Segunda-Feira, 05 de Fevereiro de 2018 - 11:48 (Geral)

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O ACRE TORNOU POSSÍVEL O MEU RECOMEÇO, DIZ RONDONIENSE QUE PASSOU POR TRANSPLANTE

Os outros procedimentos foram realizados no Hospital das Clínicas a partir da criação da Central Estadual de Transplantes, há 11 anos.


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Lane Valle 

Natural de Rolim de Moura, no estado de Rondônia (RO), e há três anos fazendo tratamento em Porto Velho contra uma hepatite que evoluiu para cirrose, o rondoniense Airton Silva Araújo, de 48 anos, passou por um transplante de fígado no último dia 21, no Hospital das Clínicas (HC), na capital acreana.

Comemorando a recuperação rápida e o procedimento realizado com sucesso, o paciente, que há mais de seis meses passou a residir em Rio Branco enquanto aguardava pelo transplante, conta que foi no Acre que teve a certeza de que conseguiria um novo recomeço de vida.

“Quando fiz minha inscrição no cadastro de transplantes fui para São Paulo. O médico que fazia meu acompanhamento em Porto Velho disse que no Acre as chances eram maiores, então eu falei pode me inscrever doutor, que é para lá que eu vou. O Acre tornou possível meu recomeço de vida, e me deu essa nova oportunidade. Só tenho a agradecer, tanto a equipe médica de excelência, quando ao povo acreano que é tão acolhedor e solidário”, destaca Airton.

Ele conta, que um dia depois do transplante já estava sentado na cama fazendo “selfie”. E foi assim, nos corredores do HC, que a equipe de reportagem encontrou o paciente, tirando fotos pelo celular, que segundo ele, seriam enviadas para amigos e parentes em Rondônia, dando conta de sua melhora.

“Tenho uma conhecida que teve que ficar mais de dez dias na UTI para conseguir sentar após o transplante que fez em São Paulo. Eu já no dia seguinte estava era fazendo selfies. Agradeço a Deus e aos profissionais que me deram todo o suporte e fizeram desse procedimento um sucesso”, agradece dizendo ainda que manterá suas vindas ao Acre para rever os amigos e a equipe do HC quando voltar para a sua cidade natal.

O rondoniense que veio para o Acre acompanhado da esposa e da filha de um ano de idade, fala da importância da doação de órgãos para salvar vidas, e se emociona ao lembrar que recebeu o fígado de um acreano de 30 anos que morreu vítima de traumatismo craniano.

“Na minha cabeça, achava que não era certo esperar alguém morrer para salvar a minha vida. Uma pessoa me disse uma vez, que Jesus morreu para nos dar a vida. Então pude compreender que se tratava de algo muito maior. Envolve amor, solidariedade e compaixão. Passei a entender esse propósito e agradeço a família da vítima que por meio desse mesmo amor, autorizou a doação”, diz emocionado.

Na mesma enfermaria, só que no leito 128, outro paciente se recupera bem após um transplante de fígado realizado na última quinta-feira, dia 25, pelo cirurgião hepático Tércio Genzini, responsável pela equipe de transplantes do Acre.

Francisco Vieira Pinto, de 39 anos, assim como Airton, não é acreano. Morador de Guajará, no Amazonas, divisa com Cruzeiro do Sul, ele conta que desde 2004 lutava contra uma hepatite b, e que de uns tempos para cá, a doença se agravou.

“A moça da Central de Transplante me ligou uma hora da manhã, falando que tinham encontrando um doador compatível, e que eu deveria me internar no dia seguinte para iniciar os preparativos para meu transplante. Desde então nem dormi. Tantos anos fazendo tratamento, e a doença só avançando, ter uma notícia dessa é ganhar na mega-sena da vida. Agora é cuidado redobrado com a saúde para não desperdiçar essa nova chance”, ressalta.

Ao todo, o Acre já promoveu mais de 600 transplantes. Desses, cerca de 300 foram efetivados via Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Os outros procedimentos foram realizados no Hospital das Clínicas a partir da criação da Central Estadual de Transplantes, há 11 anos.

O Acre é único estado da Região Norte com programa de fígado ativo, chegando, com estes últimos dois procedimentos, ao 32º transplante do órgão.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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