Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018 - 11:41 (Saude)

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DESCENTRALIZAÇÃO DA ALTA COMPLEXIDADE MANTÉM MÉDIA DE ATENDIMENTOS NO HOSPITAL E PRONTO-SOCORRO JOÃO PAULO II EM PORTO VELHO

No total, foram realizados 45 mil atendimentos, segundo relatório do setor de estatísticas da Secretaria Estadual de Saúde. No mesmo período, o João Paulo II realizou cinco mil cirurgias.


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O Hospital e Pronto Socorro João Paulo II – referência no atendimento de urgência e emergência em Rondônia -, atendeu pacientes de quase 100 cidades brasileiras, contabilizando os municípios de Rondônia, num total de 52, e de cidades como Humaitá (AM), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Cuiabá, capital do Mato Grosso, Várzea Grande (MT), Franca (SP), São Paulo, Macapá, Altamira no Pará, entre outras localidades, que estavam de passagem por Rondônia.

No total, foram realizados 45 mil atendimentos, segundo relatório do setor de estatísticas da Secretaria Estadual de Saúde. No mesmo período, o João Paulo II realizou cinco mil cirurgias. Os dados mostram ainda que as internações totalizaram 15 mil.

Os números apontam ainda que Porto Velho é quem mais encaminha pacientes para o João Paulo II. Em média, 75% são da capital e poderiam ser atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) das zonas Leste e Sul, mas são absorvidas pela equipe de urgência e emergência do João Paulo II.

Os dados foram computados pelo setor de estatísticas da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) durante o ano de 2017. Os números constam em relatório final divulgado pela unidade de saúde referência no atendimento de urgência e emergência em Rondônia.

Outro ponto positivo é demonstrado no relatório: pelo quarto ano consecutivo o Hospital João Paulo II registra crescimento de 30% no número de atendimento. Dados do setor de estatísticas da  Sesau apontam que durante o ano passado, de janeiro a dezembro, mais de 45 mil atendimentos foram realizados na unidade de saúde, em Porto Velho.

De acordo com as estatísticas, desde 2014 o número de atendimento mantém crescimento anual que varia entre 25% e 30%. A expectativa é que em 2017 a tendência foi mantida, já que parte dos dados ainda estão sendo computados pelo setor de estatísticas da Sesau.

Os dados confirmam uma queda no número de pacientes enviados por municípios do interior de Rondônia. A Sesau estima redução de 19,75% em relação a 2016. O secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, afirma que a diminuição se deve aos investimentos e várias ações que o Governo de Rondônia vem realizando no setor de Saúde no interior do Estado.

Para Pimentel, assa redução é a resposta do programa de descentralização implantado com o Hospital Regional de Cacoal, Pronto-Socorro de Cacoal e o Hospital Regional de Extrema, responsável pelo atendimento da Ponta do Abunã, Nova Mamoré e Guajará-Mirim, que funciona como um filtro que vem desafogando o João Paulo II afirma o secretário.

Ainda segundo ele, o aumento do número de procedimentos médicos está diretamente ligado a implantação do novo protocolo de atendimento que, com a mesma quantidade de leitos, tornou possível aumentar a oferta de serviço.

A medida faz com haja uma maior rotatividade nos leitos reduzindo o tempo de internação, em média, de dez para cinco dias. “Em 15 dias, o mesmo leito antes atendia a um paciente. Com a nova regra, atende três”, explica o secretário.

TRÂNSITO

Entre 2012 e 2014, foram atendidas 15.192 pessoas, todas vítimas de acidentes de trânsito. Esse número vem oscilando. Em 2012 foram 5.491 vítimas atendidas na unidade, o que representa 31,25% de redução em comparação a 2013, já em 2014 teve um aumento de 56,95%, quando foram registrados 5.925 atendimentos.

Em 2015 esses atendimentos superaram o ano anterior. O relatório aponta, também, que em relação ao ano passado os atendimentos no setor de ortopedia devem superar a casa dos 30%. Os números comprovam o caos gerado nos hospitais públicos pelos índices alarmantes de acidentes de trânsito. Em Porto Velho, a maioria provocada por motociclistas. Em 2017, estima-se que os números se mantenham dentro da média dos anos anteriores.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, o trânsito vem se tornando um problema para o setor em todo país. Segundo ele, a imprudência de condutores, reflete diretamente no Sistema Único de Saúde (SUS) prejudicando qualquer planejamento estratégico anual.

Fonte: 010 - SECOM - GOV/RO

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