Sexta-Feira, 05 de Janeiro de 2018 - 11:04 (Geral)

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ESTUDANTE DE DIREITO FATURA R$ 900 POR DIA NA PRAIA COM GELADINHO DE VODCA

Também conhecido como gelinho, sacolé, dindim e chup-chup, o geladinho é um picolé artesanal servido dentro de pequenos sacos plásticos.


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Em busca da independência financeira, o estudante de Direito Gabriel Velloso, 24, decidiu trocar o ar-condicionado do escritório pelo sol escaldante na orla da Barra, em Salvador. Era Carnaval de 2016, e ele estava sem estágio em sua área. Pegou R$ 3.000 emprestados no banco e criou o gelaroska, um geladinho feito com vodca no lugar de água.

Também conhecido como gelinho, sacolé, dindim e chup-chup, o geladinho é um picolé artesanal servido dentro de pequenos sacos plásticos.

O retorno veio em quatro meses, segundo ele, que prefere não divulgar faturamento nem lucro mensais. Velloso afirma que o ponto alto do negócio ocorre nos feriados e fins de semana de verão, quando dá para faturar até R$ 900 por dia.

"Depende muito do mês. Num dia bom, vendemos de 70 a 140 unidades. Reinvisto a maior parte do lucro na própria empresa."

Além de vender na praia, como ambulante, o empreendedor também faz entrega em domicílio e encomendas para festas. "As pessoas compram mais por encomendas do que na praia", diz. Os preços dos geladinhos variam de R$ 2 a R$ 12.

O jovem conta com a ajuda de três promotores de vendas e três auxiliares de produção. Velloso estuda à noite na Universidade Federal da Bahia. Fará o 6º semestre neste ano. Ele trabalha com o gelaroska das 10h30 às 17h.

Para este verão, lançou dois produtos: o gelachamp, à base de espumante (com morango, chocolate e coco) e servido numa taça personalizada, e o gelasotero, sem álcool (à base de água ou leite, no caso do sabor de coco).

Ideia veio das redes sociais

Velloso diz que fazia ações promocionais desde os 18 anos, mas que, em 2016, não conseguiu nenhum tipo de trabalho.

Precisava arranjar alguma coisa para ganhar dinheiro. Pesquisando nas redes sociais, vi que viralizavam postagens de produtos associados a sorvete com bebida alcoólica, como o sorvete com cerveja. Pensei: por que não associar um sorvete com uma vodca? Foi aí que nasceu o gelaroska.

Gabriel Velloso, dono do negócio.

Os geladinhos são vendidos em dois tamanhos. A versão "shot", de 80 ml, está disponível para compra a partir de dez unidades. A versão convencional é de 160 ml.

Os gelaroskas têm sabores de coco, cajá e umbu e custam R$ 2 (80 ml) ou R$ 5 (160 ml). Os sabores "premium" são mousse de maracujá, de morango ou de chocolate. Custam R$ 3 (80 ml) e R$ 8 (160 ml).

As entregas em domicílio são feitas a partir de dez unidades, e os preços são diferentes: R$ 4 (frutas) e R$ 6 (premium, de 160 ml).

Já o gelachamp sai por R$ 12 (cada). A partir de dez unidades, fica por R$ 10. As duas versões acompanham uma taça de brinde. O gelasotero é vendido a R$ 3,50 (frutas) e R$ 4 (de mousse). Para o gelaroska, Velloso diz usar vodca Orloff. O gelacahmp é feito com espumante Chandon, diz ele.

Os preços são semelhantes aos de outras marcas de geladinhos vendidas na região, como Êba! Delícia... e Caipilé Carioca Bahia. O empreendedor aceita pagamento em dinheiro, débito, crédito ou depósito antecipado.

Velloso também oferece seu produto para revendedores. Segundo ele, não há uma carteira fixa. Há revendedores esporádicos, que compram por conta própria. Não são consignados. A quantidade mínima para revenda é de R$ 400 em produtos.

"Mas o grande objetivo para 2018 é inserir nossa marca em bares, restaurantes, cantinas e lojas que queiram revender por meio de consignação. Ou até mesmo comprando uma quantidade mínima, pelo preço de revenda, e comercializando pelo preço de tabela", declara.

Negócios sazonais têm prós e contras, diz especialista.

Produtos essencialmente de verão (sazonais) tendem a experimentar picos na alta estação e queda brusca nos períodos mais frios, declara Diógenes Silva, analista do Sebrae-BA. "Em Salvador, cidade que é quente na maior parte do tempo, esse tipo de problema é um pouco menor, o que, porém, não deixa de existir."

Ele recomenda colocar no papel quais os períodos de maior e menor venda, fazer um planejamento estratégico e criar um plano B para os períodos de baixa.

Onde encontrar: Gelaroska - https://www.facebook.com/gelaroska3

Fonte: 010 - uol

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