Domingo, 31 de Dezembro de 2017 - 08:52 (Colaboradores)

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COMO FOI O ANO QUE TERMINA? QUE CADA UM ANALISE E DÊ SUA RESPOSTA!

PERGUNTINHA: Na virada de ano, neste domingo para segunda, você vai agradecer aos céus por que 2017 já terminou ou vai entrar em pânico porque o 2018 recém está começando?


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Foi um dos piores anos desde o início deste século 21? Ou foi o ano da depuração, tirando da vida pública, ao menos por algum tempo, alguns dos mais corruptos que já tivemos em nossa História, assim como parte daqueles que os corromperam? Houve mesmo alguma reforma de base, na essência, ou apenas puxadinhos demagógicos, que não resolvem nada, apenas amenizam, como a reforma trabalhista que, ao menos até agora, não pegou? Como é possível uma democracia ser gerida por um político que tem a ojeriza da grande maioria da população? Como conseguimos superar quase uma década e meia deste novo século, sendo roubados por uma quadrilha que se instalou no Poder e fez do ataque aos cofres públicos seu maior projeto de governo? Em 2017 avançamos ou andamos para trás? Estamos involuindo, ao colocar como preferidos pelo eleitorado, nas pesquisas, um extremista de esquerda, demagogo e envolvido com roubalheiras intermináveis e um extremista de direita, cujo sonho é o fim dos direitos individuais e a volta da dureza do regime militar? O que realmente melhorou no Brasil no ano que vem chegando ao fim? Ao invés de teorizar e dar opiniões pessoais, a coluna está pedindo ajuda dos seus leitores, apresentando alguns questionamentos que considera importantes, para que o próprio leitor produza suas respostas. Cada um tem uma análise sobre o que realmente ocorreu com o País; cada um sabe se estamos mesmo encontrando saídas para nosso labirinto ou seja estamos cada vez mais presos nele, sem acharmos uma luz que nos guie.

A verdade é que o 2017 que termina foi o ano de muitas dúvidas, muitas perguntas, muita falsidade e  hipocrisia, principalmente no novo mundo das redes sociais, recheada de idiotas iletrados, o que é comum neste país, mas também raivosos, o que é uma novidade, ao menos para aquele Brasil que se dizia ter o povo mais pacífico do mundo. Foi o ano da queda das máscaras, pois muitos líderes políticos acabaram mostrando suas verdadeiras faces, como foi o caso de Aécio Neves, apenas como um exemplo. Foi o ano de uma pequena recuperação da economia, embora a classe média continue sendo massacrada com mais e mais impostos; com preços abusivos da energia, do gás, do combustível. Foi o ano em que não apareceu uma só nova liderança, embora se fale que na eleição geral deste ano, os “caras novas” podem dominar o cenário político. Onde eles estão? Enfim, 2017 foi um ano complicado e complexo. Melhoraremos, como povo e como país, neste 2018 que chega? Temos a chance de mudar todo, via urnas. O faremos? Cada um que dê a sua resposta.

A RODOVIA DO DISCURSO

A BR 364 é uma das 10 maiores rodovias do Brasil. Tem 4.309 quilômetros, começando em Limeira, no interior de São Paulo, atravessando São Paulo, Minas Gerais, Goiás,  Mato Grosso, Rondônia e Acre. Termina na cidade acriana de Mâncio Lima, já na fronteira com o Peru. O município é o  mais distante do país, em linha reta, da Capital Federal. Todos os dias, dezenas e dezenas de milhares de brasileiros utilizam essa que é uma das mais importantes rodovias do país. No trecho apenas em Rondônia e Acre (cerca de 750 quilômetros de Vilhena a Porto Velho e outros 1.172 quilômetros até Mâncio Lima, ou seja, perto de 1.900 quilômetros) a 364 tem trechos onde trafegar é uma espécie de roleta russa. Todos os dias, em algum pedaço dela, perde-se uma vida; deixa-se feridos, alguns com sequelas terríveis a enfrentar todos os dias, até sua morte. A BR 364 precisa urgentemente de modernização; tem que ser duplicada, ao menos nos trechos mais perigosos. Não dá mais para tratar o assunto só com discursos e promessas e nem pensar apenas em faturar às custas dos motoristas, criando postos de pedágio antes de melhora sensível em todo o trecho dela. Os graves problemas da  Estrada da Morte precisa, urgentemente, serem resolvidos.

HILDON FOI BEM

Há problemas graves, ainda, é claro. Nas áreas da saúde e da educação, mas muito mais na saúde, a situação continua de mal a pior. O trânsito também teve um ano perdido. Mas, num balanço geral, a administração de Hildon Chaves, em seus primeiros 12 meses, foi muito positiva. Arrumou a casa, para começar, acabando com os verdadeiros donos da Prefeitura, até há pouco tempo atrás: os líderes dos sindicatos de servidores, que davam as cartas, mandavam e desmandavam, ao ponto do município ter pago até um 14º salário, nos tempos de Roberto Sobrinho e dado aumentos salariais exagerados, nos tempos de Mauro Nazif. Os dois ex prefeitos ficaram bem com o funcionalismo, mas os cofres públicos, que são de todos os cidadãos e não só de empregados do município, sofrem e vão sofrer por anos ainda, essas bondades com o chapéu alheio. Hildon assumiu o controle da Prefeitura; trocou secretários tantas vezes quantas achou necessário; teve voz de comando; melhorou a iluminação da cidade; conseguiu dinheiro federal para muitas obras e está mudando, ao menos em alguns aspectos, a cara da Capital. Em seu primeiro ano, de 1 a 10, merece nota 7. Nazif, em seu primeiro ano, não mereceu mais que um 3. E olhe lá!

SOBRINHO DE OLHO NO FUTURO

Por falar em Roberto Sobrinho, ele está silencioso, mas comemorando todas as inúmeras decisões judiciais e de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado, que têm sido, em praticamente todos os casos até agora analisados, favoráveis a ele. Roberto sofreu um dos mais duros reveses, quando no auge da sua vida pública, ao ser preso poucos dias antes do encerramento do seu segundo mandato, por uma série de acusações, até agora não comprovadas. Chegou a tentar voltar à Prefeitura, no ano passado, mas concorreu sub judice e passou a campanha “sangrando”, como se diz na linguagem da política. Agora, com possibilidades reais de concorrer em 2018, ele está analisando a situação. A primeira intenção é tentar uma candidatura a deputado estadual, pelo PT, formando uma dobradinha bastante forte junto com Lazinho da Fetagro, que vai à reeleição. O PT pensa em Anselmo de Jesus, que já foi federal, para tentar a Câmara novamente. Mas há quem ache, dentro do partido, que Sobrinho deveria buscar sim uma eleição para a Câmara Federal. Em meados do ano que vem saberemos qual a decisão dele.

LEITURA INTERPRETATIVA

Houve alguns comentários contrários à informação, dada pela coluna, de que o governador Confúcio Moura estava se esbaldando em  entrevistas à mídia nacional, falando bem dele e de Rondônia. Provavelmente quem leu o texto não o interpretou de forma correta. Ali estava uma informação concreta sobre os acontecimentos, sem juízo de valor. Se ele falou certo ou errado, a História é quem vai julgar. Se exagerou, se puxou demais a brasa para o própria assado; se evitou falar de qualquer problema do Estado e optou apenas pelo lado positivo, aí já é outra história. Houve também comentários de que o Governo teria gasto muito grana, para ocupar tanto espaço nos veículos nacionais de comunicação. Quanto a isso, fácil de resolver: os órgãos de fiscalização e controle e o Ministério Público estão aí para receber denúncias, caso tenha havido algum exagero ou irregularidade. Essa também foi outra questão não abordada no comentário sobre a presença de Rondônia na mídia, com grande destaque e de forma positiva. O que se fez, por aqui, foi dar uma informação sobre a presença de Confúcio Moura, país afora, alardeando seu governo e sua terra. O restante das análises, fica por conta de cada um...

ERRO PROPOSITAL

Ainda sobre as entrevistas: apesar dos títulos negativos, dando ideia de que o Confúcio Moura teria criticado Michel Temer, em entrevistas que concedeu à imprensa nacional, especialmente ao site UOL, quem lê o que ele disse, vai compreender que, ao contrário, as frases são, na verdade, um elogio à Temer. O governador rondoniense disse sim que é difícil de acreditar que algum candidato a Presidente defenda o governo de Michel Temer. Foi nisso que os editorialistas basearam seus títulos. Mas excluíram a conclusão de Confúcio, mais importante que a frase inicial, porque resume sua verdadeira intenção de destacar que o Presidente da República pode estar sendo injustiçado. “Não dá para dizer nada agora, estamos no calor do fogo. Então não dá para fazer defesa do Temer, nas eleições, porque a população já está dizendo: ele está com 6 por cento de aceitação, é baixíssimo. Mas o tempo, a história hão de registrar os seus feitos”. Ora, isso é uma crítica? Claro que é, para quem faz questão de pegar qualquer frase que possa parecer contra Temer, para destacá-la como verdade. No caso do destaque dado no título à entrevista de Confúcio Moura, foi um erro crasso, embora se saiba que proposital.

O NOVO MUNDO DOS IDIOTAS

O ano termina com um conjunto de frases sobre a imbecilidade que reina na internet, cada vez mais verdadeiro, mesmo três anos depois da morte do autor. As declarações são do escritor Humberto Eco, um dos mais respeitados nomes da literatura italiana e mundial. O que ele disse se consolida, quanto mais passa o tempo, na mais pura das verdades. Lembremo-nos, pois: “as mídias sociais deram o direito à fala de legiões de imbecis que, anteriormente, falavam apenas no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Dizia-se imediatamente a eles que calassem a boca. Agora não! Agora eles têm o mesmo direito que um ganhador do Prêmio Nobel. O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”! Há algum resumo melhor do que está acontecendo nas redes sociais, cada vez mais recheadas de idiotas se achando sábios; de canalhas espalhando suas canalhices; de semianalfabetos se achando a última Coca Cola do deserto? Humberto Eco deixou não só grandes livros para a História, mas também resumiu, como ninguém mais o fará, o que representa o reino da Internet, no mundo idiotizado!

PERGUNTINHA

Na virada de ano, neste domingo para segunda, você vai agradecer aos céus por que 2017 já terminou ou vai entrar em pânico porque o 2018 recém está começando?

 

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Fonte: Sergio Pires

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