Segunda-Feira, 26 de Fevereiro de 2018 - 21:56 (Colaboradores)

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POLÍTICA & MURUPI: O FUTURO INCERTO DA LAVA JATO

Lembrei-me do game Mario no seu labirinto. Dos 181 distribuídos às Justiças Federais e TRFs, 36 não se acham onde deveriam estar e de outros não se sabe sequer se haverá transferência. Que labirinto...


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FRASE DO DIA:

"Meu discurso ele não vai roubar não" – Bolsonaro sobre Temer

1-O futuro incerto da Lava Jato

Quem via investigar os crimes revelados pela Odebrecht? Edson Fachin do STF, em abril de 2017 enviou parte dos processos aos estados. Casos como o Jaques Wagner remetido à Justiça Federal da Bahia quando perdeu o foro especial e depois ao TRF 1ª Região após ter sido nomeado secretário estadual reconquistado o foro.

Lembrei-me do game Mario no seu labirinto. Dos 181 distribuídos às Justiças Federais e TRFs, 36 não se acham onde deveriam estar e de outros não se sabe sequer se haverá transferência. Que labirinto...

2-Fakebook I

O Facebook tornou a informação mais ágil e democrática, uniu pessoas e parecia ser perfeito, mas perfeição não existe. O anonimato na rede ajuda a disseminar preconceitos e ódios e ocultar o autor da crítica ácida e da mentira ou “Fake News”.

O facebook tem um codinome também preconceituoso: “fakebook” e agora? O Facebook aumenta de tamanho com novas aquisições como Instagram e Whatsapp. Estudo da Universidade Princeton diz que as redes atingiram o ápice e que agora é a queda. Será outra ”fake news”? 

3-Fakebook II

O que pode fazer a justiça eleitoral com os seus TRE’s e TSE, uma jabuticaba jurídica que regula, legisla, julga, absolve e penaliza quem encara o pleito eleitoral no Brasil?

Convenhamos, o sistema com eleições a cada dois anos, com financiamento confuso e passível de corrupção, coligações em eleições proporcionais, é a porta para que a desinformação seja a regra. Olhando por este lado, o problema maior não é o facebook. É o sistema eleitoral. Mas se olharmos pelo outro lado, também.

4-Um brinde ao empreendedorismo

A união dos advogados Rochilmer Rocha Filho, Marcio Nogueira e Diego Vasconcelos não chega a ser surpresa para quem os conhece.

Os três advogados com sólida atuação nas várias áreas do direito seguem uma tendência nacional: somar talentos, dividir tarefas, multiplicar clientes e diminuir os custos e assim provam que advogados são bons de aritmética. Desejo sucesso à nova banca.

5-Dividindo a carga

O ministro Raul Jungmann deixa o Ministério da Defesa e vai para o quase recém-criado Ministério da Segurança e faz todo sentido. Raul Jungmann tem bom trânsito nas Forças Armadas, estados, PF, Congresso, conhece a área e tem conduta e biografia irrepreensíveis. No seu lugar assume o discreto General de Exército Joaquim Silva e Luna, primeiro militar a comandar a defesa desde 1999. Nesta hora em que o Exército atua no Rio de Janeiro, a interlocução entre os dois generais é crucial. Jungmann dividirá a carga com o General Luna que era o seu auxiliar direto na Defesa.

6-Uma ideia jerical

Mantenho o maior respeito pelo nome do ministro Ives Gandra Martins Filho mas ele também peca ao propor um “jeito muito animal” para resolver a travessura do auxílio moradia e de outros tantos penduricalhos no Judiciário: trocar tudo o que os magistrados têm direito, como auxílio-moradia, por um valor único pago como adicional por tempo de serviço.

Mas e quem não usou ou até se aposentou antes, fica como? Recebe a bolada de uma só vez, não recebe, ou... Que coisa hein...

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Facebook Leo Ladeia II

Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

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