Domingo, 14 de Janeiro de 2018 - 17:52 (Geral)

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SURGE HIPÓTESE DE REGISTRO DE MAIS UM CRIME INSOLÚVEL NO SUMIÇO DOS SEM-TERRA NO SUL DE CANUTAMA

O desaparecimento dos sem-terra rondonienses, cuja tarefa pessoal e/ou social não tinha aval das autoridades dos dois Estados (Rondônia e Amazonas) pelo INCRA ou do Instituto de Terras e Regularização Fundiária, em Manaus, continua uma incógnita a Policia e à Justiça de Canutama.


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Igarapé do Arara, Canutama (AM) – ‘Não há a mínima chance, até aqui, para que os três sem-terra sejam achados vivos’, é o que afirmam policiais escalados para essa missão nas matas do entorno da ‘Fazenda Shalon’, a 56 quilômetros de Porto Velho.

O trio Flávio Lima de Souza, 42; Marinalva Silva de Souza, 37 e Jairo Feitoza Pereira, 52 anos, desapareceram misteriosamente no dia 14 do mês de dezembro de 2017 enquanto, por sua conta e risco, ‘vistoriavam as fundiárias da Fazenda Shalon de propriedade alegada de Antônio Mijoler Garcia Filho, 61, cuja posse é considerada irregular junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Ainda foragidos, Antônio Mijoler e seu suposto caseiro, Rinaldo da Silva Mota, 38, respectivamente, fez com que uma agência de investigação particular recebesse informação de caráter extraoficial que aponta que, ao menos Antônio Mijoler, se encontraria homiziado na cidade rondoniense de Ariquemes, onde manteria segunda família; além de negócios com madeira e venda de gado de corte.

Por conta da suposta morosidade das autoridades amazonenses acreditadas no Sul do Estado, sobretudo do Posto Avançado da Polícia Rural sediada no Distrito de Açuanópolis (ex-Vila Preguiça do KM-70), os acusados, segundo familiares e entidades de defesa agrária e cidadania nativas, ‘só temeriam a intervenção da Policia Federal’.

Em decorrência da fragilidade do sistema de segurança rural no Sul do Amazonas, como nas cidades de Canutama, Lábrea e Humaitá, ‘a disputa pela posse da terra é feroz, voraz e envolve conhecidos políticos, fazendeiros e empresários do lado rondoniense’, atestam ex-dirigentes do INCRA, em Humaitá, da gestão Terezinha Barbosa, hoje, afastada do órgão.

O desaparecimento dos sem-terra rondonienses, cuja tarefa pessoal e/ou social não tinha aval das autoridades dos dois Estados (Rondônia e Amazonas) pelo INCRA ou do Instituto de Terras e Regularização Fundiária, em Manaus, continua uma incógnita a Policia e à Justiça de Canutama.

Apesar de destacado quase meio pelotão de ‘Caçadores e Mateiros’ do 54 Batalhão de Infantaria de Selva (BIS)’ e de homens do Comando de Operações Especiais (COE-AM), as 200 famílias que reivindicam a posse da terra cujo poder de mando é da União, com o desaparecimento do trio, ‘as atenções estão voltadas apenas para prisão dos acusados’ em Rondônia, no Sul ou Sudeste do País.    

Fonte: NewsRondônia

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