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ROND訬IA TEM 1,52 M蒁ICOS POR MIL HABITANTES, OU SEJA, 31% A MENOS DA M蒁IA NACIONAL

Quarta-Feira, 21 de Março de 2018 - 09:54
Na avalia玢o dos conselhos de medicina, baixo n鷐ero de profissionais decorre da falta de pol韙icas p鷅licas para fixa玢o em mun韈ipios mais distantes e regi鮡s menos desenvolvidas.

Com 1,8 milhão de habitantes, Rondônia tem 2.744 médicos, o que dá uma razão de 1,52 profissionais por mil habitantes. Os médicos especialistas são 47,1% do total de profissionais, contra 52,9% de generalista, o que dá uma razão de 0,89 especialistas para cada generalista, sendo este o único estado da federação em que estes são em maior número do que aqueles. Os profissionais do sexo masculino respondem por 60,8% da classe médica no estado, contra 39,2% do sexo feminino. A idade média dos profissionais é de 42,3 anos, menor do que a média nacional, de 45 anos, com 16,3 anos de formados. A maioria dos médicos está na faixa etária até 29 anos (52,8%), sendo que 66,1% têm até 44 anos.

Os dados constam da pesquisa Demografia Médica 2018, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio institucional do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo. O levantamento, coordenado pelo professor Mário Scheffer, usou ainda bases de dados da Associação Médica Brasileira (AMB, Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Ministério da Educação (MEC).

No estado, cirurgia Geral concentra o maior número de especialistas (185), seguida de Ginecologia e Obstetrícia (182), pediatria (174), clínica médica (142) e ortopedia e traumatologia (102). Genética médica, geriatria e medicina esportiva não tem nenhum especialista no estado, medicina preventiva e social tem dois e cirurgia de mão, cirurgia torácica e medicina física e reabilitação têm três.

Em Porto Velho, capital de Rondônia, moram 519 mil rondonienses, que são atendidos por 1.549 médicos, o que dá uma razão de 2,98 médicos por mil habitantes e uma concentração de 56,5% profissionais morando na capital. Desses médicos, 57,1% são do sexo masculino e 42,9%, feminino. Os especialistas são 51,9% e os generalistas, 48,1%.

Para os Conselhos de Medicina, os números apresentados confirmam o equívoco do Governo, que tem defendido o aumento da população de médicos como solução para resolver as dificuldades de acesso aos serviços de saúde no País. Pelos dados, esse crescimento, percebido em nível nacional nos últimos anos, não tem repercutido nas regiões mais distantes e menos desenvolvidas. Por outro lado, avaliam as entidades, a presença significativa de profissionais, como registrado em alguns estados e municípios, não tem sido suficiente para eliminar problemas graves de funcionamento da rede pública e de acesso aos serviços, decorrentes da falta de qualidade na gestão e da adoção de políticas públicas eficientes no setor.

Fonte - 015 - CREMERO

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