Quarta-Feira, 24 de Janeiro de 2018 - 17:33 (Cidades)

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SOB A CHANCELA DO MPF E GOVERNO FEDERAL, MUNICÍPIO VAI EXPLORAR E REVITALIZAR MADEIRA MAMORÉ POR 50 ANOS

O ato, teve lugar num dos galpões revitalizados na ex-gestão Roberto Sobrinho por força da liberação de parte do volume de dinheiro previsto no sistema de compensação financeira atribuída pelo Consórcio que gera a Hidrelétrica Santo Antônio.


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Porto Velho, Rondônia - Ainda sem tecnologia e conhecimento para tornar a Estrada de Ferro Madeira Mamoré uma via permanente e atrativa, o município selou, nesta quarta-feira (24), o compromisso de preservá-la e conservá-la por um período de cinco décadas.

O ato, teve lugar num dos galpões revitalizados na ex-gestão Roberto Sobrinho por força da liberação de parte do volume de dinheiro previsto no sistema de compensação financeira atribuída pelo Consórcio que gera a Hidrelétrica Santo Antônio.

Orçado em mais de R$ 23 milhões a revitalização dos espaços e ambientes da EFMM, o município deverá correr atrás de emendas parlamentares junto à bancada federal  para juntar outros R$ 25 milhões, segundo projetistas, engenheiros e arquitetos, justamente para fazer cumprir o traçado original estabelecido a partir de 2009, durante a cessão do uso das águas do Rio Madeira às usinas.

- Há um projeto inicial para que a Maria Fumaça volte a circular cujo traçado vai de Porto Velho à vila de Abunã, depois fechando o eixo ferrovia até a cidade de Guajará-Mirim, na divisa com a Província de Guayaramérin, na Bolívia, revela historiador local.

No acordo selado entre o município e a União Federal, o prefeito Hildon Chaves, terá até o início de março vindouro para abrir as obras de revitalização, sem, no entanto, ‘modificar as linhas do projeto original do Complexo Ferroviário’, atestam dirigentes de entidades de defesa da cultura municipal.

Em sua fala, o prefeito afirmou que, apesar do prazo ter sido estabelecido para assegurar a celeridade do cronograma no âmbito do município, ‘teremos entre 90 e 120 dias para dá início às obras’.

No acordo, sob a chancela do MPF, o município está obrigado a promover obras infraestruturais, na inicial, a implantação de um sistema por rochas em toda a orla fluvial. No entorno do Complexo Ferroviário, na tentativa de conter enchentes por conta da elevação dos níveis das águas do Rio Madeira pelas usinas, deve redobrar a atenção com a segurança.

Deixando de lado o projeto elaborado a partir dos anos 2009-10, a Prefeitura de Porto Velho, agora, sob a observação de Procuradores da República e da Associação dos Ferroviários, está credenciada a promover as obras de revitalização, bem como cumprir medidas para fomentar o turismo sem, no entanto, ‘descaracterizar o arquitetônico das estruturas’.

Antes da fala do prefeito, o presidente da Fundação Cultural, museólogo Antônio Ocampo, garantiu que, ‘todos os espaços e ambientes do Complexo, de forma inédita, estarão prontos para receber restaurantes, lanchonetes e outros atrativos de fomento ao turismo’; sem, no entanto, defini-los.

Fonte: NewsRondonia

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