Sexta-Feira, 02 de Fevereiro de 2018 - 11:29 (Política)

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JEAN WYLLYS DEFENDE A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

O projeto de lei nº 882/2015, a criminalização do aborto só vale, na prática, para as mulheres pobres.


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O projeto de lei nº 882/2015, elaborado pelo mandato do deputado Jean Wyllys com a participação do setorial da mulheres do PSOL e de diversos movimentos feministas, reconhece os direitos sexuais e reprodutivos da mulher e garante o direito de escolha para a prática do aborto seguro, legal e gratuito.

A primeira razão para legalizar o aborto é, na verdade, a falta de razões contrárias: não há justificativa para que o aborto seguro seja ilegal e as mulheres que o praticam e os profissionais (ou, no pior dos casos, não profissionais) que as assistem sejam considerados criminosos. Todos os argumentos que, ao longo do tempo, têm sido oferecidos a modo de justificativa para manter a atual legislação não passam de um conjunto mal articulado de mentiras, omissões e hipocrisias cujo efeito se mede, anualmente, em vidas humanas. Vidas indiscutíveis, seja pela ciência, pela filosofia ou pela religião, de mulheres já nascidas. E o único motivo para isso é a vontade de uma parcela do sistema político e de instituições religiosas de impor suas crenças e preceitos morais ao conjunto da população, ferindo a laicidade do Estado.

Nos países onde o aborto é ilegal, sua prática em clínicas privadas é socialmente tolerada e raramente perseguida. As mulheres que têm condições de pagar conseguem realizá-lo nas mesmas condições dos países onde é legal. Já as mulheres da classe trabalhadora precisam recorrer a métodos inseguros, sem acompanhamento dos sistemas de saúde e assistência social, e ameaçadas pela possível punição.

Ou seja, a criminalização do aborto só vale, na prática, para as mulheres pobres.

Fonte: 012 - jeanwyllys.com.br

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