Terça-Feira, 02 de Janeiro de 2018 - 09:36 (Colaboradores)

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O 2018 CHEGA COM UMA CARA OTIMISTA PARA O BRASIL E PARA RONDÔNIA

O Estado tem mais ou menos 200 milhões em caixa para tocar obras ou concluí-las, neste último ano da administração de Confúcio, que, para ele, termina em abril, quando ele deixará o posto para disputar uma cadeira ao Senado.


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Um fio de esperança! O 2018 começou em alto astral em todo o país, com aquelas exceções que já são tradicionais, incluindo a violência, que ainda nos domina a todos os brasileiros, morem onde morarem, nesta terra promissora e problemática. Mas o Novo Ano começou bem, cheio de alegria e muita esperança. Ao menos 17 brasileiros estão começando 2018 com os bolsos cheios, mesmo na crise. Eles repartiram os 306 milhões de reais da Mega Sena da Virada. Infelizmente, nenhum rondoniense entre os que ganharam 18 milhões cada um.

Começou 18 também com outra ótima notícia para milhares de porto velhenses: o prefeito Hildon Chaves assinou contratos e anunciou concorrências públicas para realizar obras que vão chegar aos 130 milhões de reais, muitas delas que já ficarão prontas esse ano meio. Entre elas, várias ruas do bairro da Lagoa, destruídas em todas as chuvas, para desespero dos seus moradores. A Capital também terá boas novas no primeiro mês do novo ano: está previsto para 30 de janeiro, se não houver mais nenhum contratempo, a entrega oficial do Espaço Alternativo, incluindo sua nova e linda passarela, que terá iluminação a LED e será uma grande atração da cidade. O Anel Viário de Ji-Paraná, na reta final, será entregue até a terceira semana de fevereiro, segundo fontes do DER. Em nível estadual, como Rondônia se transformou num exemplo positivo para o país de controle de suas finanças, a novidade é um calendário de pagamentos de salários até dezembro. Ou seja, o pagamento dos servidores, que movimenta a máquina da economia do Estado, vai ser feito rigorosamente em dia, como tem sido feito desde que começou o primeiro governo de Ivo  Cassol e atravessou os dois mandatos de Confúcio Moura.  

O Estado tem mais ou menos 200 milhões em caixa para tocar obras ou concluí-las, neste último ano da administração de Confúcio, que, para ele, termina em abril, quando ele deixará o posto para disputar uma cadeira ao Senado. Seu vice, Daniel Pereira, ficará com a missão de governar no último semestre e concluir as obras que até lá não tenham sido entregues. Há alto astral também em relação ao agronegócio. Não só estamos com perspectivas de ampliar nosso mercado mundial da carne (já vendemos para 40 países), com a perspectiva de entrarmos no Mercado Europeu, como ainda teremos a maior safra de grãos do país, em percentuais de crescimento.  Problemas? Temos ainda. E imensos. Mas o 2018 que está chegando, ao menos mostra sua cara sorridente e menos agressiva. Além disso tudo, está nas nossas mãos corrigir tudo o que de errado há neste país. No último trimestre, tem eleição. Todos os avanços, correções e melhorias dependem do nosso voto. Saberemos usá-lo?

DE OLHO NAS URNAS

Dentro de no máximo 90 dias, todo o quadro para as eleições deste ano começa a se desenhar, tanto em nível nacional quanto local. Em Rondônia, já há certezas, mas ainda muitas dúvidas. Cassol poderá concorrer ao Governo? Se puder, muda tudo, porque ele virá com uma liderança nas pesquisas em praticamente todas as regiões do Estado. Se não vir, a princípio a disputa ficará mesmo entre dois pesos pesados da política: o presidente da Assembleia, deputado Maurão de Carvalho e o senador e empresário Acir Gurgacz. O que poderia ainda se transformar, que não esteja claro agora? Talvez a inclusão do nome de Expedito Júnior na disputa pelo Palácio Rio Madeira/CPA. Ele quer mesmo é concorrer ao Senado, onde tem liderado as pesquisas, mas caso Cassol não entre na briga, Expedito pode decidir por esse novo caminho. Daniel Pereira, o atuante vice governador, poderá entrar na briga também, mas quanto a isso não há qualquer certeza. Nomes novos? O que mais tem surgido é o do procurador Héverton Aguiar, que, prestes a se aposentar, começa a falar oficialmente sobre o assunto só depois de deixar o MP. O que vier a mais, será certamente surpresa!

COM O PÉ DIREITO

Os números divulgados pela Prefeitura, promotora do evento, apontam que 140 mil pessoas estiveram na grande festa de Ano Novo, no centro da Capital, com um show especial da cantora sertaneja Naiara Azevedo. O número, é claro, está exagerado, mas pelo menos entre 80 mil e 100 mil passaram pela grande festa. O prefeito Hildon Chaves e a primeira dama, Ieda Chaves, não participaram, porque passaram o Ano Novo no Rio, com os filhos, que moram lá. Dos políticos, os irmãos Maurício Carvalho e Mariana Carvalho (ela foi quem conseguiu a verba de 200 mil reais para o show, que acabou dando problemas, porque o recurso não foi liberado na última hora), falaram rapidamente. No mais, praticamente só festa e alegria, com uma ou outra exceção dos inconvenientes e bêbados de sempre, que exageraram. Há muito tempo Porto Velho não via uma festa deste porte. Foi uma forma altamente positiva da Capital, sempre tão problemática, começar o 2018 com o pé direito. Tomara que o ano inteiro seja assim, só de coisas boas.

IMPUNIDADE GERA CRIME

O ano terminou e 2018 começou com a mais perigosa das desobediências, a militar, causada pela PM do Rio Grande do Norte, somada à civil, também polícia armada, que pode causar um grande estrago nas instituições e nas relações democráticas. Ao ignorar completamente decisão judicial que considerou ilegal a greve dos PMs e policiais civis do Estado, os que deveriam fazer cumprir a lei estão dando uma banana para a Justiça e colocando o regime democrático sob risco. Embora tenha motivos justos – atraso de salários e falta de condições de trabalho – os policiais sabem que fazem parte de instituições diferenciadas, em que greve é proibida. Infelizmente, quando tudo passar, o grave ataque à democracia,  com desobediência às decisões judiciais, será esquecida. Mesmo que aqui e ali ocorrerem punições, como já ocorreram em várias regiões do país, incluindo Rondônia, os responsáveis serão beneficiados por indultos, porque as leis no Brasil não são iguais para todos. A impunidade sempre é a maior inimiga dos regimes democráticos. Os crimes cometidos são jogados para baixo do tapete e têm, é claro, o poder de incentivar novas rebeliões contra decisões da Justiça, como está ocorrendo agora no nordeste brasileiro. Se os punidos do passado tivessem cumprido suas penas, nada disso estaria acontecendo. Pronto. Falei!

AGORA, FALTA A PONTE!

Não é sonho! Finalmente uma obra completa, certinha,  com cara de obra à altura do que a cidade merece. O novo viaduto da Três e Meio, sobre a BR 364, ligando a zona sul ao centro de Porto Velho, foi entregue há alguns dias, mas, como a ponte sobre o rio Madeira, transformado em escuridão total ao anoitecer. Por não é que a Emdur (sim, a Emdur, empresa da Prefeitura da Capital e não algum órgão federal), foi até lá e resolveu o problema? Em menos de três dias, instalou postes, estendeu fiação, colocou lâmpadas e deixou aquela parte da entrada da cidade como se fosse um micro local da superiluminada Paris, a Cidade das Luzes. O que prova isso? Que com um pouco de boa vontade, com criatividade, com apoio e parcerias, as coisas podem ser resolvidas sim! Como poderiam já ter resolvido, há muito tempo, a situação da ponte sobre o Madeira, no bairro da Lagoa, construída a um custo superior a 200 milhões de reais, mas que, três anos depois de pronta, é o retrato da escuridão, causando medo a quem pretende atravessá-la à noite. Não poderiam Dnit e Emdur, utilizando o mesmo sistema de parceria feito na iluminação do viaduto da Três e Meio, fazer igual na ponte sobre o Madeira? Ou daí já é pedir demais?

NEM SEMPRE GANHAM

Na área da segurança, o policiamento nas ruas ajudou bastante a que os índices de criminalidade não subissem às alturas, em Porto Velho, nas festividades de final de ano. E houve casos sim em que os bandidos perderam. Num deles, um “dimenor” criminoso foi morto a tiros, quando tentava assaltar uma mulher. Mas uma morte de um jovem, infelizmente, mas, sendo realista, menos um que causaria, sem dúvida, muita dor em muitas  famílias, porque se já assaltava com 17 anos, certamente passaria toda a sua vida no crime, o que é triste e lamentável. A polícia também pegou uma quadrilha de assaltantes, que roubava camionetas para levar para a Bolívia e trocar por drogas. Os criminosos tentaram ainda matar os homens da lei, mas foram contidos. Os vagabundos atacaram pessoas indefesas, uma delas uma mãe de poucas horas, que saía da Maternidade Municipal com seu filho. Há sim reação, tanto da comunidade quanto da polícia. Os canalhas que vivem do crime já não estão ganhando todas. De vez em quando, alguns deles são pegos.

A TURMA DO PIMENTEL

A saúde pública do município, em Porto Velho, está longe de achar seu caminho. Todos os dias as reclamações se multiplicam, porque nos postos de saúde e UPAs faltam não só médicos, como também medicamentos e até material para simples curativos. Faltou planejamento, claro. O prefeito Hildon Chaves e o experiente secretário Orlando Ramires, têm que encontrar, imediatamente, caminhos para resolver essas questões. O primeiro ano da administração foi praticamente perdida, na questão da saúde. Já em relação ao Estado, o quadro é bem diferente. Nos últimos anos, a qualidade da saúde estadual (sempre ressalvando-se exceções, que são notórias), deu um salto. A estrutura dos hospitais, os tratamentos de alta complexidade, a descentralização dos atendimentos, os calendários para exames, os pesados investimentos em pessoal e equipamentos, colocaram Rondônia em destaque nacional, neste tão difícil setor. Williames Pimentel, do alto da sua enorme experiência, com uma boa equipe, tem conseguido resultados altamente positivos. Há ainda muita demora para alguns tipos de cirurgias, mas até nisso o quadro melhorou bastante. Quem sabe a equipe municipal não senta com a turma do Pimentel, para aproveitar o que foi feito e “traduzir” para a linguagem municipal da saúde?

PERGUNTINHA

Você começou 2018 otimista, imaginando que teremos um país melhor a partir de agora ou pessimista, achando que se algo mudar, será para pior?

Fonte: Sergio Pires/NewsRondônia

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