Quinta-Feira, 21 de Dezembro de 2017 - 10:10 (Geral)

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UFAC ABRE PROCESSO PARA APURAR CONDUTA DO PROFESSOR DO CURSO DE MEDICINA QUE SE FANTASIOU DE 'NEGÃO DO WHATSAPP'

A “fantasia” gerou enorme repercussão nas redes sociais. Ativistas acusaram o professor de prática racista.


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A Universidade Federal do Acre abriu processo administrativo para apurar a conduta do professor do curso de Medicina, médico Giovanni Casseb, que se “fantasiou” na terça-feira da semana passada de “Negão do WhatsApp” durante uma aula da saudade.

A “fantasia” gerou enorme repercussão nas redes sociais. Ativistas acusaram o professor de prática racista. Também houve defesas ao professor. Até a primeira dama do Estado, Marlúcia Cândida, entrou na polêmica. Em um texto no Facebook, ela manifestou apoio a Giovanni Casseb.

O reitor da Universidade Federal do Acre, Minoru Kinpara, disse que em no máximo 30 dias será divulgado o resultado do processo administrativo. Não há previsão de afastamento do professor, que já pediu desculpas publicamente.

No auge da polêmica, Giovanni Casseb publicou um texto afirmando que sua intenção não era ofender os negros e se colocou à disposição pela luta anti-racista.

“Quero publicamente pedir desculpas a quem se sentiu ofendido com a caracterização, nunca tive intenção de ofender ou oprimir quem quer que seja! Conheço a luta do povo negro e não compactuo com racismo ou qualquer discriminação de cunho racial , sexual , religiosa e me coloco à disposição para juntos fortalecermos essa luta!”, se desculpou o professor.

“É um professor muito querido. Não há um questionamento sobre a conduta dele. A universidade não irá fazer nada sem antes dar direito ao contraditório”, afirmou Minoru.

O reitor repudia qualquer ato de racismo e lamenta que essa seja uma prática “impregnada na nossa cultura”.

“Independente do resultado, a universidade já tomou algumas providências. São coisas que na universidade nós não resolvemos com decretos, mas com debates e conscientização. Estamos fazendo atividades, encontros, e o próprio professor se disponibilizou a participar desses debates que serão intensificados na universidade. E embora ele tenha pedido desculpa, não foi suficiente para acalmar os ânimos.”

Fonte: ac24horas

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