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Terça-Feira, 01 de Dezembro de 2020

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FAMÍLIAS RECLAMAM DE ABANDONO DO CEMITÉRIO DE SANTO ANTÔNIO

Matagal toma conta de túmulos, que são encontrados com dificuldades por famílias, que têm que pagar para roçarem o local.
Segunda-Feira, 26 de Março de 2018 - 20:48

Por Felipe Corona

A situação é a mesma há anos: as famílias reclamam do abandono e do matagal que toma conta de todo o Cemitério de Santo Antônio e pouca coisa é feita para mudar esta situação. Como é o caso da família do senhor Francisco Rocha, que tem diversos parentes enterrados lá, incluindo a mulher, cujo túmulo está lá há um ano e meio.

“Toda a vez é assim. O mato tomando conta de tudo. Tive muitas dificuldades de achar o túmulo da minha esposa, pois o matagal estava tomando conta da área. Sempre tenho que pagar um rapaz, uns 15 reais, pra dar uma roçada e conseguir ficar um pouco lá. Mas é difícil ter que conviver com essa situação uma vez por mês, sempre que vou visitar lá”, desabafou o homem.

Até quem mora em frente ao cemitério não conta nada diferente. O abandono também ocorre em outras questões. “Estou aqui há mais de 10 anos e sempre é assim. O povo só dá um grau firme mesmo perto do Dia dos Finados. Fora isso, é tudo esquecido. À noite, ninguém pode vir aqui que é escuro e a polícia raramente passa. Ficamos com medo e nem saio de casa”, apontou Maria Costa Ferreira, uma senhora que tem um pequeno comércio em frente ao Cemitério de Santo Antônio.

De acordo com o memorialista Anísio Gorayeb, o Cemitério de Santo Antônio foi o terceiro da cidade, inaugurado em 1975, pelo então prefeito Antônio Carlos Carpintero.

O primeiro foi o da Candelária (criado na construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, em 1907) e o segundo em 1915, dos Inocentes, no Centro de Porto Velho.

O já esperado abandono e a distância foram as principais críticas feitas ao então Cemitério de Santo Antônio. “O nome foi dado pela antiga localidade de Santo Antônio, mas a estrada não era pavimentada. Imagina só aquilo como não era, em 1975? A distância que ficou para as pessoas visitarem seus entes queridos. Outro ponto era o abandono que muita gente esperava que ia acontecer e ocorre sempre”, apontou Anísio.

O secretário municipal de Serviços Básicos, Wellen Prestes, responsável pelo Santo Antônio, garantiu parte do cemitério já está sendo limpo e que após as chuvas, um grande mutirão será feito para deixar tudo organizado.

“Não estou com a equipe toda lá, mas são pelo menos quatro roçadores que atuam nos dias secos. Boa parte do lado direito já está bem limpo. O problema é o tamanho dele, que são 400 mil metros quadrados, ou, 56 campos de futebol. Desde fevereiro, estamos fazendo essa limpeza e aplicando veneno para que o mato demore a crescer mais. Após essa época das chuvas, vamos fazer um grande mutirão, igual fazemos nos bairros, para dar uma limpeza geral e deixar tudo organizado”.

Por fim, Prestes também pediu para avisar que sempre há servidores dispostos a ajudar as famílias na administração do cemitério. “Sabemos o quanto a situação é difícil, mas temos um funcionário que pode operar uma roçadeira para ajudar no acesso ao túmulo. Mas, em volta dele, a responsabilidade pela limpeza e conservação é das famílias”, encerrou ele.

Fonte - NewsRondônia

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