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Quarta-Feira, 14 de Abril de 2021

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BANDIDAGEM CONTINUA DESAFIANDO A POLÍCIA E ESTÁ DOMINANDO NO PORTO DO CAI N’ÁGUA

Além de aumentarem as ocorrências do tráfico formiguinha de drogas, prostituição, assaltos e assassinatos generalizados.
Segunda-Feira, 15 de Outubro de 2018 - 11:31

Porto Velho, RONDÔNIA – Reconstruído no governo Mauro Nazif (PSB), o Terminal de Integração Municipal, coladinho no antigo Shopping Popular, no cruzamento das Avenidas Rogério Weber, Farquar e Rua Euclides da Cunha, no Cai N’Água, continua ocupado ilegalmente por dependentes químicos que migraram do Mercado Central e adjacências.

“A situação é de calamidade”, afirmam comerciantes para quem, “é dever da prefeitura, através da Assistência Social, promover a remoção dessas pessoas que, desde que estão lá, fizeram crescer os índices de violência, roubos, furtos e arrombamentos”. Além de aumentarem as ocorrências do tráfico formiguinha de drogas, prostituição, assaltos e assassinatos generalizados.

Para que a intervenção aconteça, documento enviado ao Ministério Público Federal (MPF), corroborado com varejistas e atacadistas da Baixa União, Cai N’Água, Triângulo, Areal e centro da cidade, na quarta-feira (19), quer botar fim aos “moquifos” (barracos de lona) nos ambientes do Terminal de Integração sob a administração do Consórcio SIM, do Grupo Adélio Barofaud.

No documento os signatários esclareçam, contudo, que, “não é de hoje que a desativação do Terminal de ônibus só aumenta os índices de criminalidade, violência e o surgimento de novas cracolândias na área comercial e entorno do Complexo e da centenária Vila dos Ferroviários, são denunciadas às autoridades”.

Sem estudos referenciais por parte das autoridades municipais, ao menos dois anos são feitos apelos ao prefeito e ao governo do Estado para que façam a remoção dos barracos e a revitalização do Terminal de Integração. Antes da atual gestão, o espaço vivia em constante movimentação entre pessoas, veículos e policiais, oferecendo um mínimo de segurança aos moradores e ao comercio local.

Após a ação protagonizada pelo prefeito Hildon Chaves, em desativar o Terminal de Integração, “o movimento comercial decaiu, igualmente, com a extinção do Shopping Popular, o bastante para a criminalidade dominar esses locais”, atestam comerciantes e moradores no documento enviado ao MPF no pedido de providências às autoridades.

Por conta e risco dessa situação negativa aos bons costumes, lembra um policial aposentado que anos mora na Baixa União, “nunca vi uma cracolândia em nossa cidade, como essa que tomou conta do Terminal de Ônibus e do entorno do Centro Antigo de Porto Velho”.

Segundo a fonte, “o prefeito só tem tido olhos para os condomínios, avenidas, ruas e travessas dos bairros Liberdade, Olaria e Santo Antônio”, aduziu. Ressaltou, ainda, que, “a Prefeitura não aproveita a chance de deflagrar megaoperação de limpeza, higienização e remoção nem do lixo acumulado no local”.

Para o aposentado, a inércia das autoridades quanto à contenção do avanço das cracolândias, na cidade e periferia, “é porque não sabe dar fim aos problemas que demandam pronta intervenção do poder público e político, como os da falta de atendimento a usuários de drogas”.

Muitas dessas “colônias formadas por dependentes químicos, pequenos traficantes e até por prostitutas interioranas, tiveram início em gestões anteriores”. Contudo, a proliferação delas se alastrou em função da falta de políticas públicas e ações afirmativas cujo foco é de pessoas em situação de vulnerabilidade social extrema, ressalta a acadêmica Francisca da Silva, 56 anos.                   

Além do forte apelo ao MPF, os grupos interessados na remoção das cracolândias no centro comercial, defendem a imediata limpeza e higienização das áreas degredadas do Centro de Porto Velho. Essas ocupações ilegais, do ponto de vista social e econômico, “só facilitam a derrota do poder público por não intervir na questão, deixando a chaga das cracolândias avançar em desfavor dos cidadãos”, completam comerciantes locais.

Em linhas gerais, o avanço do tráfico de drogas, ladrões, vagabundos e dependentes químicos no largo do Mercado dos Produtores, do Terminal de Integração, Terminal de Integração, Shopping Popular, Terminal Hidroviário e do comércio do Cai N’Água, “existe há anos, em que pessoas compram e usam livremente o crack, maconha e cocaína, seja ao ar livre, em barracos montados nas ruas (Henrique Dias, Renato Medeiros, Farquar, Rogério Weber e Euclides da Cunha) ou em pequenos hotéis” - inclusos salões de beleza, bares e restaurantes improvisados.

 

Fonte - Xixo Nery - NewsRondônia

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