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Quarta-Feira, 21 de Abril de 2021

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O FIM DA NOVA REPÚBLICA – POR VICTORIA ANGELO BACON

Com uma 'governabilidade' como essa, as promessas de mudanças só poderiam gerar resultados bem menores do que as expectativas produzidas.
Quinta-Feira, 01 de Novembro de 2018 - 18:39

Desde 1985 com a redemocratização do Brasil, os partidos terão que se reorganizar afim de enfrentarem o futuro político. Qualquer análise honesta da situação brasileira atual deveria partir dessa constatação.

O modelo de redemocratização brasileiro, que perdurou 30 anos, baseava-se em um certo equilíbrio produzido pelo imobilismo.

Desde o momento em que FHC se sentou com ACM e o PFL para estabelecer a "governabilidade", a sorte da Nova República estava selada. Frentes heteróclitas de partidos deveriam ser montadas acomodando antigos trânsfugas da ditadura e políticos vindos da oposição em um grande pacto movido por barganhas fisiológicas, loteamento de cargos e violência social brutal.

O resultado foi um sistema de freios que transformou os dois maiores grupos oposicionistas à ditadura (o PT e o núcleo mais consistente do PMDB, a saber, o que deu no PSDB) em gestores da inércia. Com uma "governabilidade" como essa, as promessas de mudanças só poderiam gerar resultados bem menores do que as expectativas produzidas.

Mesmo que Bolsonaro seja o mais fiel dos defensores da Constituição, sua chegada ao poder de forma legítima representa a ruptura com aquilo que Geisel começou a construir em 1974, e que tinha como pré-requisito o controle da tigrada que, segundo Elio Gaspari, “na anarquia ronca, confrontada recua”. A anarquia do governo Temer abriu espaço para o reingresso das Forças Armadas na política. A campanha de Bolsonaro trouxe o ronco da tigrada que ele mesmo diz não controlar. Precisaremos da rearticulação de um centro democrático para conter o que virá.

A ONDA BOLSONARISTA

A onda bolsonarista colocou no poder nomes que são desconhecidos, simplesmente porque o modelo político tradicional entrou em colapso. O PSDB se reduziu em 70% do que era. O PSB viu seu sonho em ter São Paulo em vão. Dória só foi eleito por causa da rejeição à esquerda do PSB de Dória. O PT conseguiu se eleger em quatro estados do Nordeste por conta de Lula. O MDB se limitou a três estados (DF, AL e PA) sem peso eleitoral e econômico. Aos Democratas (DEM), sobraram-lhe dois estados (GO e MT) por falta de opção e Bolsonaro os elegeu. O único vencedor dessa eleição foi Bolsonaro que conseguiu arrastar 17 estados consigo. Até aqueles que criticavam no passado o “mito” precisaram colar nele para conseguir algum êxito. Que comece a Nova República.

CONFÚCIO MOURA?

O deputado federal eleito Coronel Crisóstomo (PSL) voltou a alfinetar Confúcio Moura e seus “assessores” que não haverá em hipótese alguma entrada “dessas pessoas” no governo Marcos Rocha.


foto: Notícias tudo aqui

Em entrevista concedida a uma emissora de rádio ao jornalista Arimar de Sá, o líder do PSL e condutor do projeto Bolsonaro em Rondônia foi muito coerente e categórico em relação a Confúcio. Realmente o senador eleitor deve cuidar do seu mandato que durará oito anos. Não tem porque apitar em nada no atual governo. Em relação a sua amizade com Marcos Rocha governador eleito, são coincidências que não podem ser trazidas aos interesses políticos.

PSB OPOSIÇÃO

O partido de Eduardo Campos (in memorian) declarou oficialmente que integrará o bloco de oposição ao governo Bolsonaro. Todos já sabemos da ligação do partido com a esquerda petista. Essa união que em algumas vezes foi quase interrompida, dificultou para Márcio França se tornar o governador de São Paulo A rejeição ao PT é tão forte no estado de França que ele não conseguiu se eleger, mesmo com o alto índice de rejeição a João Dória.

Victoria Angelo Bacon
Jornalista e Analista em Política

Fonte - Victoria Angelo Bacon - News Rondonia

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