Terça-Feira, 26 de Dezembro de 2017 - 08:53 (Colaboradores)

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LIVRE

A DECISÃO, QUANDO O ÓDIO NOS FAZ MAL (PARTE IV)

E o fazendeiro realizou. Ao descobrir que Augusto estava com outra, a prostituta pediu a morte deste ao atual amante.


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Sol. A pintora deitava-se na grama e ficava assim minutos e minutos. Pensava em Deus, no esposo, na amante do esposo, na vida... Queria respostas, respostas, por favor! O pai? Coitado dele! A cada dia entregava-se mais à bebida. A carreira? Já estava rico. Não se importava mais com nada. Valéria mudara com o tempo. Mudara. Agora deseja a morte de Augusto. O motivo? Ele não a respeitava. Acabou o amor? Não, o amor nunca houve. Ele apenas desejava a prostituta sexualmente. Gostava é do prazer que a devassa, como ele a chamava, lhe proporcionava. Então, a amante tratou de armar um plano para destruir a vida do advogado. Piedade? Não tinha. Deitou-se com um fazendeiro milionário. De família espanhola.

- Faço tudo que você pedir, Valéria – dizia o homem rendido de paixão. Beijava a prostituta totalmente apaixonado. – Basta pedir que realizo seu desejo.

E o fazendeiro realizou. Ao descobrir que Augusto estava com outra, a prostituta pediu a morte deste ao atual amante. E Letícia? A artista ignorava a traição. Por medo. Medo de perder o esposo. Medo de não suportar a solidão. Medo da sociedade.

O corpo de Augusto afundou nas águas do lago. Chovia. Valéria entrou no carro. Enxugou as lágrimas. Ele a machucou, a agrediu, a largou. E ela não aceitou ser pisada. Deixou a mulher deste viva. Mas ele... Ele deveria pagar caro pelos atos que cometeu. Sentiu-se vingada.

O telefone tocou. A pintora atendeu. Silêncio. Impacto. Correu até o jardim. Abriu os braços. Ergueu a cabeça. Gritou:

- Me leva, Deus. Me leva. Eu não vou suportar!

E chorou com dor. A dor da perda.

CONTINUA...

Fonte: Alberto Ayala /NewsRondônia

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