Terça-Feira, 06 de Março de 2018 - 18:04 (Política)

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BOLSONARO QUER BANCADA DE PELO MENOS 20 DEPUTADOS NO PSL PARA TURBINAR CORRIDA PRESIDENCIAL

Delegado Waldir, que também se filiará na próxima quarta, será um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro à Presidência da República.


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Novo partido do deputado Jair Bolsonaro (RJ), o Partido Social Liberal (PSL) espera filiar, ainda nos primeiros dias da chamada janela partidária (período para troca de partido), pelo menos dez deputados. Estimativas do entorno do deputado é de que o PSL termine o período em que os deputados poderão trocar de partido, que se encerra em 7 de abril, com 20 novos parlamentares filiados.

Além do próprio Jair e do filho Eduardo (SP), os deputados Delegado Waldir (GO), atualmente no PR, e o Delegado Francischini (PR), do Solidariedade, vão migrar para o PSL em cerimônia a ser realizada nesta quarta-feira (7), em Brasília.

O coordenador da “lista” de novos filiados é Francischini. O parlamentar paranaense estava no Solidariedade e passará a ocupar a secretaria nacional do PSL. O gabinete do deputado foi uma das paradas de diversos deputados interessados em trocar de partido nas últimas semanas. Procurado diversas vezes pelo Congresso em Foco, o deputado não respondeu aos contatos da reportagem.

Delegado Waldir, que também se filiará na próxima quarta, será um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro à Presidência da República. Ele também assumirá o diretório estadual do PSL.

Bolsonaro, Patriotas, PSL e Livres

No início deste ano, Bolsonaro desistiu do que havia chamado de “noivado” com o Patriotas. No dia 5 de janeiro, o deputado anunciou a filiação ao PSL após quase um ano de negociações com o Patriotas, que mudou de nome a pedido do deputado. Com a chegada de Bolsonaro ao PSL, que em dezembro havia descartado uma possível filiação, o Livres, movimento que comandava a reestruturação no partido, deixou o PSL.

O Livres, que estava agregado ao PSL há cerca de dois anos, divulgou nota no Facebook anunciando o desembarque do partido “com extremo pesar”. O grupo, cujo um dos líderes é Sérgio Bivar, filho do deputado e presidente do partido, Luciano Bivar (PE), afirmou que “a chegada do deputado Jair Bolsonaro, negociada à revelia dos nossos acordos, é inteiramente incompatível com o projeto do Livres de construir no Brasil uma força partidária moderna, transparente e limpa”.

Em dezembro, quando a possibilidade de Bolsonaro ir para o PSL foi aventada, o Livres já tinha divulgado nota com teor semelhante. Naquela época, Luciano Bivar tinha recebido Bolsonaro para uma reunião, o que deu início aos rumores em torno da adesão.

De acordo com o comunicado do partido, os deputados haviam conversado sobre a questão do Imposto Único, uma bandeira histórica do PSL, no âmbito de uma reforma tributária. A nota também descartava a filiação do deputado fluminense, afirmando que pelas “evidentes e conhecidas divergências de pensamento, o projeto político de Jair Bolsonaro é absolutamente incompatível com os ideais do Livres e o profundo processo de renovação política com o qual o PSL está inteiramente comprometido”.

Fome e alívio

Já o presidente do Patriota, Adilson Barreto, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que estava “aliviado” com a desistência de Bolsonaro de se filiar ao partido. Adilson também reclamou que mudou o nome e o estatuto da legenda, cedeu diretórios a Bolsonaro e sequer havia recebido um telefonema do parlamentar, “em sinal de consideração”.

Adilson disse ainda que a relação entre o presidenciável e o partido acabou “envenenada” pela fome do deputado e do advogado Gustavo Bebbiano, para tomar “o partido inteiro para o grupo de Bolsonaro”. “Você não pode ser convidado para entrar em uma casa e depois querer tomar ela inteira para você, expulsando seus moradores originais”, acrescentou o dirigente.

Fonte: 015 - Congresso em Foco

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