Segunda-Feira, 26 de Fevereiro de 2018 - 13:07 (Educação)

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COLÉGIO TIRADENTES VII DA POLÍCIA MILITAR RESGATA AUTOESTIMA DA ANTIGA ESCOLA MANAUS E REFORMA SALAS PARA AMPLIAR MATRÍCULAS EM PORTO VELHO

Na sexta-feira (23), o colégio apresentou solenemente em formatura 440 alunos das turmas do Ensino Fundamental 1 e 2, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). A clientela é do bairro e de outros vizinhos ou distantes.


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A procura por vagas é tanta que a direção do Colégio Tiradentes VII da Polícia Militar (antiga Escola Manaus), no bairro Mato Grosso,  em Porto Velho, está revitalizando salas deterioradas depois de 40 anos de ocupação, para ampliar a oferta.

Na sexta-feira (23), o colégio apresentou solenemente em formatura 440 alunos das turmas do Ensino Fundamental 1 e 2, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). A clientela é do bairro e de outros vizinhos ou distantes.

O canto do Hino Nacional em voz alta e com vibração emocionou autoridades do Corpo de Bombeiros (mantenedor do estabelecimento), Polícia Militar, e da Secretaria Estadual de Educação.

Na ordem do dia, o diretor geral do colégio, capitão bombeiro Sued Santos Rocha, disse que o ato era uma “celebração de conquistas” e augurou “melhoria na qualidade da educação” para o colégio.

“Estamos felizes com a qualidade educacional e satisfeitos com todos que acreditaram no projeto”, disse a professora Irany de Oliveira Lima Morais, representando o secretário Valdo Alves. Segundo contou, em seu estado, Minas Gerais, algumas escolas militarizadas “transformaram vidas”.

Manoel Venâncio cuida do neto e sonha com outras escolas semelhantes

AUTOESTIMA E DISCIPLINA

Ao longo de quatro décadas, o corpo docente da escola sofreu e enfrentou situações de indisciplina, abandono e vandalismo. Em 2014, traficantes tinham ali um de seus redutos, chegaram a conflagrar a escola, ateando fogo, deixando alunos e professores aterrorizados.

Vieram as providências: a construção do muro, telhado de uma sala destruído por um vendaval e pintura do muro com nomenclatura. Na manhã desta sexta-feira (23) prosseguiam serviços de pintura.

Na cerimônia de oficialização, a cada kit entregue, sucessivas salvas de palmas fizeram sorrir professores, diretores e demais servidores. “Eles estão testando o queridômetro”, disse o locutor do ato.

Atualmente, uma equipe mista de 72 funcionários civis e militares, de diretores, professores a zeladores, zela pela integração desse estabelecimento com a comunidade do bairro Mato Grosso. Ali estudam 770 alunos.

Mães com crianças ao colo, elegantemente trajadas, acompanhadas de pais e avós, prestigiaram a cerimônia da qual participaram cerca de 500 pessoas acomodadas nas arquibancadas ou em pé, na quadra coberta.

“Hoje estamos dando identidade e agradecemos aos pais e às autoridades pelo apoio à nossa missão”, disse o diretor Sued Rocha.

Há seis meses no cargo, o capitão destacou que o resultado do trabalho da equipe favorece ao entorno da escola e resgata o respeito a crianças e jovens do bairro Mato Grosso.

“A realidade é outra, e o sorteio de vagas significa que a sociedade acredita na qualidade de ensino da escola militarizada”, salientou o capitão.

Marta, do bairro Socialista, a 13 quilômetros da escola, está feliz com a filha Natally

A transformação da antiga escola em colégio militar despertou famílias de bairros distantes a pleitear vagas para filhos e netos. A ponto de uma vaga ser disputada por 50 alunos, algo inédito em escolas da capital.

“O governo precisa fazer outras escolas todas iguais a esta, para melhorar a situação, olhe que tranquilidade”, sugeriu Manoel Venâncio Leandro, 70 anos, avô de Lucas, 10.

Lucas mora com a mãe, no bairro Esperança da Comunidade. Ela trabalha fora, e o pai do menino trabalha em Campo Grande (MS).

“Foi uma peleja conseguir vaga pra ele na 5ª série, mas nada seria bom se existisse só a facilidade, é preciso vencer as dificuldades”, acrescentou Manoel Venâncio.

Marta Almeida, mãe de Nattaly, que vai inteirar seis anos em abril, queixou-se da insegurança na única escola de educação infantil no bairro Socialista.

Às 6h30 da manhã, Natally e outras dez crianças viajam diariamente numa van para o Colégio VII, a 13 quilômetros, retornando para casa às 12h30. É esta a rotina das outras mães do Socialista: levantarem cedo e prepararem os filhos, na certeza de que frequentam o sinônimo de escola segura.

Fonte: 010 - SECOM - GOV/RO

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