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Sabado, 17 de Abril de 2021

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QUANDO FALHAM OS GOVERNANTES - POR PROFESSOR NAZARENO*

Por isso, até agora nenhum candidato desponta como alternativa viável neste cenário de intrigas e divisões. Não há o fiel da balança que tenha grande experiência administrativa para resolver o caos.
Quinta-Feira, 27 de Setembro de 2018 - 23:32

À medida que se aproximam as eleições, cresce uma certeza ainda mais incômoda entre os eleitores brasileiros: o segundo turno será decidido de novo entre os dois polos ideológicos da opinião pública nacional. Pelo menos é o que indicam até agora as pesquisas. Só que dessa vez teremos a presença não mais da direita conservadora com o PSDB, mas da extrema-direita reacionária representada pelo Bolsonaro. É para muitos o pior cenário para o país, pois a divisão se acentuará ainda mais e a futura governabilidade ficará comprometida. O grupo que chegar ao poder poderá sofrer boicote nas suas pretensões de governar. Por isso, até agora nenhum candidato desponta como alternativa viável neste cenário de intrigas e divisões. Não há o fiel da balança que tenha grande experiência administrativa para resolver o caos.

Em período de eleições como agora ele se esmera na arte de pedir. Não pode ver um candidato que vai logo dizendo quais são as suas necessidades. E dificilmente se pensa na coletividade, nos problemas que atingem a todos. “Candidato bom é aquele que resolve os meus problemas primeiro”, pensa-se de forma egoísta. Assim, a eleição deste ou daquele candidato em nada vai contribuir para resolver os inúmeros problemas socais do país. De novo, o grupo que governará a nação pelos próximos quatro anos buscará apenas meios para se perpetuar no poder. Para muitos, a estratégia é somente de poder e não de governo.

A perigosa ascensão da extrema-direita neste pleito, no entanto, é apenas fruto da incompetência e do fracasso dos sucessivos governos de direita e de esquerda, embora esta tenha governado apenas 13 anos enquanto aquela governou o resto do tempo. No Brasil infelizmente os 518 anos de História para nada serviram. Temos uma das piores desigualdades sociais do mundo e os nossos maiores problemas são desemprego, educação de péssima qualidade, saúde pública em frangalhos, corrupção endêmica na sociedade, falta de infraestrutura em portos, aeroportos e estradas, violência alarmante, caos social. Enquanto isso, os candidatos discutem ideologia de gênero, novos tipos de família e outras tolices mais. E muitos eleitores estão aborrecidos porque o Jean Wyllys ou o Alexandre Frota pode ser o novo ministro da Educação.

Antes das eleições, o que se ouve dos eleitores é "vou anular o meu voto! Não vou votar em ninguém! Vou votar em branco! Nas eleições a gente dá o troco!”. Tudo falácia, rompança, mentira, pois mal chegam as campanhas políticas e estão todos lá torcendo pelos seus candidatos e brigando por eles. Olhando o que dizem as pesquisas, dá até medo em saber quem são os cidadãos que serão eleitos em Rondônia e no Brasil. “Me engana que eu gosto”. Tudo mais do mesmo. Nos próximos quatro anos continuará a mesma “merda de sempre” se depender dessas eleições. Dá para acreditar nesses brasileiros? Os governantes falham, mas o eleitor falha mais ainda ao colocá-los para nos governar. Muitos vão escolher o candidato que defenderá a sua família como se ele, o eleitor, não pudesse fazer isso. E como de costume, quase ninguém se lembrou da educação quando escolheu o seu preferido. Brasil: quando todos falham, vem o abismo.

Fonte - Professor Nazareno / NewsRondônia

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