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Domingo, 13 de Junho de 2021

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EQUATORIAL VENCE LEILÃO DE PRIVATIZAÇÃO DA COMPANHIA ENERGÉTICA DE ALAGOAS

Segundo a estatal, as empresas seriam liquidadas a um custo de R$ 21 bilhões se o processo de desestatização não fosse concluído.
Sexta-Feira, 28 de Dezembro de 2018 - 16:25

SÃO PAULO — A Equatorial Energia, única a apresentar proposta, adquiriu a Companhia Energética de Alagoas (Ceal), empresa responsável pela distribuição em Alagoas, com deságio de flexibilização tarifária zero. O leilão foi realizado na B3, em São Paulo. Para viabilizar a venda pelo preço mínimo de R$ 50 mil, a Eletrobras investiu R$ 11,2 bilhões em ajustes e assumiu direitos e obrigações das companhias que somam R$ 8,5 bilhões. Segundo a estatal, as empresas seriam liquidadas a um custo de R$ 21 bilhões se o processo de desestatização não fosse concluído.

A Ceal foi a última das seis distribuidoras da Eletrobras a ser repassada para a iniciativa privada. Em 2015, as concessões foram encerradas e, em 2016, a Eletrobras decidiu não renovar os contratos e as empresas passaram atuar apenas como prestadoras de serviço designadas.

Já haviam sido leiloadas as distribuidoras dos estados do Piauí (Cepisa), Acre (Eletroacre), Amazonas (Amazonas Energia), Rondônia (Ceron) e Roraima (Boa Vista). Válidos por 30 anos, os contratos de concessão começaram a ser assinados em outubro último e todos devem estar concluídos até março de 2019.

As seis distribuidoras atendem 13,6 milhões de habitantes em seis estados e os novos concessionários se comprometeram a investir R$ 6,5 bilhões nos próximos anos em melhoria de serviços. O aporte de capital nas empresas soma R$ 2,4 bilhões.

O ministro das Minas e Energia, Moreira Franco, afirmou que a venda das empresas foi um processo difícil, mas que abre espaço para um sistema “que não seja tão soviético, como o fundado em empresas públicas”.

— A empresa era administrada de forma confusa por causa do debate ideológico — ressaltou o ministro.

Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobras, afirmou que a venda da Ceal marca a saída definitiva da estatal da área de distribuição e, com isso, abre a possibilidade de a estatal focar seus esforços nas áreas de geração e transmissão.

— A Eletrobras vai poder crescer nas áreas onde ela de fato faz diferença para os brasileiros, que é a geração e a transmissão — disse Ferreira Junior.

A Eletrobras é responsável por cerca de 30% da geração de energia no Brasil e mais de 50% da transmissão.

A Equatorial Energia detém a concessão de distribuição de energia nos estados do Maranhão e Pará, por meio das distribuidoras Cemar e Celpa, e assumiu em outubro passado o controle da distribuição de energia no Piauí, arrematado no leilão feito em julho pela Eletrobras. No Maranhão e Pará a empresa atende cerca de 5 milhões de consumidores. Ao assumir a Eletrobras Distribuidora Piauí, a empresa firmou compromisso de pagar R$ 95 milhões em bônus de outorga à União e deverá aumentar o capital da empresa, denominada Cepisa, em R$ 721 milhões.

Criada no início dos anos 2000 para participar do leilão da Cemar, a companhia energética do Maranhão,a Equatorial tem ainda concessão para construir cerca de 2,5 mil quilômetros de linhas de transmissão nos estados do Pará, Piauí, Bahia e Minas Gerais. A operação das linhas está prevista para 2022. Em agosto de 2017, a empresa adquiriu o controle da Integração Transmissora de Energia (Intesa), linha de transmissão de 695 km de extensão que atravessa dos estados do Tocantins e Goiás. Além disso, atua no setor de geração com a empresa Geramar.

Em 2017 a receita líquida alcançou R$ 9,07 bilhões, com lucro líquido de R$ 997,3 milhões.

Fonte - 015 - MSN

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