragédia

Fonte - 030 - 1news

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