Domingo, 07 de Janeiro de 2018 - 18:52 (Colaboradores)

L
LIVRE

CARTAS DA JU - MEU FIM DE ANO SOZINHA

Vamos fazer exceção a quem tem problemas psíquicos ou os que nascem em meio ao caos da periferia dos grandes centros urbanos e crescem com a rebeldia já incrustadas na alma, revoltados pela falta de tudo, desde saúde, educação, até o direito de se expressar.


Imprimir página

Porto Velho RO, 07 de janeiro de 2018

Querida pessoa, nós somos protagonistas de nossa história individual.

Precisamos tomar ciência disso, e tomar as rédeas da nossa vida.

Somos influenciados por tantas coisas, desde que nos levantamos, até quando vamos dormir. O que devemos vestir, comer, pensar, como devemos agir, ou reagir, o que devemos falar.

Isso tudo é facilitado, motivado, pela propaganda, pelas redes sociais, pelos meios de comunicação. Por fatores econômicos ou de poder. E vamos como cordeirinhos, caminhando sem refletir, sem observar, sem analisar, sem pensar no que realmente queremos, desejamos, ansiamos.

Vamos fazer exceção a quem tem problemas psíquicos ou os que nascem em meio ao caos da periferia dos grandes centros urbanos e crescem com a rebeldia já incrustadas na alma, revoltados pela falta de tudo, desde saúde, educação, até o direito de se expressar.

Somos livres, apesar de tudo. Temos escolha. Podemos mudar. É preciso querer.

Depois de uma família de 5 irmãos, 15 anos de casamento, 20 de divórcio, 4 filhos e 13 netos, pela primeira vez na vida passei Natal e Ano Novo sozinha. Tenho uma parte da família na área rural e outra na cidade. Todos com muitos filhos, graças a Deus, mas cada um com suas responsabilidades e seus horários. E eu não sou prioridade, naturalmente.

No Natal, entendi que as tradições mudam conforme a necessidade. Numa casa com 5 crianças, sendo uma recém nascida, a ceia, ou jantar, mudou para almoço de Natal, no dia seguinte. Tranquilo.

No Ano Novo, tive problemas com o celular, com o endereço de onde minha família estava, que não achei, gastei um bom dinheiro de taxi e decidi ficar em casa. Cumprimentei os vizinhos, tomei uma cerveja e fui dormir.Nada de anormal. Nem tristeza, nem depressão, um pouco de nostalgia talvez. Num mundo com bilhões de pessoas, muitas entraram no ano novo de formas inusitadas.

O lance é que queremos transformar tudo num cavalo de batalha. Queremos ser vítimas. Há uma auto sensibilidade exagerada. Queremos culpados. Queremos justificativas, Queremos respostas pra coisas que não precisam de respostas.

É claro que não precisamos nos conformar com as situações. Eu, por exemplo, analisando o que aconteceu, não fiquei muito satisfeita e sei que, pra ser diferente no fim desse ano, se estiver viva e com saúde, preciso preparar antes, me organizar, fazer um planejamento e ter o resultado que desejo.

E assim é tudo na vida.

Podemos e devemos ser protagonistas e não atores substitutos (que também são importantes, mas não nesse caso).

Desejo isso pra você: Pare, observe, analise, reflita, tome suas decisões, suas posições, tenha suas opiniões, mude, se precisar. Esteja em paz com você e todos ao redor, busque o que te realize, o que te satisfaz de verdade. Que haja equilíbrio, serenidade e, principalmente Amor. A Deus, a você, a todos.

Dica: Faça – pelo menos – UMA coisa que você goste muito, por dia.

Fonte: Jú Lauriano/NewsRondônia

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias