Quinta-Feira, 15 de Março de 2018 - 15:32 (Saude)

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CEMETRON TEM CONFIRMADAS REFORMA E AMPLIAÇÃO NO VALOR DE R$ 15 MILHÕES NA COMEMORAÇÃO DOS 30 ANOS DE FUNCIONAMENTO

Durante o evento, que contou com um bolo de dez quilos e sorteio de mais de 100 brindes entre os 471 funcionários.


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A reforma e ampliação do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), em Porto Velho, no valor de R$ 15 milhões, foram confirmadas pelo governo estadual, na manhã desta quinta-feira (15), por ocasião da comemoração dos 30 anos de inauguração da atual estrutura da unidade de saúde, na avenida Guaporé, nas proximidades da BR-364.

Durante o evento, que contou com um bolo de dez quilos e sorteio de mais de 100 brindes entre os 471 funcionários, todos fruto de doações, a assessora técnica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Maria do Socorro Rodrigues, informou que o projeto anunciado pelo governador Confúcio Moura, em 2014, no valor de R$ 8 milhões, foi reformulado para se adequar às novas normas e agora está na fase de licitações.

De acordo com a arquiteta Luciana Volpato, o projeto amplia de 6.800 metros quadrados para 9.600m a área de abrangência do Cemetron, contemplando uma estrutura moderna, com nova administração, guarita, necrotério, gases medicinais, ar condicionados, acessibilidade, entre outros. Ela observou que o projeto não inclui o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem), responsável pela execução de pesquisas; o abrigo de resíduos e outros setores que passaram por reforma recentemente.

A diretora Stella Zimmerli explicou que a unidade conta com 100 leitos, e com a ampliação serão 120, enquanto a Unidade de Terapia Intensiva ganhará mais três, elevando para dez. Outros 24 leitos são de isolamento.

O atendimento às doenças infectocontagiosas começou no então Hospital Tropical, que funcionava no atual prédio da Delegacia de Homicídios. Com a mudança para a atual estrutura, inaugurada em 22 de fevereiro de 1988, no governo Jerônimo Santana, tendo como secretário de Saúde o agora governador Confúcio Moura, ganhou a denominação de Centro de Medicina Tropical, consolidando sua referência no estado como unidade de saúde destinada ao tratamento de doenças infectocontagiosas.

Stella Zimmerli, médica infectologista que iniciou suas atividades em 1984, no então Hospital Tropical, e está na direção do Cemetron pela quarta vez, lembrou que no início os casos mais comuns eram de malária. “Chegamos a atender entre 150 e 200 pacientes, por dia, com malária”, disse a médica que veio de São Paulo há 34 anos, completando que hoje são atendidos também pacientes com aids, meningite, tuberculose, leishmaniose, leptospirose, hepatite, ofídico (picada de cobra) e de outros animais peçonhentos, inclusive H1N1 e ebola, quando há surtos.

“O Cemetron se tornou referência até mesmo para pacientes dos estados vizinhos, como Amazonas, Acre e Norte do Mato Grosso, e até da Bolívia”, observou, reforçando que o atendimento tem como base o programa de humanização e acolhimento com classificação de riscos, do Ministério da Saúde.

Entre os funcionários mais antigos estão a enfermeira Marinice Campos, Maria de Fátima Rebouças, do setor de lavanderia; e Maria das Graças, que atuava na cozinha e mesmo aposentada fez questão de participar das comemorações. As três começaram em 1981, no Hospital Tropical, onde dizem ter enfrentado muitas dificuldades, que aos poucos foram sendo superadas. “Hoje o Cemetron está bem melhor”, afirmou Marinice, sendo completada pelas duas colegas citando os resultados obtidos junto à Ouvidoria, que mostram 100% de satisfação dos pacientes com o atendimento humanizado e eficiente. Um exemplo desta eficiência é o ex-paciente Gustavo Pereira, que participou do evento tocando piano acompanhado do violinista Eduardo Barros.

“Tenho 35 anos de governo, dos quais 6 no Cemetron, onde não do que reclamar. Trabalhamos com pessoas dedicadas, preocupadas com o bem-estar dos pacientes e a recuperação em tempo hábil, seguindo todas as normas sanitárias”, afirmou Francisca Lúcia dos Santos, que trabalha como secretária clínica, sendo responsável pelo encaminhamento das prescrições médicas.

A solenidade realizada em uma tenda em frente ao Cemetron, ainda contou com pregação religiosa do pastor Aloir, da Comunidade Shekinah; e o padre Eduardo Sousa, da Paróquia Nossa Senhora do Amparo.

Os 471 servidores, segundo a diretora adjunta, Raquel Gil, são distribuídos por seis setores de internações, ambulatório de infectologia e programas de conscientização e da busca de ambiente agradável, incluindo atendimento à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Rua de Porto Velho (Asprovel) com palestras sobre cuidados com resíduos; e nas escolas sobre DST e descarte de perfurocortantes no domicílio.

Ainda como medida de interação com os pacientes e respectivos familiares, a unidade conta com um ambiente denominado chapéu de palha, onde são realizados eventos artístico-culturais, brechós e comemorações diversas com apresentação do coral formado por servidores.

Fonte: 015 - Secom - Governo de Rondônia

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