Quinta-Feira, 01 de Março de 2018 - 11:13 (Colaboradores)

L
LIVRE

POLÍTICA & MURUPI: TEMPESTADE PELA PROA

Raquel Dodge volta ao jantar no Palácio do Jaburu, em 2014 e à sobremesa de R$ 10 milhões como ajuda para a campanha do PMDB.


Imprimir página

FRASE DO DIA:

“Não volte nesse assunto”. – Raul Jungmann na posse como ministro da Segurança Pública.

1-Tempestade pela proa

A PGR, Raquel Dodge, pediu que o ministro Fachin incluísse Temer entre investigados no inquérito que apura o suposto favorecimento da Odebrecht pela antiga gestão da Secretaria de Aviação Civil em clara divergência do ex-PGR Rodrigo Janot.

Raquel Dodge volta ao jantar no Palácio do Jaburu, em 2014 e à sobremesa de R$ 10 milhões como ajuda para a campanha do PMDB. “A investigação destina-se a fazer a devida reconstrução de fatos e a colecionar provas. A ausência da investigação pode dar ensejo a que as provas pereçam”, diz Dodge. Acreditem, desse mato vai sair coelho.

2-Taxa de segurança

Com uma nota os Correios alteram a rotina e mostram a situação do Brasil: “Conforme amplamente divulgado pelos veículos de comunicação, no Rio de Janeiro a situação de violência chegou a níveis extremos e o custo para entrega de mercadorias nessa localidade sofreu altíssimo impacto, dadas as medidas necessárias para manutenção da integridade dos empregados, das encomendas e até das unidades dos Correios.

Por esse motivo, foi estabelecida uma cobrança emergencial de R$ 3 para os envios destinados à cidade do Rio de Janeiro, cobrança essa que poderá ser suspensa a qualquer momento, desde que a situação de violência seja controlada. Vale esclarecer que essa cobrança já é praticada por outras transportadoras brasileiras desde março de 2017”. É o estado rendido pelo crime, mesmo com o Exército armado e patrulhando as ruas do Rio de Janeiro.

3-Bafão togado

Não convidem para o mesmo convescote a Procuradora Geral da República Raquel Dodge e o Ministro Luis Roberto Barroso caso o ministro Gilmar Mendes esteja na lista.

O clima entre Gilmar e Barroso aflorou neste trecho de recente entrevista de Mendes: “Ele fala da malinha, da rodinha. Ele teria de suspender a própria língua.” Sobre Raquel Dodge um afago chamando de amiga e a acidez de sempre: “Sou amigo dela, mas por que não faz nada com os procuradores que ficam falando? Por que não suspende os procuradores? Eles palpitam sobre tudo.” Vixi... Que amigo... “Dêzulivre

4-Uma no cravo, outra na ferradura

As flechas do Janot ainda estão no ar. O ministro Barroso prorrogou por 60 dias o inquérito sobre o caso dos portos, em que Temer é investigado por suspeita de ter recebido propina em troca de um decreto maneiro para empresas. Mas como estava indo ao inferno, Barroso deu “um pau” no capeta e mandou que se apurasse o vazamento da informação sigilosa noticiada pelo Globo sobre quebra dos sigilos bancário e fiscal de Temer. O vazamento revelou que, contrao pedido da PF, a doutora Raquel Dodge se negou a pedir a tal quebra. Se antes não podia. Agora pode. Ora se pode...

5-Agito em Rondônia

Uma semana como de há muito não se via. Com as duas decisões proferidas nas turmas do STF condenando o deputado federal Nilton Capixaba e o senador Acir Gurcasz, um frisson tomou conta da política local. Tentei sem sucesso falar com o deputado. Do senador tive acesso à nota em que ele comenta a condenação que considera injusta: “Respeito a decisão prolatada, mas vou recorrer e tenho boas expectativas junto aos advogados de reverter o resultado. Minha pré-candidatura está mantida”. A Ação Penal 935 que envolve o senador trata do empréstimo da Eucatur/Manaus junto ao Banco da Amazônia para renovação da frota de ônibus e capital de giro, feito em 2003 quando Acir estava afastado das atividades gerenciais da empresa. Da condenação cabem recursos.

6-Uma ideia jerical

Políticos, artistas e ativistas do Movimento #342 lançaram a campanha contra a intervenção federal no Rio de Janeiro. Num vídeo de 4 minutos que circula nas redes sociais, o grupo critica Temer, quem o apoia, o MDB, e diz que o único objetivo é usar as Forças Armadas para “ganhar poder no ano eleitoral”.

Uma “farsa” cujo resultado será “corpos nas calçadas”. Sugestão? Nada. Não vou por azeitona em empadas. E os corpos de quem morreu pelas armas dos bandidos? “Tá lá um corpo estirado no chão” já cantava João Bosco em 1975. De lá para cá, só aumentaram os corpos. Saco!

[email protected]
Facebook Leo LadeiaII

Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias