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Sábado, 12 de Junho de 2021

16 anos

“VAI ANDANDO ATÉ O RIO, POIS NÃO QUERO CARREGAR SEU CORPO”, DISSE HOMEM ANTES DE EXECUTAR FUNCIONÁRIO

Diante das informações obtidas pelo setor de investigação, Carlos não teve mais para onde “correr” e no dia em que o corpo da vítima foi encontrado, confessou o crime
Terça-Feira, 22 de Janeiro de 2019 - 20:31

VILHENA - Em uma coletiva de impressa concedida na manhã desta terça-feira, 22, o delegado Núbio Lopes de Oliveira apresentou a elucidação de um homicídio ocorrido no dia de Natal de 2018, na fazenda Nossa Senhora Aparecida, localizada no km70 da BR-174, em Vilhena.

Na ocasião, Jumar de Paula Vieira, de 46 anos, foi assassinado com dois tiros de espingarda na cabeça, por Carlos André Vieira Zimermann, vulgo “Carlinhos”, de 32 e que era seu gerente.

De acordo com o delegado, após ser registrada no dia 2 do mês corrente, uma ocorrência de desaparecimento tendo como vítima Jumar, os agentes da Polícia Civil deram início às investigações pelos arredores da propriedade e de um bar local, onde o mesmo havia sido visto pela última vez, e todas as testemunhas foram unânimes em suspeitar que Carlos havia matado o mesmo.

Porém, como Carlos negava veementemente a autoria do crime, os agentes de polícia localizaram uma testemunha chave, que afirmou ter presenciado o momento em que Carlos se apossou de uma espingarda, apontou para Jumar e disse: “Eu não te contratei para trabalhar aqui, eu te contratei para te matar. Lembra daquilo que você fez comigo aquele dia? Agora levanta e vá andando até o rio, pois não quero carregar seu corpo”.

Ainda segundo a testemunha, que assustada, empreendeu fuga correndo do local, após um pequeno espaço de tempo, a mesma ouviu dois disparo.

Como a fazenda fica localizada a 70 km da área urbana e é cercada de mata fechada por todos os lados, a testemunha, que não tinha para onde ir, voltou para a sede da fazenda, bateu palmas, chamou por Carlos, que já havia desovado o corpo de Jumar no rio, e lhe perguntou se ele iria lhe matar também.

Diante da negativa do suspeito, que afirmou que tinha problemas apenas com Jumar, a testemunha passou cerca de mais sete dias na propriedade trabalhando em companhia do assassino, porém, segundo ela, sem dormir, até que o trator que operava, apresentou problemas e esta teve que vir até a cidade e não voltou mais.

Em posse de tais informações, no dia 7, foi solicitada uma busca pelo corpo de Jumar no Rio Iquê, que corta a propriedade, sendo este encontrado já em estado muito avançado de decomposição, uma vez que foi comprovado que sua morte se deu na noite de Natal, mesmo dia que este havia sido visto em companhia de Carlos e da testemunha, no bar acima citado, onde aceitou o emprego proposto pelo suspeito.

Diante das informações obtidas pelo setor de investigação, Carlos não teve mais para onde “correr” e no dia em que o corpo da vítima foi encontrado, confessou o crime, sendo preso mediante prisão preventiva, decretada pela justiça em caráter de urgência.

Em seu depoimento, Carlos alegou que Jumar, que assim como ele era conhecido como uma pessoa problemática, havia ido até a propriedade para furtar equipamentos e que diante disso, acabou cometendo o crime, no entanto, de acordo com o delegado, ficou claro que os motivos não foram estes, uma vez que o suspeito contratou a vítima para trabalhar na fazenda, em um local publico, onde várias pessoas testemunharam a proposta de emprego.

Por fim, Carlos foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por dissimulação, já que foi provada uma contratação com segundas intenções e resquícios de crueldade, devido o mesmo ter feito Jumar caminhar para a morte sob a mira de uma arma de fogo por cerca de ½ km.

Fonte - extraderondonia

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