Quinta-Feira, 21 de Dezembro de 2017 - 09:13 (Colaboradores)

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LIVRE

A DECISÃO, QUANDO O ÓDIO NOS FAZ MAL (PARTE III)

A prostituta assustou-se ao ouvir seu nome sendo pronunciado pela esposa de Augusto.


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A pintora atendeu a ligação dela. Justamente dela. Valéria era extremamente provocadora.

- Como você está, madame? – Perguntou a outra.

Letícia não respondeu.

- Perdeu a voz, querida? – provocou a prostituta.

- É muita ousadia sua, Valéria – disse a artista.

A prostituta assustou-se ao ouvir seu nome sendo pronunciado pela esposa de Augusto.

- Você sabe como me chamo?

- Sei. Eu sei até o nome dos seus pais. Peço que evite entrar em contato comigo. É muito abuso da sua parte! Não estou interessada em te ouvir. A sua voz me irrita!

Valéria riu alto. Letícia gritou:

- Eu posso acabar com a tua vida. Sabia? Eu posso transformar sua vida num inferno. Você verá Lúcifer e não terá paz. Não haverá Deus. Só o diabo!

A prostituta viu Augusto caminhando sonolento na sua direção. Disfarçou:

- Sim, dona Sônia. Eu aceito assistir O despertar da primavera. Amo o teatro.

O advogado avançou em Valéria, pegou o telefone e gritou:

- Quem é você?

Letícia arregalou os olhos. Mário entrou na sala bêbado, quase caindo, derrubando os vasos. Deitou no tapete.

- Pensa que é um cliente, Augusto? – questionou Valéria.

- Penso. Você é uma devassa!

A prostituta acertou um tapa no advogado. Silêncio.  Augusto jogou o telefone na parede. Acertou um murro na mulher. Ela caiu ferida no chão.

- Nunca mais me bata!

O homem saiu furioso. A vítima ficou caída por um breve momento. Tempo. Barulho do sino da igreja.

Valéria levantou. Ajeitou os cabelos loiros. Foi até a janela. Avistou o carro do advogado indo ao longe na rua. Ventava. O vestido dela balançava. A mulher olhou com raiva para o horizonte.

- Você me paga, canalha!

Continua...

Fonte: Alberto Ayala /NewsRondônia

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