ASSFAPOM - POPULA플O QUER AUMENTO SALARIAL E MELHORA NA FORMA플O POLICIAL

"O estudo, realizado em parceria com o Ibope, ouviu 2.002 pessoas, em 141 municpios, entre os dias 28 e 31 de julho."
Sbado, 22 de Outubro de 2011 - 07:48

O IBOPE publicou uma pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias, onde a população brasileira foi consultada sobre o panorama da segurança pública no Brasil. Apenas 12% dos entrevistados na pesquisa consideraram a situação da segurança pública no Brasil boa (11%) ou ótima (1%). Os problemas a se enfrentar para que o contexto seja alterado, segundo a pesquisa, são os seguintes

E as polícias? Quais medidas adotar para que sua atuação seja melhorada,  já que apenas 34% dos entrevistados consideram a atuação das polícias militares boa/ótima e 35% vêem na mesma situação as polícias civis – índice que coloca PM’s e PC’s no mesmo patamar de simpatia. Segundo a pesquisa, o aumento salarial é a primeira medida a ser adotada para modificação da conjuntura, o que corresponde ao anseio das policias de todo o Brasil, confira:

A pesquisa também analisou a opinião dos brasileiros sobre a justiça criminal, aferindo as orientações sobre temas como pena de morte, prisão perpétua, maioridade penal etc. Os resultados demonstram certa tendência a causas repressivas:

Não é surpresa ver o índice elevado em relação à maioridade penal para dezesseis anos, o clamor pela redução da maioridade penal  não é novo. Alguns já o defendiam antes mesmo da edição do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069/90). Os crimes em excesso praticados por menores, hoje divulgados, o que antes não poderia, apenas o trouxe novamente à tona, como um alerta que serve, pelo menos, para que os legisladores, representantes da sociedade, debata o tema e tome posição pela defesa desta tese, pois como se pode constatar é de interesse da coletividade.

Muitos acreditam ser a melhor maneira para se combater o crime organizado, mas por outro lado a saúde da população quando colocada em primeiro plano, o contexto tende a mudar. Segundo Túlio Vianna, professor de Direito Penal da Faculdade de Direito da UFMG correlacionando maconha//álcool, diz que a criminalização do álcool, nos EUA, revelou-se um desastre. Não foi capaz de acabar com o alcoolismo, impediu o uso casual e responsável da bebida e, ainda por cima, fortaleceu como nunca a atuação dos criminosos. Quando, em 1933, a 21ª Emenda Constitucional dos EUA revogou a Lei Seca, os estadunidenses pareciam ter aprendido a lição de que criminalizar uma droga é a pior maneira de se tratar um problema de saúde pública. Não tardaria, porém, para que a maconha substituísse o álcool como o tabu número um daquele país. Será que no Brasil poderia ser diferente?

Quanto à pena de morte pode-se deduzir que cerca de 30% da população acreditam que esta medida poderia sim ajudar a combater a criminalidade no país, o que vai totalmente contra com a Constituição brasileira onde tornou uma cláusula pétrea o “direito a vida” e, deste, decorresse todos os outros direitos e garantias fundamentais.

Segundo o Juiz Titular da 2ª Auditoria da Justiça Militar de Minas Gerais, Paulo Tadeu Rodrigues Rosa, a realidade do sistema prisional que vem sendo dominado por organizações criminosas mostra que a prisão em regime fechado do infrator por si só não é uma solução para a violência. A adoção de outras medidas é essencial para se afastar os jovens das drogas e os menores das ruas e da influência das organizações criminosas. A prisão deve ter como significado o trabalho e a reeducação do cidadão infrator. Contudo, não seriam a pena de morte e a prisão perpétua, mesmo defendida por alguns setores da sociedade, as soluções para os problemas de violência e as rebeliões em presídios, e sim políticas públicas voltadas para o resgate de valores como forma de ressocializar o indivíduo para o convívio em sociedade.

Após o índice é possível constatar que a valorização do profissional da segurança pública e uma legislação mais repressiva aos criminosos, compartilha com o anseio da população brasileira, assim como à rondoniense que a cada dia se sente mais encarcerada pela violência em todo o Estado.

Ada Dantas

Fonte - ASSFAPOM

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