Quarta-Feira, 24 de Janeiro de 2018 - 19:33 (Geral)

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MENINA DE 10 ANOS É PICADA POR COBRA SURUCUCU AO PISAR EM BURACO COM ÁGUA

Logo após a picada, a menina pediu socorro para a tia. A mulher informou que a menina conseguiu ver a cobra, mas que não conseguiu capturá-la devido a dor que estava sentindo.


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Por: LUIS VINICIUS

MATO GROSSO - Uma criança de 10 anos está internada no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSMC), após ser picada no pé, por uma cobra Surucucu. A situação ocorreu na casa de um familiar, no bairro Capão Grande em Várzea Grande. A menina chegou a ser encaminhada ao Pronto-Socorro de Várzea Grande (PSVG), mas a unidade não possuía soro antiofídico e por isso ela teve de ser encaminhada à Capital.

O fato aconteceu na noite de sábado (20), no momento em que a menina, E.R.S, estava brincando no quintal da casa de sua tia. Em um determinado momento, a menina pisou em um buraco que estava o animal.

“Ela estava brincando no quintal da casa da tia dela. No lado externo da casa, tinha uma poça de lama a cobra estava lá dentro. A minha filha se desequilibrou e pisou na poça. A cobra estava dentro, e acabou picando minha filha”, disse Kelly Rech, a mãe da vítima.

Logo após a picada, a menina pediu socorro para a tia. A mulher informou que a menina conseguiu ver a cobra, mas que não conseguiu capturá-la devido a dor que estava sentindo.

“Minha filha falou que viu a cobra fugindo, mas devido estar com dor ela não conseguiu captura-la. Ela gritou e a tia foi lá e a socorreu. Imediatamente, ela foi levada para o Pronto-Socorro de Várzea Grande (PSVG)”, explicou Kelly.

No entanto, ao chegar na unidade de saúde, Kelly foi informado pela coordenadoria do hospital que não possuía soro antiofídico. Diante disso, a criança foi encaminhada para o Pronto-Socorro de Cuiabá.

Alan Cosme/HiperNoticias

“Quando chegamos lá, os médicos disseram que não possuía soro antiofídico. Diante disso, ela foi levada pela tia para o Pronto-Socorro de Cuiabá, onde recebeu atendimento”, explicou.

No entanto, Kelly afirma que a sua filha está fora de perigo, graças ao remédio que foi dado. Eu não entendo como uma unidade de saúde, não tem soro antiofídico. Mas espero que após esse acidente, as autoridades tomem providências”, concluiu.

Por meio de nota, a Secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande afirmou que o Pronto-Socorro da cidade não tem estrutura física para receber pacientes vítimas de picada de animais peçonhentos.

Outro lado

"A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande esclarece que, o Centro de Informação Anti-Veneno (CIAVE), única unidade referência no atendimento aos pacientes vítimas de picada de animais peçonhentos em todo o estado de Mato Grosso, está localizado no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC).

O Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) ainda não possui estruturas físicas, nem profissionais capacitadas para a realização desse tipo de procedimento.

No entanto pacientes que dão entrada na unidade necessitando do soro anti-veneno, são encaminhados para a unidade referência no tratamento, imediatamente.

A direção do Pronto Socorro de Várzea Grande reforça que a unidade já entrou em processo final de uma reforma e ampliação que entregará a população de Várzea Grande e região, um hospital de pronto atendimento totalmente reformado, ampliado e com equipamentos de última tecnologia, dando qualidade e humanização no atendimento aos pacientes do SUS.

 

NR - Surucucu é a maior cobra peçonhenta da América do Sul -

Lachesis muta, vulgarmente conhecida como surucucu, surucutinga, surucucutinga, surucucu-de-fogo, surucucu-pico-de-jaca e cobra-topete , é a maior cobra peçonhenta da América do Sul.“Surucucu” vem do tupi suruku’ku . “Surucucutinga” e “surucutinga” vêm do tupi suruku’kutinga, “surucucu branca” . Lachesis é uma referência a Láquesis, uma das três Moiras mitológicas gregas que decidiam o destino dos seres humanos e deuses. Muta (“muda” em latim) é uma referência ao fato de a surucucu vibrar sua cauda, como a cascavel, sem, no entanto, produzir o ruído que esta produz.

HABITAT

Vive em florestas densas, principalmente na Amazônia, mas conhecem-se registros na literatura da presença desse animal até em áreas isoladas de resquícios de Mata Atlântica como na região de Serra Gande, município de Uruçuca, na Bahia. A Lachesis muta rhombeata, amarela com desenhos negros, está ameaçada de extinção.

A surucucu (Lachesis muta) é a maior cobra peçonhenta da América do Sul. No Brasil é também conhecida como surucucu pico-de-jaca.Vive em florestas densas principalmente na Amazônia, mas conhece-se registros na literatura da presença desse animal até em áreas isoladas de resquícios de Mata Atlântica. A Lachesis muta rhombeata, amarela com desenhos negros, está ameaçada de extinção.

A surucucu (Lachesis muta) é a maior serpente venenosa do continente americano e uma das maiores do mundo, pertence à família das Veperidae e à ordem Squamata. Este animal pode atingir até 4,5m de comprimento e suas presas medem 3,5cm.

Seu corpo é marrom e marcado com formas que lembram losangos marrom-escuros, revestidos por faixas esverdeadas. Sua cauda não tem guizos, como a cascavel, mas é capaz de emitir um determinado som, esfregando contra a folhagem um pequeno osso (parecido com uma espinha) que possui no extremo da cauda. Assim, como a cascavel, a surucucu também dá sinal de que está incomodada por terem invadido seu território.

Normalmente se alimenta, à noite, de pequenos animais e roedores como ratos. A surucucu é capaz de identificar o calor dos animais que caça, assim sendo, segue o rastro térmico de suas presas. Este acurado sensor de calor é a membrana que reveste internamente as fossetas loreais (orifícios entre as narinas e os olhos).

No Brasil, é encontrada nos estados do norte, na mata atlântica dos estados do nordeste, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Também encontrada no Vale do Rio Doce (na divisa de Minas gerais com o Espírito Santo). Dependendo da região, pode ser conhecida como bico-de-jaca, surucutinga, surucucu ou surucucu-de-fogo. O encontro entre homens e surucucus se dá habitualmente na beira de regiões que estão sendo desmatadas e na beira dos rios.

O comportamento da surucucu é agressivo e ela é capaz de dar um bote com aproximadamente um terço do tamanho do seu corpo. De outubro a março é que ocorre seu período de reprodução. Este animal põe ovos e o tempo de incubação é de 76 a 79 dias (em cativeiro).

É raro o encontro desta serpente com o ser humano (graças ao baixo número de gente no habitat natural deste animal), mas quando picado por uma surucucu, o homem apresenta o seguinte quadro: queda na pressão arterial, inchaço e dor no local da picada, diminuição da freqüência cardíaca, alteração de visão, sangramentos na gengiva, pele e urina, vômito, diarréia, necrose e insuficiência renal. O veneno da surucucu, de ação neurotóxica, é extremamente letal, deve-se procurar rapidamente ajuda médica no caso de um acidente. O soro utilizado contra a picada desta serpente é o antilaquésico/antibotrópico laquésico. (fonte: vivimetaliun) 

Fonte: hipernoticias/newsrondonia

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