Segunda-Feira, 08 de Janeiro de 2018 - 10:49 (Colaboradores)

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LIVRE

A DECISÃO, QUANDO O ÓDIO NOS FAZ MAL (PARTE V)

Uma manhã cinzenta de quarta-feira. Letícia desceu os degraus da escada em passos lentos. O doutor Lauro observava uma tela da artista


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Aconteceu que Valéria acabou seus últimos dias na cadeia. Não resistiu ao sofrimento de estar condenada. A culpa lhe atormentava todos os dias. Morreu de tristeza.

Uma manhã cinzenta de quarta-feira. Letícia desceu os degraus da escada em passos lentos. O doutor Lauro observava uma tela da artista. As mãos estavam nos bolsos da calça cara comprada em Paris.

- Gostou da tela, querido? – perguntou a pintora num tom suave.

- Linda – respondeu Lauro virando-se. – Uma bela expressão artística. Você possui um traço bastante interessante.

A artista caminhou até o seu namorado. Deu um leve beijo nele. Sorriu.

- Em qual restaurante vamos jantar, amor? - indagou ela.

- De um amigo meu – respondeu ele. – É o Augusto. Grande homem. Até escreveu um livro.

Letícia sentiu-se tonta. Sentou no sofá.

- Está se sentindo mal, amor?

- Um pouco.

Lauro chamou:

- Maria, venha cá um instante.

A empregada apareceu como um fantasma.

- Traga uma água com açúcar, por favor!

Lá se foi a Maria prestativa. Lauro sentou ao lado da pintora, segurou na mão gelada dela.

- Você comeu alguma coisa que...?

- Não, Lauro. Foi apenas uma tontura. Passou.

Sorriu. O doutor abraçou Letícia.

- Foi por causa do seu falecido esposo.

- Quem te garante que é isso?

- Eu sei. Seus olhos dizem que sim.

A pintora levantou-se. Ajeitou o vestido longo. Lauro ergueu-se e lançou um olhar desconfiado para a namorada.

- Você ainda o ama, Letícia?

A pintora sentiu o coração acelerar. Os dois olharam-se profundamente.

CONTINUA

Fonte: Alberto Ayala /NewsRondônia

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